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ARTES CÊNICAS

Cia. de Dança Deborah Colker encena “Nó” no Teatro Guararapes

A apresentação será no próximo dia 19 (sexta-feira), às 21h

Divulgação

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O balé de 2005 foi remontado neste ano pela companhia

Enquanto seu mais recente espetáculo, Cão Sem Plumas (2017), viaja pelo Brasil e pelo mundo, Deborah Colker revisita uma coreografia lançada em 2005, na Alemanha, e que não remontava desde 2012, até sua reestreia o ano passado, em Minas Gerais e São Paulo: “Nó”. O balé, que será apresentado no próximo dia 19/7 (sexta-feira), às 21h, no Teatro Guararapes, é um marco na trajetória de Deborah. Foi quando ela “virou a esquina”, como diz. Interrompeu sua premiada investigação sobre movimento e espaço – que resultou em “Velox” (1995), “Rota” (1997) e “Casa” (1999) e “4 por 4″ (2002) – para mergulhar naquilo que vê como “a tragédia e a complexidade dos impulsos humanos”. O tema de “Nó” é o desejo.

“Cão Sem Plumas me dilacerou, me esvaziou. Senti a necessidade de voltar ao “Nó”, rever o lugar onde minhas perguntas e angústias começaram a mudar. Eu tinha certeza de que não havia feito tudo o que precisava com “Nó”, explica.

A coreografia de “Cão Sem Plumas”, baseada em poema de João Cabral de Melo Neto e executada por bailarinos cobertos de lama, valeu a Deborah o prêmio Benois de la Danse, tido como o Oscar da dança. “Nó” volta completamente transformado. Há mudanças cenográficas, a trilha sonora ganha mais temas compostos por Berna Ceppas, e a música “Carne e Osso”, da banda Picassos Falsos, embala um duo romântico. As modificações que Deborah realizou na coreografia são frutos de seu amadurecimento nos últimos 13 anos.

“O corpo é o lugar do desejo. E o corpo erotiza quando dança. Nó tem essa liberdade, mas só agora, 13 anos depois da estreia, é que me sinto mais segura para tratar disso”, diz. O primeiro ato começa com uma árvore no centro do palco. São 120 cordas, representando laços afetivos. Os bailarinos as soltam aos poucos, até que se assemelhem a uma floresta. Eles se valem de técnicas como a bondage (uso de cordas para controle da dor e do prazer). “No primeiro duo, o homem amarra a mulher por escolha dela. Dominação e submissão estão presentes na consciência plena de ambos. Não há liberdade sem dor, não há prazer sem consciência”, afirma Deborah, que tem o irmão, Flavio Colker, na codireção.

No segundo ato, a companhia dança dentro e em torno de uma grande caixa transparente criada por Gringo Cardia, diretor de cenografia. Se as cordas apontam para a natureza, a caixa evoca o mundo urbano. “O desejo e os enigmas começam no corpo e saltam para fora da forma que conseguem”, diz Deborah.

Na trilha sonora da primeira parte, além de criações de Berna Ceppas e Kassin, há trechos de Ravel e Alice Coltrane. Na segunda estão preciosidades como “My One and Only Love”, com Chet Baker; “Coisa nº 9”, de Moacir Santos; e “Preciso Aprender a Ser Só”, de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle, na voz de Elizeth Cardoso.

Os figurinos, que transmitem erotismo e também delicadeza, são do estilista Alexandre Herchcovitch. A iluminação é de Jorginho de Carvalho, parceiro de longa data de Deborah. A direção de produção é de João Elias, fundador da companhia.

Serviço
Espetáculo “Nó” -  Cia. de Dança Deborah Colker
Quando: 19/7 (sexta-feira), às 21h
Onde: Teatro Guararapes (Centro de Convenções de Pernambuco, Av. Prof. Andrade Bezerra, S/N – Salgadinho, Olinda – PE)
Ingressos: Plateia – R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia-entrada | Mezanino – R$ 75 (inteira) e R$ 37,50 (meia)

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