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AUDIOVISUAL

Série de ficção pernambucana ganha exibição em São Paulo

Gravado com incentivo do Funcultura, episódio piloto da série "Atrofia" será exibido neste sábado (12), às 16h, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.

Camila Rodrigues

Camila Rodrigues

Série de ficção conta a história de uma síndrome que atinge 80% dos seres humanos.

A caatinga pernambucana é o cenário de um futuro distópico na série “Atrofia”, onde seres humanos adoecem e perdem seus sentidos. Gravado no entorno de Petrolina, no sertão do Estado, com o incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, o episódio piloto será exibido neste sábado (12), às 16h, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.

Composta por oito capítulos, a primeira temporada da série mostra as consequências de uma síndrome desconhecida que afeta o tato, o paladar, o olfato e os membros superiores. Cerca de 80% da população mundial começa a atrofiar, transformando-se em pessoa irracionais, famintas e improdutivas. A narrativa transita entre o suspense, drama e terror e será ambientada totalmente na caatinga, bioma único no mundo, que ajuda a construir o universo pós-apocalíptico de uma maneira jamais retratada, integrando elementos culturais, folclóricos e regionais às histórias.

O mundo inteiro é tomado pelos atrofiados– seres que rivalizam com a população racional nas histórias. “Embora haja semelhança com zumbis – e nós amamos zumbis! – Os atrofiados não estão mortos. Eles são seres humanos doentes e animalizados, ou seja, irracionais, o que aumenta a tensão e o dilema entre os personagens”, expõe o diretor Wllyssys Wolfgang, que dividiu a direção com Geisla Fernandes.

Além de dirigir a série Atrofia, a dupla também assinou a direção do curta-metragem “O Experimento” (terror zumbi, 2016), que foi desenvolvido no 1o. Núcleo Experimental de Cinema do MIS-SP. O curta conquistou prêmios e indicações nacionais e internacionais, compondo a lista de Melhores Curtas-metragens Paulistanos em 2016, participando de festivais como “Rio Fantastik”, “Petit Pavê” e “Curt’Arruda” em Portugal.

O PILOTO

Intitulado “Em Pedaços”, o primeiro episódio contou com elenco pernambucano, como a recifense Cíntia Lima e os petrolinenses Juliene Moura e José Lírio da Costa, que contracenam intensamente num cenário hostil e perigoso. O trabalho de preparação do elenco para a performance dos personagens atrofiados é diretamente influenciado pela dança Butô, originária do Japão pós-guerra.

O próximo passo da produtora WW Filmes é encontrar players que tenham interesse em produzir e exibir a série completa, que inicialmente conta com oito episódios independentes, mas dentro do mesmo contexto. “Todos os episódios já estão roteirizados. Cada um deles traz elementos e questões universais que provocarão identificação, em algum momento, com o telespectador. O bioma caatinga é marcante na tela e assim, transforma a paisagem árida em uma presença importante. A caatinga é como um personagem sempre presente. Imaginar-se neste cenário hostil e pós-apocalíptico, é um desafio interessante.” comenta a co-diretora Geisla Fernandes.

SERVIÇO:
Exibição do Piloto da Série ATROFIA
Quando: Neste sábado (12), às 16h
Onde: Auditório do MIS (Av. Europa – 158/ Jardim Europa – SP)
Entrada Gratuita

 

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