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AUDIOVISUAL

Semana Arte Mulher ocupa o Cinema São Luiz

A programação do evento, que é gratuita e descentralizada, começa nesta segunda-feira (5) e vai até o próximo domingo (11)

Divulgação

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Além da exibição de filmes, a segunda edição do evento contará com oficinas, exposições, performances, debates, reflexões e espetáculos

O Cinema São Luiz, equipamento cultural gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe, abrigará nos próximos dias a programação da 2ª Semana Arte Mulher. Com diversas ações culturais, como exibições de filmes, oficinas, exposições, performances, debates, reflexões e espetáculos, o evento busca estabelecer diálogo vivo e direto entre o povo e a arte criada e executada por mulheres. Para isso, utiliza as manifestações artísticas como meio de convívio, diversão e denúncia, de forma que a palavra, o texto, a música, a expressão e a imagem corporificada de cada artista possam criar um elo maior da mulher com a população.

Segundo o coordenador-geral da Semana Arte Mulher, Pedro Castro, a programação envolve artistas preocupadas com o discurso da arte corporal e existencial. “O que as move, em princípio, é acreditar na capacidade de mudança que a arte possibilita. A SAM chega com esse propósito de viver de perto os sentimentos de cada artista, assim como de proporcionar ao público ações de teatro, dança, circo, música, artesanato, cultura popular, literatura, cinema e artes plásticas de suma importância para a vida sociocultural e educacional de um povo”, diz o produtor. O evento conta com apoio do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secult-PE/Fundarpe e da Secretaria da Mulher.

Nesta edição, as atividades estão descentralizadas e espalhadas por cinco polos no Recife: Cinema São Luiz (Polo Audiovisual), Teatros Apolo e Hermilo (Complexo Centro Apolo-Hermilo), Morro da Conceição (Polo de Todas as Artes), Parque da Jaqueira (Polo das Crianças) e Compaz Alto Santa Terezinha, com 95% das atrações de acesso gratuito ao público. Confira aqui todas as ações culturais da Semana da Mulher e, abaixo, os filmes que serão exibidos gratuitamente no São Luiz, sob a curadoria de Ruth Pinho.

Sessão 1, segunda-feira (5/3), às 8h30

Diretora convidada: Brenda Lígia Miguel
Cineclubista: Íris Regina – Cineclube Bamako de Recife/Olinda
Duração: 53min

O Dia de Jerusa (SP)
Direção: Viviane Ferreira
Ficção, 20min, 2014, livre
Bixiga, coração de São Paulo. Jerusa, moradora de um sobrado envelhecido pelo tempo, recebe Silvia, uma pesquisadora de opinião que circula pelo bairro convencendo as pessoas a responderem questionários para uma pesquisa de sabão em pó.

Lápis de Cor (BA)
Direção: Larissa Fulana de Tal
Documentário, 13min, 2014, livre
A representação racial no universo infantil e a maneira como o padrão de beleza eurocêntrico afeta a autoimagem e autoestima de crianças negras, revelando a ação silenciosa do racismo.
O documentário faz referência à cor de lápis conhecida como “cor de pele”, que, na verdade, é de tonalidade bege. É essa cor que as crianças utilizam para representar a si mesmas e as pessoas do seu convívio, compondo, nos desenhos, um fenótipo de pessoas brancas – olhos claros, cabelos louros e pele bege -, mesmo quando são negras.

Òrun Àiyé – A Criação do Mundo (BA)
Direção: Cintia Maria e Jamile Coelho
Animação, 12min, 2015, livre
O vovô Bira narra para a sua neta Luna como os deuses africanos Olodumaré, Orunmilá, Oduduwa, Oxalá, Nanã e Exú interagem para criar a Terra e os seres humanos.

Rabutaia (PE)
Brenda Lígia Miguel
Documentário, 8min, 2014, livre
Um mergulho no caldeirão de memórias de Gilson Silva, que, nos anos 70, usava black power ao som de Michael Jackson.
Enfrentou racismo e cicatrizes com trabalho, estudo e amor pela família, que reverencia o símbolo pátrio com samba e festa na cadência do povo. É pura linguagem e política.

Sessão 2, segunda-feira (5/3), às 10h30

Diretora convidada: Natália Lima
Cineclubista: Anina Dias – Cineclube Cidadania (Recife)
Duração: 47min

De Castigo (SP)
Direção: Helena Ungaretti
Ficção, 20min, 2014, livre
Felipe é obrigado a passar suas tardes com tia Guta.

Vento (RS)
Direção: Betânia Furtado
Animação, 14min, 2016, livre
Uma garrafa com uma mensagem desperta em Gabriel, um garoto solitário, a vontade de aprender a ler e descobrir que o sonho pode estar mais perto do que se imagina.

O Voo (SP)
Direção: Manoela Ziggiatti
Documentário, 11min, 2015, livre
Aos 3 anos, Vitor veste sua capa e está pronto para voar. Em um diálogo entre mãe e filho, o nascimento da consciência infantil.
O amor media a passagem entre o mundo infinito do desejo e da fantasia e o mundo finito do medo e da racionalidade.
Apenas o amor é capaz de ligar esses dois mundos para nunca mais separá-los. Tudo o que se torna possível depois que esses dois mundos são ligados é quase igual ao que chamamos de impossível.

Dia Um (PE)
Direção: Natália Lima
Animação, 2min, 2017, livre
A superlotação do planeta e a devastação ambiental forçam os grandes líderes a se unirem para construir as Arcas Espaciais, naves gigantescas que levam os seres humanos para o Espaço em busca de outro lar. Uma lei determina que apenas os mais jovens podem desbravar este novo mundo e dar continuidade à espécie – os idosos morrerão junto ao planeta Terra, que será destruído após a decolagem da última Arca Espacial.

Sessão 3, quarta-feira (7/3), às 8h30

Diretoras convidadas: Chia Beloto e Manuela Andrade
Cineclubista: Claudia Roseane – Cineclube Vivarte (Pesqueira)
Duração: 42min

Em Busca da Terra Sem Males (RJ)
Direção: Anna Azevedo
Documentário, 15min, 2017, livre
Nos arredores da cidade do Rio de Janeiro, um grupo indígena sem terra ergue uma pequena aldeia. Ali, crianças crescem entre as antigas tradições, como a língua guarani e a cultura urbana. Mas há o medo de serem expulsos de lá e, outra vez, terem de sair em busca da “terra sem males”.

Fazenda Rosa (PE)
Direção: Chia Beloto
Animação, 9min, 2017, livre
Erasto Vasconcelos, o poeta da percepção da vida, de como ela é tão bem usada neste nosso planeta, faz eco da “pernambucaneidade” do que nos rodeia, dos bichos do dia e da noite, dos peixes do rio, dos pássaros, dos bichos do mangue, das árvores e suas frutas, do que se planta para comer, das personagens que nos cantam e das cantigas de roda.

Fantasia de Índio (PE)
Direção: Manuela Andrade
Documentário, 18min, 2017, 12 anos
Desde criança, ouvia minha mãe falar da nossa ascendência indígena. Há duas décadas, meu tio foi ao encontro dos xukurus à procura de rastros do passado. Resolvi dar continuidade a essa busca.

Sessão 4, quarta-feira (7/3), às 10h30

Diretoras convidadas: Erlânia Nascimento e Úrsula Freire
Cineclubista: Natália Lopes – Fazendo Milagres Cineclube
(Olinda)
Duração: 38min

Bambas (SP)
Direção: Anna Furtado
Documentário, 20min, 2017, livre
O curta dá voz a mulheres sambistas de São Paulo de diferentes idades, classes e ideias, desenhando um panorama da vida delas e mostrando as dificuldades e situações que o samba impõe às que se aventuram em suas rodas.

As Minas do Rap (SP)
Direção: Juliana Vicente
Documentário, 14min, 2015, livre
Através de artistas como Negra Li e Karol Conka, é narrada a vida de mulheres ligadas ao hip hop e o histórico feminino dentro do movimento.

Lia de Camaragibe (PE)
Direção: Erlânia Nascimento e Úrsula Freire
Clipe, 4min, 2017, livre
Lia de Camaragibe é uma mulher que se divide em muitas.
Essas várias Lias são compostas no videoclipe.

Sessão 5, quarta-feira (7/3), às 14h30

Roterista convidada: Sara Brito
Cineclubista: Elaine Gomes – Centro Cultural Casa Coletivo
(Olinda)
Duração: 52min

Sesmaria (RS)
Direção: Gabriela Richter Lamas
Ficção, 23min, 2015, livre
Durante 50 anos como fumicultores em Sesmaria, Wilhelm e Hilda não deixaram de colher nenhuma safra. Neste ano, Wilhelm não plantará. O que mais, além da vida, se leva com a morte?

Exília (PE)
Direção: Renata Claus
Documentário, 24min, 2015, livre
Dona Bernadete visita Dona Leriana, sua antiga vizinha na ilha de Tatuoca.

Comida que Alimenta (PE)
Roteiro: Sara Brito
Direção e animação: Ianah Maia
Animação, 5min, 2015, livre
Através da conversa de uma criança com um agricultor, o curta trata de questões como os problemas causados à saúde pelo consumo de agrotóxicos e dos produtos transgênicos. Também da importância de se valorizar a produção local, o comércio.

Sessão 6, quarta-feira (7/3), às 16h30

Diretoras convidadas: Cecília da Fonte e Priscila Guedes
Cineclubista: Daniele França – Cineclube VouVer Filmes (Recife)
Duração: 64min

O Amor é Foda (Brasil/Portugal)
Direção: Priscila Guedes
Ficção, 5min, 2015, 12 anos
José é um ex-cego que recupera a visão após uma cirurgia. Maria, sua bela amada, retira o curativo daqueles olhos dos quais tanto já desejou ser vista. Ela tem esperanças. Ele queria muito voltar a ver, mas não contava que a vida tivesse mudado tanto desde as últimas imagens vistas e guardadas na memória. Ela nunca imaginou que ele tomasse uma atitude tão drástica para apaziguar o seu novo olhar diante do mundo. O amor é fudido.

Sem Você a Vida é uma Aventura (SP)
Direção: Alice Andrade Drummond
Ficção, 25min, 2015, livre
Hoje, Amanda só queria ir à praia.

No Seu Lugar (SP)
Direção: Mariana Gorotti
Ficção, 16min, 2014, livre
Laura, uma menina de 9 anos, busca compreender a recente perda de visão de seu avô. Enquanto a família passa por uma fase de adaptação, ela experimenta novas situações que a aproximarão dele.

Sexta Série (PE)
Direção: Cecília da Fonte
Ficção, 18min, 2013, 10 anos
Um dia na vida de Clarice e Ana, duas amigas da sexta série.

Sessão 7, quinta-feira (8/3), às 8h30

Diretoras convidadas: Gabi Saegesser e Tila Chitunda
Cineclubista: Beth de Oxum – Cineclube Macaíba (Olinda)
Duração: 68min

De Tanto Olhar o Céu Gastei Meus Olhos (MS)
Direção: Nathália Tereza
Ficção, 25min, 2017, 10 anos
O pai de Luana e Wagner envia uma carta após anos de abandono. Wagner acredita que o pai pode ter mudado. Luana não.

Travessia (RJ)
Direção: Safira Moreira
DOCumentário, 5min, 2017, livre
Utilizando uma linguagem poética, Travessia parte da busca pela memória fotográfica das famílias negras e assume uma postura crítica e afirmativa diante da quase ausência e da estigmatização
da representação do negro.

Iluminadas (PE)
Direção: Gabi Saegesser
Documentário, 13min, 2016, 12 anos
Luz, sombra, mistério.

FotogÁfrica (PE)
Direção: Tila Chitunda
Documentário, 25min, 2016, 12 anos
Dona Amélia é uma angolana refugiada de guerra que recomeçou a vida em Olinda. A partir do seu mural de fotografias, a sua filha brasileira vai em busca das raízes, dividida entre as memórias da família e as manifestações de origem africana que encontra pelo caminho.

Sessão 8, quinta-feira (8/3), às 10h30

Diretoras convidadas: Kátia Mesel e Mery Lemos
Cineclubista: Gabriela Monteiro – Cineclube Tela da Mata (Nazaré
da Mata)
Duração: 49min

Sulanca (PE)
Direção: Kátia Mesel
Documentário, 14min, 1986, livre
A vida das costureiras de Santa Cruz do Capibaribe. Lá não existe miséria, fome ou desemprego.

Geisiely com Y (PE)
Direção: Mery Lemos
Ficção, 15min, 2017, 12 anos
Baseado no conto homônimo da escritora Ezter Liu, o filme conta a trajetória de uma mulher agredida, física e psicologicamente,através da ótica da policial que faz seu atendimento. Geisiely, como tantas outras, é uma mulher que procura no fundo dos fatos alguma dignidade.

Não Tem Só Mandacaru (PE)
Direção: Tauana Uchôa
Documentário, 20 min, 2016, livre
Diante de um Nordeste estereotipado, o documentário mostra a riqueza cultural da região, destacando poetas tradicionais e emergentes da cidade de São José do Egito.

Sessão 9, sexta-feira (9/3), às 8h30

Diretoras convidadas: Mape – Barbara Hostin, Gil, Júlia Karam,
Jornalista convidada: Carol Almeida
Juliana Trevas, Maria Cardozo, Roberta Garcia, Sylara Silvério
Cineclubista: Juliana Casanova – Cineclube Alumia (Recife)
Duração: 55min

Do Portão pra Fora (SP)
Direção: Letícia Bina
Documentário, 16min, 2016, 12 anos
Jaqueline recomeça a vida no lugar onde cresceu. Em pouco menos de um ano da saída da prisão, tornou-se mãe pela segunda vez e hoje divide seu tempo entre o trabalho e os cuidados do lar.

A Mão que Afaga (SP)
Direção: Gabriela Amaral Almeida
Ficção, 19min, 2012, livre
No aniversário de 9 anos de seu único filho, operadora de telemarketing planeja uma festa que tem poucas chances de dar
certo.

Cores Femininas (PE)
Direção: Barbara Hostin, Gil, Júlia Karam, Juliana Trevas, Maria
Cardozo, Roberta Garcia, Sylara Silvério
Documentário, 20 minutos, 2017, livre
Em outubro de 2016, o Mape (Mulheres do Audiovisual de Pernambuco) registra o encontro “Cores femininas”.

Sessão 9, sexta-feira (10/3), às 10h30
Diretora convidada: Tuca Siqueira
Cineclubista: Claudia Oliveira – Cineclube Avalovara (Vitória de
Santo Antão)
Duração: 58min

Confete (RJ)
Direção: Jo Serfaty e Mariana Kaufman
Documentário, 15min, 2012, livre
Confete se desloca com os corpos através do tempo suspenso nas cores e sons do Carnaval. O filme percorre o caminho do confete, desde a fábrica até o chão das ruas do Rio de Janeiro na Quarta de Cinzas.

O Quebra Cabeça de Tarik (MG)
Direção: Maria Leite
Animação, 19min, 2015, livre
O cientista Tarik está bem velho, mas nem cogita a possibilidade de morrer. Se partes do seu corpo já não resistem ao tempo, ele adapta máquinas que as substituam. Em seu laboratório subterrâneo, Tarik se prepara para receber a peça fundamental do seu grande projeto de vida.

Mata Norte (PE)
Direção: Tuca Siqueira
Documentário, 24min, 2015, 12 anos
A fábrica da Fiat trouxe a promessa de desenvolvimento sem precedentes para o município de Goiana, na Zona da Mata Norte pernambucana. O filme confronta tradição do folclore indígena local com o novo processo de industrialização. O futuro veio mesmo para redimir os goianenses ou trouxe uma nova roupagem para a velha exploração?

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