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AUDIOVISUAL

Marcelo Lordello e o cinema como tempo de descoberta

Pernambucano Marcelo Lordello é o diretor de um dos cinco longas selecionados para a mostra competitiva do 6º Festival de Cinema de Triunfo.

Costa Neto

Por Luíza Falcão

O roteiro começou a ser produzido em 2006 e os primeiros incentivos chegaram em 2007. O roteiro ficou pronto em 2009, mas o longa só começou a ser rodado em 2010. O resultado final foi um filme badalado, em especial fora, no circuito europeu, que foi concluído em 2012. Hoje, o longa pernambucano “Eles voltam” já tem quase sete anos e uma maturidade calculada em cada detalhe. O filme foi exibido na última quarta (7/8), no 6º Festival de Cinema de Triunfo, e compete na categoria de longas nacionais pelo evento.

Marcelo Lordello é assim, detalhista. Cuidadoso ao extremo, em determinadas ocasiões. Para ele, cada cena precisa se conectar com a ideia central do filme sem sobras, arestas ou lacunas. E isso já vem sendo notado por diretores, produtores e realizadores em todo o País. Fernanda Chicolet, diretora do curta “Animador”, procurou Marcelo para dizer que apreciava o modo como ele usava os argumentos, cortava e unia os quadros “sem deixar faltar nem esgarçar”, nas palavras de Fernanda.

Mas, o que faz uma pessoa passar tanto tempo produzindo um filme, se dedicando a ele, como a um pequeno bonsai? Para Marcelo, as coisas simples são as genuinamente tocantes e elas precisam de um tempo para serem calculadas, gestadas. “Eu sou meio lento para fazer as coisas, eu acho. As pequenas coisas têm uma complexidade sutil, precisam de pesquisa, de estudo para dar certo. Não estamos buscado o cinema da fórmula, meus filmes são descobertas”, explica Marcelo.

O motivo dessa repercussão tem nome, ou melhor, apelido. No filme “Eles voltam”, a menina Cris é deixada pelos pais na beira da estrada, junto com o irmão, após uma briga de adolescentes. Depois que o irmão também vai embora, Cris precisa se reinventar, lidar com a alteridade, aprender sobre si e sobre o outro. O trabalho de Marcelo é perceber as sutilezas da personagem e criar as formas para ela tomar a dimensão gigantesca que alcança no decorrer da trama.

O filme recebeu Prêmio de Distribuição TVCine da emissora portuguesa, durante o Festival IndieLisboa de 2013. Além de ter participado do Festival Internacional de Rotterdam (Holanda) e estar em circuito em toda a Europa, o longa também foi o vencedor do 45º Festival de Brasília nas categorias Melhor Filme de Ficção, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante.

O filme recebeu Prêmio de Distribuição TVCine da emissora portuguesa, durante o Festival IndieLisboa de 2013. Além de ter participado do Festival Internacional de Rotterdam (Holanda) e está em circuito em toda a Europa, o filme também foi o vencedor da categoria Melhor Filme de Ficção, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvnte, do 45º Festival de Brasília.

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