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AUDIOVISUAL

“Um homem sentado no corredor” representa Pernambuco na Mostra do Filme Livre (RJ)

Filme do diretor Felipe André Silva, será único representante de Pernambuco na Mostra Competitiva de Longas

A Mostra do Filme Livre (RJ) - que começou na última quarta-feira (29) e ocupará o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) até o final de abril – contará na sua programação com a exibição do segundo longa-metragem do diretor pernambuco Felipe André Silva, Um homem sentado no corredor. Único representante do Estado de  Pernambuco na mostra competitiva de longas, o filme será exibido nesta sexta-feira (31), às 18h30, no CCBB, e terá acesso gratuito. Após a exibição da obra, haverá um debate com o diretor.

Divulgação

O filme foi rodado com um orçamento bem reduzido

Um homem sentado no corredor surpreende não só a nível conceitual e estético, como também nos aspectos técnicos. Rodado com orçamento muito abaixo do comum, o financiamento do longa foi conquistado através de uma campanha de doação pela internet. “O filme foi pensado para ser possível de se realizar sem verba, mas deixamos uma vaquinha aberta para receber possíveis contribuições. Ficamos até surpresos com o retorno, muita gente com quem eu não tinha tanto contato se interessou em colaborar. Acho que isso se deve um pouco a projeção que eu tinha conseguido com Santa Mônica (seu primeiro longa)”, conta o diretor Felipe André Silva.

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O cineasta Felipe André Silva

Felipe conta também que o trabalho surgiu de um momento de bloqueio criativo. “Depois de fazer Santa Mônica, passei um tempo sem inspiração e fui procurar em outros lugares que não o cinema. Tentei música, fotografia, e quando voltei pro teatro, que era uma linguagem que havia abandonado muitos anos antes, me surgiu essa ideia de escrever sobre como o relacionamento interpessoal é um espaço de criação e performatividade, como dialogar é criar um personagem”, lembrou o diretor sobre o desenvolvimento da ideia do filme.

Silêncio, olhares, espaços geográficos e emocionais, essa são as principais  linhas narrativas do filme. A ficção propõe uma reflexão sobre as condições sociais cotidianas e tenta mostrar quais seriam os limites entre o universo do ator, do palco, do set, e a sua vida além da arte. “O grupo de teatro é uma síntese de um espaço onde essas questões de representação e criação se tornam uma coisa palpável, onde você é obrigado a entender como é ser outra pessoa”, contou o cineasta.

Confira o teaser do longa:

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