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ARTES CÊNICAS

Mostra fotográfica, oficinas e danças urbanas na programação do DDDança

Na reta final, o DDDança conta com atividade formativa e ações que reafirmam outros tipos de “danças”

Ainda no ensejo de um mês dedicado ao fortalecimento do setor da dança no País e na reta final que culmina no Encontro Nacional da Dança, na próxima quarta-feira (27), o DDDança promove uma série de ações no final de semana dedicadas à formação e à visibilidade de estilos de dançar ainda situado às margens das possibilidades de fomento. No domingo (24), acontece a oficina O corpo e a cidade, ministrada pela performer Luciana Freire D’Anunciação, das 10h às 12h, na Praça São Marcelino Champagnat (em frente à entrada lateral do Colégio Marista São Luís na Rua Senador Alberto Paiva, Graças), no eixo de formação do DDDança. Durante a tarde, na Torre Malakoff, haverá encontro dedicado às danças urbanas. Na sexta-feira (22), o Espaço Experimental recebe a mostra Fotografias Dançadas, a partir das 18h.

divulgação

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Oficina ‘O Corpo e a cidade’ acontece no domingo, 24

“O corpo e a cidade é uma oficina de dança para aqueles que querem entender a cidade como morada de possibilidades criativas e sensíveis, assim como o é o corpo. Entre exercícios de improviso, jogos e práticas sensoriais, iremos realizar vivências individuais e em grupo que trocarão estímulos com tudo o que nos circunscreve, sejam elementos da arquitetura urbana sejam elementos da natureza planejada ou acidental”, detalha Luciana Freire, que já ministrou a mesma oficina em Vancouver, no Canadá. A facilitadora, que é mestra em Estudos Interdisciplinares em Artes pela Simon Fraser University (Canadá), tem formação em práticas somáticas da dança, contato improvisação, improvisação em dança, Butoh, dança do oeste africano, teatro físico e clown. Além disso, realiza trabalhos híbridos que transitam pela dança, teatro, vídeo e instalação. A oficina é aberta para todas as idades, desde que o participante possa se locomover pelas calçadas do Recife, já que o encontro segue da Praça São Marcelino Champgnat para outros espaços da cidade.

Já durante a tarde, a partir das 14h, a Torre Malakoff recebe o encontro Gênero de Batalha, em que dançarinos de diferentes modalidades competem no formato ALL STYLE, para promover a diversidade de estilos, gênero e sexualidade no encontro. Os jurados da edição serão Hullipop e Bboy Moly e os MCs são dois apoiadores e ativistas da cultura hip hop em Pernambuco: Chitos e Rafael FX. O evento premiará os três primeiros colocados das batalhas. A partir das 16h30, na Praça Barão do Rio Branco (Avenida Alfredo Lisboa, s/n, Bairro do Recife), será possível participar do Recife Tribal Day. O festival acontece anualmente com a
proposta artística de levar a dança de emigração e suas fusões às ruas do Recife desde 2012 e volta-se para o estilo flash mob. Idealizado por Andressa Máximo e Carol Constantino, hoje é dirigido pela Carvalho Cia de Dança e realizado com a parceria de artistas convidados.

SEXTA-FEIRA
A programação do DDDança também continua intensa amanhã (22), quando acontece a mostra Fotografias Dançadas, com a exibição dos trabalhos dos fotógrafos Vanessa Alcântara, Maurício Nascimento, Elysangela Freitas, Ju Brainer e Dani Neves e do vídeo-dança de Bel Araújo. Muitos das séries apresentadas são resultados de pesquisas que ainda estão em processo, como é o caso da série Corpo em Movimento – Corpo em Fluxo, da fotógrafa Elysangela Freitas, que mostra as interseções das linguagens da dança popular pernambucana com a fotografia.

Elysangela Freitas

Elysangela Freitas

Fotografia da série ‘Corpo em movimento – Corpo em fluxo’, de Elysangela Freitas

A noite ainda contará com a performances como ATERRO, de Jares Santos, que se inspira no movimento manguebeat da década de 1990, e corpo- palavra, do Coletivo Soma. Nesta montagem-experimento, as bailarinas Anne Costa e Marta Guimarães declamam o poema Rios, de Viviane Mozé, em uma tentativa de alcançar sentimentos expressos em texto e construindo movimentos que evocam os significados das relações humanas. No dia, também haverá a performance Dor de Pierrot: 80 aos pedaços, da dançarina Gardênia Coleto. A partir de registros do movimento artístico-político ocorrido nos anos 1980 no Recife, a performance reconstrói um novo olhar sobre a obra Dor de Pierrot, criada em 1984 pelo bailarino Bernot Sanches. O trabalho apresenta reflexões sobre as repetições e transformações do profissional da dança no Recife. A mostra também funciona como um espaço de diálogo e de encontro entre artistas da dança e público geral.

DDDANÇA
O DDDança 2016 é uma teia de ações co-realizada pela classe artística, pelo Governo do Estado (Secult e Fundarpe), Funarte/MinC e voltada para a reflexão e o fortalecimento da dança em Pernambuco e no Brasil. São debates, aulas teóricas e práticas, apresentações artísticas, palestras, feira e intercâmbios a serem realizados em diversos locais do Estado, durante o mês de abril.

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