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AUDIOVISUAL

Primeira noite do 20º FestCine movimenta o São Luiz

Festival de curtas pernambucanos, o 20º FestCine começou, na última segunda-feira, a programação que destaca a nova produção do Estado, debates e oficinas.

Jan Ribeiro

Jan Ribeiro

Cinema São Luiz se encheu de espectadores na primeira noite do 20º Festcine.

Por Camila Estephania

A 20ª edição do FestCine começou na última segunda-feira (3) em grande estilo. A plateia que encheu o Cinema São Luiz aplaudiu a sessão de abertura de curtas pernambucanos, que foram exibidos logo após os discursos de boas vindas da Secretária de Cultura do Estado de Pernambuco, Antonieta Trindade, da Presidente da Fundarpe, Márcia Souto, e da Secretária de Cultura do Recife, Lêda Alves. O programador Arlindo Gusmão também compareceu à cerimônia, onde recebeu o Troféu Fernando Spencer como homenagem pelo seu amplo trabalho com distribuição e exibição de filmes

“Neste momento, estou aqui representando um segmento do ramo cinematográfico que é o elo entre o produtor e o exibidor, que é a distribuição. Nós fazemos a ponte da comercialização, a parte da revisão e temos que entregar o filme no local e hora exata. Acredito que represento uma classe que está extinta, mas que é muito importante. Eu estive presente na inauguração do São Luiz e agora estou de volta como homenageado, por isso, gostaria de agradecer ”, destacou Arlindo Gusmão, que comemorou o reconhecimento pelo seu trabalho.

Ao entregar o troféu para o homenageado, a Secretária de Cultura do Recife, Lêda Alves enfatizou a importância da trajetória de Arlindo, que tem mais de 50 anos dedicados ao cinema nacional. “Essa é uma homenagem que é do tamanho da sua verdade, do seu talento e do testemunho de vida que você vem dando a cada um de nós. Obrigada pela sua luta e pelo seu testemunho”, disse ela, sobre missão abraçada desde os anos de 1950 de levar títulos brasileiros para salas de todo o Estado.

Jan Ribeiro

Jan Ribeiro

A Secretária de Cultura de Pernambuco, Antonieta Trindade, a Presidente da Fundarpe, Márcia Souto, e Secretária de Cultura do Recife, Lêda Alves, entregam o troféu Fernando Spencer para Arlindo Gusmão.

A Secretária de Cultura de Pernambuco, Antonieta Trindade, comemorou os 20 anos do festival.  “Para nós é uma grande felicidades estarmos realizando o 20º Festcine aqui no templo do audiovisual, que também é a fabrica de sonhos de todos nós que guardamos na nossa história um pedacinho da nossa convivência com o Cinema São Luiz. Acho que realizar esse festival nesse momento é muito mais do que um compromisso, é um ato de resistência ao desmonte que se pretende fazer em relação à cultura do Brasil”, comentou ela.

Para falar do caráter renovador do evento, a Presidente da Fundarpe, Márcia Souto, frisou a abertura do Festcine para novos realizadores. “Temos uma produção imensa de curtas e, neste ano, recebemos um número recorde de participantes. Então, esse festival contribui de forma decisiva para o desenvolvimento da cadeia produtiva do audiovisual do nosso Estado. Hoje temos dentro dessa estrutura política do audiovisual um conselho consultivo bastante participativo, que tem a participação de várias entidades da sociedade civil e que contribui com a política pública do nosso Estado. Realizar o Festcine hoje é um resultado disso tudo mostrando a produção do povo pernambucano”, observou ela, ao destacar os 209 títulos inscritos na edição deste ano.

Reprodução

Reprodução

“Bolha” foi um dos curtas-metragens exibidos na primeira noite do festival.

Entre os cineastas que exibiram seus filmes na primeira noite do evento, o clima era de confraternização. “Exibir neste festival, que é mais focado na produção local, torna tudo mais especial, porque tem aqui basicamente a galera que a gente conhece mostrando o seu trabalho e acho importante essa troca. Digamos que é a revisão do ano e acho que isso incentiva os mais novos a fazerem as suas próprias coisas”, opinou o músico Mateus Alves, que apresentou “Bolha”, seu primeiro filme como diretor.

O curta-metragem “Nova York”, de Leo Tabosa, por sua vez, teve sua primeira exibição em Pernambuco dentro da programação de segunda-feira. “Não tem como não se emocionar em exibir esse filme em um festival de curtas pernambucanos, dentro de um cinema de rua. Um cinema histórico, porque é para onde vinha assistir filmes quando criança. ‘Nova York’ traz um pouco da minha infância também, então, tem essa memória afetiva, que acredito existir em muitos realizadores”, concluiu o cineasta.

Confira a Programação Completa

Local: Cinema São Luiz (Rua da Aurora, 175 – Boa Vista, Recife)
Acesso gratuito

Segunda-feira, 03 de dezembro

19h – Abertura do 20º FestCine
Homenagem a Arlindo Gusmão

Mostra Competitiva Geral
Classificação: 14 anos

Bolha (Animação, 15 minutos, 2018), de Mateus Alves
Juliano Holanda – Ouriço (Ao vivo No Texas) (Videoclipe, 05 minutos, 2017), de Pedro Vitor Ferraz
Vendo (Ficção, 19 minutos, 2018), de João Vigo
“Sobrado” (Videoclipe, 02 minutos, 2018), de Rodrigo Barros
Tá difícil atravessar (Videoarte/experimental, 04 minutos, 2018), de João Lin
Coleção (Ficção, 13 minutos, 2018), de André Pinto e Henrique Spencer
Areia Branca (Videoclipe, 05 minutos, 2017), de Victor Giovanni
Cor de Pele (Documentário, 15 minutos, 2018), de Livia Perini
Mini Miss (Documentário, 16 minutos, 2018), de Rachel Daisy Ellis
Liberdade (Videoclipe, 03 minutos, 2017), de Lira Paes, Clayton Barros, Eduardo Pereira e Felipe Falcão
Nova Iorque (Ficção, 24 minutos, 2018), de Leo Tabosa

Terça-feira, 04 de dezembro

19h – Mostra Competitiva Geral
Classificação: 16 anos

Verde Limão (Ficção, 18 minutos, 2018), de Henrique Arruda
Não te quero mais mizéra (Videoclipe, 03 minutos, 2018), de Arrete e Caco Nigro
As TransforMISStas (Documentário, 16 minutos, 2018), de Henrique Arruda
Pra te conquistar (Videoclipe, 03 minutos, 2018), de Marionaldo Júnior
Mayra está bem (Documentário, 08 minutos, 2017), de Juliana Lima
Pantera (Videoclipe, 04 minutos, 2018), de Ana Olívia Godoy
Movimento #5 com Edson Vogue (Videoarte/experimental, 03 minutos, 2016), de Thiago Merces e Marcos Haas
Realizadorxs (Documentário, 10 minutos, 2018), de Cacau Barros
Deusa (Videoarte/experimental, 15 minutos, 2018), de Joana Gatis e Mayara Millane
Entremarés (Documentário, 20 minutos, 2018), de Anna Andrade
ELEKÓ (Videoclipe, 05 minutos, 2018), de Aida Polimeni
Reforma (Ficção, 15 minutos, 2018), de Fábio Leal
A Senhora dos Ventos (Documentário, 24 minutos, 2018), de Chia Beloto e Rui Mendonça

Quarta-feira, 05 de dezembro

19h – Mostra Competitiva Geral
Classificação: 16 anos

Persignação (Ficção, 17 minutos, 2017), de Igor de Lyra
O Corre (Videoclipe, 10 Minutos, 2018), de Júlio Fonseca
Entre Pernas (Ficção, 20 minutos, 2018), de Ayla de Oliveira
GeoPoesis (Videoarte, 22 minutos, 2018), de Zé Diniz e Fred Nascimento
Antiproibicionismo JAH!!! (Documentário, 16 minutos, 2018), de Juliana Trevas e Pedro
Severien
Dorival – Academia da Berlinda (Videoclipe, 06 minutos, 2018), de Filipe Marcena e Marcelo Sena
Na pisada (Documentário, 12 minutos, 2017), de Sérgio Santos
Eu o declaro meu inimigo (Videoclipe, 02 minutos, 2018), de Marcos Buccini e Tiago Delácio
Esta não é uma canção de esperança (Ficção, 23 minutos, 2016), de Daniel Aragão
S/N (Ficção, 10 minutos, 2018), de Renata Malta

Quinta-feira, 06 de dezembro

18h30 – Mostra Competitiva de Formação
Classificação: 12 anos

Quanto craude no meu sovaco (Ficção, 04 minutos, 2017), de Duda Menezes e Fefa Lins
Quando me deixam falar (Documentário, 18 minutos, 2017), de Ivson Henrique e Lais Rilda
Pisciano (Ficção, 02 minutos, 2018), de Alexandre Pitanga
A hora do tabaqueiro (Animação, 03 minutos, 2018), de Direção Coletiva
Uma Volta Comigo (Ficção, 21 minutos, 2018), de Larissa Reis
Coração do Mar (Ficção, 20 minutos, 2018), de Rafael Nascimento

19h40 – Mostra Competitiva Geral
Classificação: 12 anos

Ressonâncias Rupestres – Live performance coco Raízes de Arcoverde (Videoclipe, 23 minutos, 2018), de Rui Mendonça
Cavalo Concreto (Videoarte/experimental, 16 minutos, 2018), de Juliano Valença
Extintos Cinemas (Documentário, 13 minutos, 2018), de William Tenório
O Esquema (Ficção, 12 minutos, 2018), de Caio Dornelas
Tempo Circular (Documentário, 20 minutos, 2018), de Graciela Guarani
Caçador (Ficção, 20 minutos, 2018), de Leonardo Sette
Samico – Sereia (Videoclipe, 04 minutos, 2018), de Tágory Nascimento e Rogério Samico
Enraizada (Documentário, 08 minutos, 2018), de Tiago Delácio
Gerônimo (Ficção, 15 minutos, 2018), de Anny Stone

Sexta-feira, 07 de dezembro

18h30 – Mostra Competitiva de Formação
Classificação: 16 anos

Tangível Ballet (Documentário, 10 minutos, 2017), de Tatiane Ferr e Ana Gabriela
#Turismo_Selvagem (Animação, 04 minutos, 2018), de Direção Coletiva
Carolinas: as mulheres da ocupação Carolina de Jesus (Documentário, 06 minutos, 2017), de Sofia Lucchesi e André Norões
Desyrrê (Documentário, 13 minutos, 2018), de Direção Coletiva
TRANSdisciplinaridade (Documentário, 04 minutos, 2017), de Kailane Cavalcanti, Oliver Matheus, Rennan Peixe e Sinthya Eloy
Rita (Documentário, 10 minutos, 2018), de Maria Luyza Souza
Eu sou lamento (Documentário, 18 minutos, 2018), de Almir Cunha

19h40 – Mostra Competitiva Geral
Classificação: 12 anos

Meu Livro Proibido (Ficção, 23 minutos, 2018), de Thom Galiano e Robério Brasileiro
Vento – Um leito de água azul (Videoclipe, 04 minutos, 2018), de Lauro Ribeiro e Katarina Barros
Adeus (Animação, 12 minutos, 2017), de Marília Feldhues
Sobre o Esquecimento (Ficção, 15 minutos, 2016), de Lucas Rocha
Recifeiria (Videoclipe, 02 minutos, 2018), de Filipe Massa
Carrero, o áspero amável (Documentário, 25 minutos, 2018), de Luci Alcântara
Vento Frio (Ficção, 17 minutos, 2018), de Taciano Valério
Guaxuma (Animação, 14 minutos, 2018), de Nara Normande

Sábado, 08 de dezembro

17h – Sessão Especial Acessível – COM Acessibilidade Comunicacional; Alumiar / Fundação Joaquim Nabuco
Classificação: Livre

Frequências (Videoarte/experimental, 19 minutos, 2017), de Adalberto Oliveira (AD)
O Auto da Compadecida (Ficção, 104 minutos, 2000), de Guel Arraes (LSE, Libras, AD)

19h – Sessão especial Mostra Documentando
Pode Entrar (Documentário, 7 minutos, 2014), Direção Coletiva
Quadrado (Documentário, 9 minutos, 2014), Direção Coletiva
Vida Aparecida (Documentário, 10 minutos, 2016), Direção Coletiva
Ciola (Documentário, 13 minutos, 2018), Direção Coletiva

20h – Cerimônia de Encerramento e premiação
Exibição do resultado das oficinas do FERA e Documentando
Homenagem a Graça Araújo

ENCONTROS DE CINEMA

Debates com os realizadores do Festival
Todos os dias, de terça a sábado, sempre das 17h às 19h.
Local: 1º Andar do Cinema São Luiz
Mediação: Luiz Joaquim

Cinema urgente: estratégias de existência do cinema como arte e resistência. (Em parceria com a FERA – Feminismo & Equidade para Reinventar o Audiovisual)

Como será fazer cinema a partir de agora e que cinema vamos fazer? Uma roda de conversa com 4 mulheres trabalhadoras do audiovisual sobre estratégias e possíveis caminhos para manter o cinema como ferramenta de diálogo, arte e resistência.
Mediadora: Débora Britto (jornalista da Marco Conteúdo, membra do Terral Coletivo de Comunicação Popular e realizadora audiovisual)
Debatedoras: Rachel Ellis (produtora criativa da Desvia produções e realizadora audiovisual), Yane Mendes (realizadora audiovisual e oficineira audiovisual com jovens de periferia),  Juliana Lima (realizadora audiovisual, mestre em educação e especialista em relações étnico-raciais),
Melina Bomfim (realizadora audiovisual, curadora, membra da produtora .tantas.)

Quarta-feira, 05 de dezembro
Das 17h às 19h
Local: 1º Andar do Cinema São Luiz

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