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AUDIOVISUAL

9º Festival de Cinema de Triunfo lança luz sobre o cinema brasileiro e a política para o audiovisual

Evento encerrou no sábado (12), distribuindo R$ 26 mil em prêmios

Depois de seis dias de exibições que celebraram a recente produção audiovisual pernambucana e nacional, chega ao fim a nona edição do Festival de Cinema de Triunfo. Trazendo como eixos da programação, para além das exibições e premiações, a descentralização das atividades formativas, a formação de novas plateias por meio das mostras voltadas para crianças e os debates sobre cinema com os realizadores participantes, o festival consagra mais uma vez sua vocação de ser um evento que também fortalece a cadeia do audiovisual no estado, garantindo a circulação das novas produções, o conhecimento e a troca de informações, experiências e pensamentos que colaboram para encaminhamentos concretos que aperfeiçoam as políticas públicas voltadas para o segmento.

Divulgação

Divulgação

Cineastas de diversas cidades brasileiras foram contemplados

O evento, realizado pelo Governo de Pernambuco, através da Secult-PE e Fundarpe, em parceria com a Prefeitura de Triunfo, teve como homenageados desta edição os atores Germano Haiut e Maeve Jinkings. Este ano, o evento contou também com o apoio do SESC-PE, da Cepe Editora, e da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), além de parceria com mostras audiovisuais independentes, como Criancine, Cine Belo Jardim e Stopmotion. Este ano, o festival contemplou cerca de 3 mil pessoas em todas as ações e ampliou a participação de pessoas nas localidades próximas a Triunfo, como Jatiúca, Canaã, Jericó, Santa cruz da Baixa Verde, Manaíra, Princesa Isabel, Flores, além de Serra Talhada e Afogados da Ingazeira.

“Esse gesto de realizar o festival mostra uma característica de resistência. Essa integração com a educação, que estávamos fazendo valer em outros segmentos da cultura, prevaleceu aqui também, sendo estratégico para a política do setor. A Lei que institui que as escolas devem promover a filmografia brasileira só nos auxilia nesse processo.  Então, mesmo neste momento temeroso que estamos passando, a arte vem com essa magia de apontar para o futuro”, falou o secretário de Cultura de Pernambuco Marcelino Granja, que garantiu a realização da próxima edição do Festival de Cinema de Triunfo.

AÇÕES ESPECIAIS – As ações de formação também foram fundamentais nesta edição do festival. Foram realizadas as oficinas Documentando, com Marlom Meirelles, Experimentando Animação, com Paulo Leonardo, Videoclipe Experimental, com Ana Olívia Godoy e Marco Bonachela e a Oficina Criativa: as maiores historinhas brasileiras de todos os tempos, com Lucas Fonseca.

Entre os destaques da programação, o festival realizou este ano o seminário Inclusão no Audiovisual, que debateu temas como política de cotas para os editais do audiovisual, a descentralização e a representação de gênero na cadeia produtiva. Outro momento importante de discussão para construção e o incremento de políticas públicas para o setor foi o Seminário Diálogos, da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA). A secretária executiva de cultura Silvana Meireles destacou o momento – que reuniu profissionais de preservação, cineastas, gestores culturais e o público do festival – como uma oportunidade de debater sobre políticas de preservação do audiovisual brasileiro, “na perspectiva de desenvolvermos ações regionalizadas, que garantam a memória e o acesso às produções”, ressaltou.

A preservação e a requalificação dos Cinemas de Rua também foi um tema prioritário. Osvaldo Emery, arquiteto vinculado à Cinemateca Brasileira e um dos mais competentes consultores em projetos voltados à exibição cinematográfica do país, esteve presente  no encontro. Durante todas as manhãs, os realizadores do festival se reuniram para discutir o fazer cinematográfico de cada um. “Foi outro momento rico de discussões, pela troca de informações, que ressaltaram a grande diversidade da produção cinematográfica do audiovisual brasileiro, gerando importantes discussões sobre o  fazer cinema no Brasil nos dias de hoje”, destacou o jornalista Tiago Montenegro, que mediou os encontros.

CINEMA E EDUCAÇÃO – Sessões especiais e oficinas direcionadas para crianças e adolescentes ganharam ainda mais destaque nesta edição. “Uma forma de trazer este público ao cinema, estimular novos olhares e contribuir para a formação cultural da nossa gente”, comenta Márcia Souto, Presidente da Fundarpe. Foram oferecidas quatro oficinas gratuitas: Documentando (Afogados da Ingazeira) e as inéditas Experimentando Animação (Serra Talhada), Videoclipe Experimental (Triunfo) e Oficinas criativas: as maiores historinhas brasileiras de todos os tempos (Triunfo). O painel Cine Educador reuniu gestores e professores da Serra Talhada, com o objetivo de troca de informações sobre as diversas possibilidades de utilização do audiovisual em sala de aula, como instrumento pedagógico.

HOMENAGEADOS – A noite do sábado, no Festival de Cinema de Triunfo, homenageou o ator pernambucano Germano Haiut que, ao longo dos seus mais de 50 anos dedicados à atuação, também desempenhou importantes papeis em produções cinematográficas brasileiras, a exemplos dos filmes Baile Perfumado, O ano em que meus pais saíram de férias, Reflexões de um liquidificador, Quincas Berro D’água, entre outros. Atualmente estudando um texto para o teatro, Germano ficou muito feliz e emocionado com a homenagem. Diante de uma plateia que lotou o cine teatro, Germano contou que fez sua primeira participação num grande filme (O ano em que meus pais saíram de férias) por indicação de uma amiga. “Depois outros diretores foram chamando e eu fui entrando nessa plataforma maravilhosa que é o cinema”, disse ele que ainda definiu o teatro como arte do ator e o cinema como arte do diretor.

Maeve Jinkings recebeu a homenagem pela grande contribuição à filmografia pernambucana.  Ela atuou em longas como Era uma vez Verônica (Marcelo Gomes, 2013), Boa Sorte Meu Amor (Daniel Aragão, 2013), O som ao redor  (Kléber Mendonça Filho, 2013), Amor, Plástico e Barulho (Renata Pinheiro, 2015), Big Jato (Cláudio Assis, 2015), Boi Neon (Gabriel Mascaro, 2016), Aquarius (Kléber Mendonça filho, 2016), entre outros.

Em sua fala, Maeve destacou o significado simbólico, político e afetivo da homenagem. Política pelos vários sotaques e referências sociais e geográficas de sua própria família, simbólica por estar fazendo sete anos de sua primeira relação com o cinema pernambucano e com a produção cultural do estado, e afetiva pelo grande amor que revelou sentir pelo estado que mais lhe acolheu como atriz. “Eu sou apaixonada por Pernambuco, pela sua erudição, sua inquietação, sua vocação para o vanguardismo. Quando vejo os filmes sobre os sertões, suas identidades, é importante para mim também que venho de um lugar muito diferente. Tenho gratidão profunda por este estado, pelo que me proporcionou, do que somos e como devemos olhar para essa diversidade”.

TROFÉU CINECLUBISTA DE MELHOR FILME PARA REFLEXÃO.

- Exília, de Renata Claus

Menções Honrosas:

- Aroeira, de Ramon Batista

- Cumieira, de Diego Benevides

- Quem matou Eloá, de Lívia Perez

 

PRÊMIO ABD-PE/APECI

- Black Out, de Felipe Peres

 

PREMIAÇÃO DO JURI POPULAR

- Melhor Curta-Metragem da Mostra Competitiva dos Sertões:

Joaquim Bralhador, de Márcio Câmara

- Melhor Curta-Metragem da Mostra Competitiva Pernambucana:

Um brinde, de João Vigo

- Melhor Curta-Metragem da Mostra Competitiva Infanto Juvenil:

Ana e a Borboleta, de Isabela Veiga

- Melhor Curta-Metragem da Mostra Competitiva Nacional:

Em Defesa da Família, de Daniela Cronemberger

- Melhor Longa Metragem da Mostra Competitiva Nacional:

Danado de Bom, de Deby Brennand

 

PREMIAÇÃO DO JÚRI OFICIAL DO FESTIVAL

CATEGORIA CURTA METRAGEM:

- Melhor atriz:

Ceronha Pontes, pelo filme Elogio do Tremor

- Melhor ator:

Tavinho Teixeira, pelo filme Ainda me Sobra Eu

- Melhor Som:

Danilo Carvalho, pelo filme A Clave dos Pregões

- Melhor Trilha Sonora:

Cosmo Grão e Samuel Nóbrega, pelo filme Catimbau

- Melhor Direção de Arte:

Gustavo Guedes, pelo filme Cuscuz Peitinho

- Melhor produção:

Equipe do filme Dalivincasso

- Melhor Montagem:

Filme Em Defesa da Família

- Melhor Fotografia

Adalberto Oliveira, pelo filme Tarja Preta

- Melhor Roteiro:

Diego Benevides, pelo filme Cumieira

- Melhor Direção:

Felipe Peres, Adalmir da Silva, Francisco Mendes, Jocicleide Oliveira, Sérgio Santos, Paulo Sano pelo filme Blackout

- Melhor Filme da Categoria Curta-Metragem dos Sertões:

Praça de Guerra, de Ed. Junior

- Melhor Filme Infanto Juvenil:

Ilha das Crianças, de Zeca Ferreira

- Melhor Filme Pernambucano:

Exília, de Renata Claus

- Melhor Filme da Categoria Curta-Metragem Nacional:

Quem matou Eloá?, de Lívia Perez

 

CATEGORIA LONGA-METRAGEM NACIONAL

- Melhor Personagem de Longa-Metragem:

Valdeci Santana, pelo filme Umbigo

- Melhor ator:

Fernando Alves Pinto, pelo filme Minha Amada Morta

- Melhor Atriz:

Sabrina Greve, pelo filme Todas as Cores da Noite

- Melhor Som:

Danilo Carvalho e Érico Paiva, pelo filme Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós

- Melhor Trilha Sonora:

Filme Danado de Bom

- Melhor Direção de Arte:

Sérgio Silveira, filme Clarisse ou Alguma Coisa sobre nós Dois

- Melhor Produção:

Equipe do filme para Para Minha Amada Morta

- Melhor Roteiro:

Aly Muritiba pelo filme Para Minha Amada Morta

- Melhor Montagem:

João Menna Barreto, pelo filme Para Minha Amada Morta

- Melhor Fotografia:

Petrus Cariry, pelo filme Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois

- Melhor Direção:

Aly Muritiba, pelo filme Para Minha Amada Morta

- Melhor filme da categoria Longa Metragem:

Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba

 

 

 

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