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ARTES CÊNICAS

Peça que discute a homofobia encerra temporada no Teatro Hermilo Borba Filho

Últimas sessões do espetáculo Em Solo de Guerra, do ator Cleyton Cabral, irão acontecer entre nesta sexta (27) e sábado (28), às 20h, e no domingo (29), às 18h

Ricardo Maciel/Divulgação

Solo de Guerra é a estreia de Cleyton com monólogos, e ele também assina a dramaturgia e a produção do espetáculo

O Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo, segundo uma pesquisa publicada pela ONG Transgender Europe (TGEu) em novembro de 2016. Foi partindo dessa premissa assustadora, porém real, que o ator Cleyton Cabral procurou a diretora Luciana Pontual para criarem o espetáculo Solo de Guerra. Na montagem, o artista se debruça sobre questões como bullying, relações afetivas na infância e sentimento de deslocamento.

As últimas sessões serão realizadas nesta sexta (27) e sábado (28), às 20h, e no domingo (29), às 18h. Já os ingressos custam R$ 30 e R$15, à venda na bilheteria do teatro que abre uma hora antes do espetáculo começar.

O processo criativo da dramaturgia foi construído com Cleyton levando uma cena nova a cada ensaio, gerando um trabalho que recomeçava em todos os encontros. Solo de Guerra é a estreia de Cleyton com monólogos, e ele também assina a dramaturgia e a produção do espetáculo. Ao mesmo tempo, esta é a primeira direção de Luciana Pontual, integrante do Doutores da Alegria Recife.

Ricardo Maciel/Divulgação

De acordo com o ator, a guerra citada no título do espetáculo é uma metáfora para falar da que a sociedade enfrenta todos os dias

De acordo com o ator, a guerra citada no título do espetáculo é uma metáfora para falar da que a sociedade enfrenta todos os dias. “O conflito se inicia quando insistem em nos padronizar, nos colocar na caixinha ‘normal’ para podermos ser aceitos. Eu não quero ser aceito. Em tempos em que a palavra empoderamento está tão em evidência e ao mesmo tempo gasta, é que decidi usá-la. Para enfrentar esta sociedade machista, que mata tantos de nós apenas por sermos ‘diferente’. Sempre terei o prazer de ser transgressor e revolucionário. Na vida e na arte. Esse espetáculo é um grito, mas também é um abraço”, defende Cleyton.

Para Luciana Pontual, pisar nesse solo foi como entrar em um labirinto: ter mais perguntas que respostas. “A partir da dramaturgia que ia sendo construída a cada ensaio, eu fui me colocando como espectadora. As palavras vinham cheias de silêncio, mesmo quando gritavam. Foi desafiador lidar com o fracasso de alguns ensaios e ter que voltar forte no dia seguinte. Criar é se sentir genial e também falho. Humano, demasiado humano”, detalha ela.
 
Serviço:
Solo de Guerra – Segunda Temporada
Sexta (27) e sábado (28), às 20h | Domingo (29), às 18h
Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, 142, Bairro do Recife)
Ingressos: R$ 30 e R$15 | Antecipados promocionais (meia entrada para todos) no site: bit.ly/solodeguerra-abril

FICHA TÉCNICA:
Dramaturgia e atuação: Cleyton Cabral
Direção: Luciana Pontual
Cenário e criação de objetos cênicos: Álcio Lins
Desenho de luz: Naná Sodré
Figurinos: Paulo Pinheiro
Criação dos bonecos: Fábio Caio
Coreografia: Lilli Rocha
Operador de luz: Fábio Calamy
Contrarregra: Carlos Macêdo
Projeto gráfico: Carlos Macêdo e Vinicius Batista
Fotos: Ricardo Maciel
Produção: Cleyton Cabral

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