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Artes Visuais e Fotografia

Exposição de Ana Hupe, na Massangana, mescla vídeo, fotos, objetos, tempos passado e presente

Uma das exposições vencedoras do edital de Residências Artísticas 2017, Muito futuro para uma só memória, da artista Ana Hupe, ocupa a Galeria Massangana a partir do próximo sábado (8/7), às 16h.

Divulgação

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“Muito futuro para uma só memória”, exposição da artista Ana Hupe, entra em cartaz na Galeria Massangana neste sábado

A história não contada de Maria Francisca da Conceição é o ponto de partida desta exposição, que supõe narrativas para um passado apagado. Maria Francisca bateu à porta da casa da bisavó da artista em 1925, no município de Arcoverde (PE), pedindo emprego, sem documentos e sem saber sua data de nascimento. A partir daquele dia, trabalhou na casa da família por toda a vida, sem nunca mencionar seu passado.

Em Muita memória para um futuro só, o silêncio de Maria Francisca da Conceição é atualizado por conversas com quatro mulheres africanas imigrantes, residentes no Recife e pelo encontro com mulheres quilombolas e indígenas. Em formato de vídeo, fotografias e objetos, a exposição, ao evocar a entidade Maria Francisca da Conceição, mistura tempos memoráveis, ficcionais e diaspóricos.

Durante a residência, Ana seguiu em expedição ao Sertão a fim de buscar as brechas de resistência desta narrativa desvanecida. Em seu roteiro inicial, figurava o município natal de Maria Francisca, São José de Belmonte, mas, conforme aconteciam partilhas e conversas, a viagem se estendeu às cidades de Mirandiba, Carnaubeira da Penha, ao quilombo Conceição das Crioulas e à aldeia Atikum – locais em que foram ouvidas, sobretudo, vozes da resistência feminina.

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Exposição, que mescla fotos, vídeos e objetos, remonta o passado de Maria Francisca da Conceição

A exposição é composta por núcleos instalativos, como capítulos da vida atualizada, revista e ampliada de Maria Francisca da Conceição. “A mostra reúne, em meios diversos, elementos bastantes para sugerir uma narrativa que não se sabe ao certo se é integralmente verdade ou se é parte inventada. Articula imagens e textos de forma a justamente borrar os limites entre o que foi supostamente vivido por alguém e o que pode ser ficcional. Não por pouco apuro na investigação feita ou por pequeno apego à reconstituição de fatos. Mas por se inscrever em uma tradição de arte e história que considera o passado uma construção do tempo de agora, que existe menos como algo a ser desvelado e mais como uma encadeação de acontecimentos e gentes pensada como possível a partir do que se conhece a cada momento e lugar”, coloca o curador Moacir dos Anjos, no texto de apresentação desta instigante exposição.

 Crowdfunding - Também faz parte da exposição uma ação para arrecadação de R$ 3 mil para a instalação de um poço de 60 metros em parte no terreno do quilombo Conceição das Crioulas, que está sob cuidados de Maria de Lourdes. Se houver água naquele terreno, o sustento daquela família e, por extensão, da comunidade, vai melhorar muito. Cobra-se R$ 56 por metro de poço cavado. A vaquinha será realizada ao longo da exposição para construção do poço no momento em que se atingir o valor completo.

SERVIÇO

Exposição Muita memória para um futuro só, de Ana Hupe
Fundação Joaquim Nabuco, 2187, Casa Forte
Galeria Massangana
Abertura: Sábado, 8 de julho, às 16h
Visitação: 8 a 30 de julho
Entrada: Gratuita

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