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Carnaval 2018

Escolas de Samba afinam a bateria para o desfile no Carnaval do Recife

Recorte dessa potência rítmica, representada pelos grupos Escola Perola do Samba e Escola Gigantes do Samba, esteve presente na programação do Carnaval na Malakoff 2018

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

De acordo com o presidente da Escola Gigantes do Samba, o grupo sairá este ano com na avenida com 2.500 pessoas

Marcus Iglesias

As escolas de samba de Pernambuco chegam com força no Carnaval 2018 na busca do tão sonhado título do desfile do Carnaval do Recife, realizado na Av. Dantas Barreto. Um recorte dessa potência rítmica, representada pelos grupos Escola Pérola do Samba e Escola Gigantes do Samba, esteve presente na programação do Carnaval na Malakoff 2018, realizado pela Secult-PE e Fundarpe, de 24 a 28 de janeiro passado, na Torre Malakoff (Recife Antigo).

Rafael Nunes, presidente da Escola Pérola do Samba, localizada no Alto José do Pinho, conta que o grupo tem apenas três anos de história, mas que com pouco tempo de história tem se mostrado uma vitoriosa na avenida. “A Pérola do Samba foi fundada em 2015, e já em 2016 conquistou o título de campeã, consagração que se repetiu também em 2017”.

Jan Ribeiro/Secult-PE

Jan Ribeiro/Secult-PE

No caso da Escola Pérola do Samba, 1100 componentes vão desfilar na avenida este ano, acompanhados de cinco carros alegóricos

De acordo com o presidente da Escola Pérola do Samba, o tema deste ano será sobre intolerância religiosa, “porque a gente vê que o candomblé é uma religião muito perseguida, por ser uma religião de matriz africana. E a gente vê como a luta desse povo é constante. Então resolvemos este ano homenagear e trazer a beleza do candomblé e dos orixás, o bem que essa cultura traz para a sociedade, ressaltado a importância cultural das religiões de matriz africana no Brasil”.

Jan Ribeiro/Secult-PE

Jan Ribeiro/Secult-PE

Rafa Magalhães é a intérprete oficial da Escola Pérola do Samba e a única mulher de uma escola de samba a ser intérprete em Pernambuco

Outro detalhe que vale ser ressaltado, segundo ele, é que a música-tema deste ano da Escola Pérola do Samba será cantada por Rafa Magalhães, intérprete oficial do grupo e única mulher de uma escola de samba a ser intérprete em Pernambuco. Ao todo, 1100 componentes vão desfilar na avenida este ano, acompanhados de cinco carros alegóricos. “Eu particularmente já estou há uma semana sem dormir, indo no barracão, fazendo alegoria, as fantasias e as parcerias que a gente fecha pra poder levar o grupo pra rua”, disse Rafael Nunes.

Jan Ribeiro/Secult-PE

Jan Ribeiro/Secult-PE

A Pérola do Samba foi fundada em 2015, e em 2016 conquistou o título de campeã, consagração que se repetiu também em 2017

Já Lenilson Freitas, ritmista, diretor de comunicação e integrante da comissão de carnaval da Gigante do Samba, deu detalhes de como se constrói um Carnaval numa escola de samba. “O primeiro passo, um ano antes, é montar o Carnaval do ano que vem. Como é feita essa construção? A gente abre uma inscrição interna, formada por historiadores, sociólogos, pesquisadores, sobre o tema de enredo. Esse ano nós recebemos seis propostas, e ai a comissão, junto ao presidente da escola, Aldo Alexandre, senta e escolhe o enredo”.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Em 2018, o enredo da Gigantes do Samba vai festejar as lendas das Yabás

Para ele, alguns aspectos importantes são avaliados nessa análise. “Qual a grandeza desse enredo? Vai dar pra conquistar um título com ele? É um no qual faremos uma homenagem ou retrataremos uma realidade ou história? Dentro disso, a gente entra pela parte econômica. Às vezes é um enredo bom, bonito, mas é um enredo caro. Outra coisa que eu faço é uma pesquisa pra saber qual o tema que a galera está gostando de ouvir”, explica.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Uma das mais conhecidas do Recife, a Escola Gigantes do Samba fica localizada no bairro de Água Fria

Em 2018, o enredo da Gigantes do Samba vai festejar as lendas das Yabás. “É um enredo político, que vai fazer uma grande homenagem às mulheres guerreiras, e fomos buscar essa força na Mãe África, na região onde as yabás são fortes. Depois de sair de lá, destacamos dois estados, o de Pernambuco e do Bahia. Por quê? Lá a religião de matriz africana chegou e se empoderou, mas a própria história nos dias que a grande força veio das mulheres. A gente baseou-se nisso e trazemos a história do culto de terreiro, e prestamos uma homenagem a todas as yalorixás”. O grupo sairá este ano com 2.500 pessoas.

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