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ARTES CÊNICAS

Magiluth encanta plateia na Mata Norte com a peça ‘Luiz Lua Gonzaga’

A apresentação faz parte de uma parceria entre a UPE, a Secult-PE e a Fundarpe.

Costa Neto/Secult-PE

O Campus da Universidade de Pernambuco (UPE) em Nazaré da Mata, na Mata Norte do Estado, foi palco de uma apresentação teatral do Grupo Magiluth na noite desta última quarta-feira (06/05). Repleta de elementos típicos da cultura nordestina, a montagem intitulada ‘Luiz Lua Gonzaga’, que faz uma homenagem ao Rei do Baião, encantou uma plateia formada por estudantes de vários municípios pernambucanos. Entre risadas, suspiros e silêncios concentrados, o público interagiu bem com o espetáculo e aplaudiu de pé os atores ao término da apresentação.

A apresentação fez parte de uma parceria entre a UPE, a Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundarpe, construída ao longo dos últimos quatro anos. Segundo Alexandre Furtado, coordenador da Pró Reitoria de Extensão da UPE em Nazaré da Mata, “a resposta que o público deu durante a apresentação, bastante calorosa, mostra o quanto é importante e viável ações culturais como esta na Universidade de Pernambuco”.

Costa Neto/Secult-PE

Criado em 2012, ‘Luiz Lua Gonzaga’ dialoga em peso com a linguagem do teatro de rua. Vencedor do Prêmio Funarte Centenário Luiz Gonzaga, a montagem é quase um musical mergulhado na linguagem popular, e brinca com a memória do ser nordestino. Apesar de não ser uma peça sobre o Rei do Baião, Gonzaga ganha tributos especiais e músicas suas são executadas ao vivo por um trio de pé de serra. As canções ‘Asa branca’, ‘Pense n’eu’, ‘Assum Preto’, ‘Último Pau de Arara’, ‘Riacho do Navio’, ‘Olha Pro Céu’ e ‘A Morte do Vaqueiro’ fazem parte da trilha sonora da peça.

Mais de 200 alunos assistiram à peça, todos estudantes  de seis graduações (Letras, Pedagogia, História, Geografia, Matemática e Biologia) e do curso de Logística da UPE. Ali estava uma mostra da população pernambucana, com estudantes provenientes de várias cidades, como Aliança, Recife, Camaragibe, Jaboatão, Nazaré da Mata, Garanhuns, Gravatá e Vicência, entre outras regiões.

Costa Neto/Secult-PE

Marcicleide da Silva, aluna do curso de Letras e nascida em João Alfredo, aprovou a atividade cultural na UPE. “Faz mais ou menos um ano que não vou a um teatro ou assisto a uma apresentação de artes cênicas. E foi bem legal, porque o grupo é muito interessante, porque tem um jeito específico de dialogar com o público. Ainda não os conhecia, mas gostei bastante”, aprovou a estudante.

O envolvimento e diversidade da plateia também foi um ponto exaltado por Pedro Vilela, diretor do espetáculo. “Acho que esse foi o público mais plural que já tivemos. Inicialmente fiquei um pouco preocupado com a questão da acústica, porque a voz no local onde estávamos acabava se diluindo. Mas o que aconteceu foi o contrário. O público se envolveu muito, com bastante respeito e energia”, comemorou o integrante do Magiluth.

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