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ARTES CÊNICAS

Espetáculo sobre violência de gênero estreia no Recife

'Machuca' é novo trabalho da Trupe Ensaia Aqui e Acolá

Bella Valle/Divulgação

Bella Valle/Divulgação

Machuca apresenta uma coletânea de histórias vivenciadas por mulheres de diferentes realidades sociais

Com informações da Assessoria

Machucar. Ferir, magoar, pisar. Esmagar um corpo com o peso ou dureza de outro. Um outro que espetaculariza a morte de Eliza Samudio, apedreja Dandara dos Santos no meio da rua, ignora a vida de Severina, estuprada pelo pai. O outro que alimenta a repetição de padrões, que assedia oito vezes num trajeto de quinze minutos, o outro do racismo, do machismo cotidiano que sufoca, leva à exaustão. Machuca: o novo espetáculo da Trupe Ensaia Aqui e Acolá, que estreia nesta sexta-feira (19), às 20h, no Teatro Capiba, Sesc de Casa Amarela.

Dirigido por Ceronha Pontes, Machuca é uma coletânea de histórias que discute a violência de gênero a partir de história vivenciadas por mulheres de classes sociais e experiências diversas. As atrizes Andrea Rosa, Iara Campos e Juliana Montenegro revezam-se no palco para contar casos com grande repercussão midiática e também relatos anônimos, experiências de mulheres que carregam as cicatrizes das várias formas de violências produzidas por uma sociedade patriarcal, racista e machista.

“Todas as histórias contadas em Machuca são verdadeiras. Nada é inventado. O processo de criação trouxe o tratamento dramatúrgico, resultado de um trabalho de escrita desafiador, tornar essas histórias teatrais. Nos preocupamos em manter a coluna dos fatos intactas”, explica a atriz Iara Campos. “Nós escolhemos histórias muito emblemáticas para contar, que trouxeram à tona a crueldade do machismo. A demanda da vida real é massacrante para as mulheres e tentar entender o feminismo e o feminino nos fortalece. Somos marcadamente políticas, com a função social de tentar mudar o quadro atual em que vivemos. Por isso, tudo o que levamos para a cena nos contempla” comenta a atriz Andrea Rosa.

Além das histórias reais, as atrizes reproduzem em cena discursos de referências feministas e fazem citações a diversos nomes que lutaram e ainda lutam contra o patriarcado como Karol Conka, Nísia Floresta Brasileira, Elizabeth Mia, Djamila Ribeiro, Ângela Davis e Maria Clara Araújo. “Procuramos nessas referências reforçar e amplificar nosso discurso. Machuca é um espetáculo de denúncia, declaradamente feminista e inteiramente pautado na sororidade e na esperança de construir uma sociedade mais equânime para as mulheres”, define Juliana Montenegro.

Bella Vale/Divulgação

Bella Vale/Divulgação

Espetáculo também será encenado na Colônia Penal Bom Pastor

O espetáculo será apresentado em curta temporada, no Teatro Capiba, no Sesc Casa Amarela, nos fins de semana 19, 20 e 21 e também 26, 27 e 28. Os ingressos para o teatro estão à venda na bilheteria do Sesc, nos dias de espetáculo, e também na internet (www.sympla.com/machuca). Três apresentações terão tradução em libras e uma delas terá audiodescrição, com o intuito de expandir a acessibilidade do espetáculo. Além disso, outras cinco apresentações serão encenadas em espaços públicos: Centro do Recife (Praça do Diario), Encruzilhada, Jardim São Paulo, Morro da Conceição e Ilha de Deus. O espetáculo também será encenado na Colônia Penal Bom Pastor para as mulheres que cumprem medidas socieducativas.

Machuca foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2015, concebido pelo Governo Federal.

Trupe Ensaia Aqui e Acolá

Machuca é o terceiro espetáculo da Trupe, que já encenou o espetáculo para a infância e juventude, Rififi no Picadeiro (2007) e o melodrama O Amor de Clotilde Por Um Certo Leandro Dantas (2010), que circulou por mais de 40 cidades brasileiras, além de apresentações em Portugal. Essa é a primeira vez que o grupo leva ao palco um elenco formado apenas por mulheres.

Serviço:
Machuca no Teatro Capiba
Dias 19, 20 e 21 e 26, 27 e 28
Sextas e sábados às 20h
Domingos às 19h
Apresentações com Libras: Dias 20 e 21 (sábado e domingo) e 26 (sexta)
Apresentação com audiodescrição: Dia 27 (sábado)

Apresentações na rua
Sempre às 16h
23/05 – Praça do Diário
24/05 – Praça da Encruzilhada
25/05 – Morro da Conceição
30/05 – Ilha de Deus
01/06 – Jardim São Paulo

Apresentação na Colônia Penal Bom Pastor
31/05, às 14h

Ficha Técnica

Direção: Ceronha Pontes
Elenco: Andrea Rosa, Iara Campos e Julliana Montenegro
Dramaturgia: Ceronha Pontes e Trupe Ensaia Aqui e Acolá
Direção de movimento: Íris Campos
Preparação vocal: Carlos Ferrera
Figurino e Cenário: Marcondes Lima
Cenotécnicas: Bee Freitas e Luciana Montenegro
Execução de figurino: Maria Lima
Iluminação: Dado Sodi
Trilha sonora original: Júlio Morais
Voz em “Dandara”: Kalina Adelina, sob orientação de Lucíola dos Santos
Voz em “Não nasci para ter senhor”: Carlos Ferrera
Todas as músicas criadas por Júlio Morais, exceto “Guerreiras”, letra e música de Ceronha Pontes e “Não nasci para ter senhor” letra de Ceronha Pontes e música de Júlio Morais.
Locução futebol: Tatto Medinni
Locução carro de som: Marcelo Oliveira
Programação visual e design: Aurora Yett
Fotos: Bella Valle
Assessoria de imprensa: Lenne Ferreira/Afoitas, Priscila Buhr/Afoitas e Guilherme Gatis
Produção executiva: Igor Travassos
Direção de Produção: Andrea Rosa, Iara Campos e Julliana Montenegro
Produção: Trupe Ensaia Aqui e Acolá

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