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Carnaval 2018

Nota Oficial sobre Encontro de Coco de Pernambuco

Em resposta à coquista Beth de Oxum, Fundarpe reafirma seu compromisso com todos os segmentos da Cultura Popular, tendo defendido, em suas ações de política pública, a valorização dos mestres e seus respectivos territórios.

As definições para a realização do 4º Encontro de Coco de Pernambuco foram tomadas numa reunião que aconteceu no dia 28 de janeiro e contou com alguns dos seus principais protagonistas, entre eles a Federação Pernambucana dos Cocos de Roda, da qual faz parte a coquista Beth de Oxum, e a União Olindense de Coco de Roda Pernambucano. Na ocasião, gestores da Fundarpe e representantes das duas entidades cogitaram a possibilidade de realizar o evento num outro espaço. Os coquistas de Pernambuco pertencem a localidades diversas, por este motivo, para um encontro que tem uma dimensão estadual, além da comunidade de Guadalupe, foram sugeridos outros locais como a Praça Lauro Nigro e o Mercado da Ribeira.

Em contato com o padre Dom Marcelo Gomes Costa, administrador da paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, a Fundarpe constatou que a data do primeiro dia do Encontro de Coco, 11 de fevereiro, iria coincidir com a tradicional “Missa das Trevas”, que acontece toda quarta-feira, antes do Carnaval, às 19h30. Em nenhum momento houve proibição ao local do evento, por parte da igreja, apenas um entendimento da Fundarpe de que, neste caso, para não chocar o horário da celebração com o dos shows, o mais viável seria optar pela realização do Encontro de Coco num outro local, como aliás já havia sido sugerido na reunião supracitada.

No caso da Praça Lauro Nigro, por conta de ter intenso fluxo de pessoas, um palco poderia causar mais transtornos. Por todos os motivos citados, ficou decidido que o local do evento seria o Mercado da Ribeira. Inclusive, é um equívoco relacionar o Mercado ao tráfico de escravos negros. A historiadora pernambucana Aneide Santana afirma que o local era um mercado de comercialização de mantimentos e alimentos para a população olindense e que tal mito é uma invenção do segmento turístico.

Atualmente, enquanto espaço de artesanato, a Ribeira acolhe bem não somente o coco, mas também o maracatu, o frevo e demais expressões da nossa Cultura Popular, sobretudo aquelas de matrizes africanas, que não devem se abster de ocupar todos os espaços, reafirmando suas lutas e conquistas.

Ainda sobre o Padre Marcelo, é preciso ainda que se diga a que ele é um parceiro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Olinda e de todas as iniciativas relativas às manifestações de cultura de matriz africana, como, por exemplo, A Noite dos Tambores Silenciosos.

Lamentamos, portanto, a recente declaração da coquista Beth de Oxum, na qual, equivocadamente, faz esta relação e, inclusive, subestima a importância do Mercado para a Cultura pernambucana de um modo geral.

Esta semana, quando entrevistada para uma reportagem publicada no portal Cultura.PE, gerenciado pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, a coquista do Guadalupe ressaltou a importância do Encontro para a cidade e os grupos que dele irão participar. Disse, na ocasião: “O Carnaval pernambucano é livre e espontâneo. É uma brincadeira que acontece nas ruas, e é feita pelos grupos e agremiações que, assim como o Coco de Umbigada, preservam e militam na cultura popular. E um encontro, como este, visibiliza a nossa luta à frente dessa bandeira da tradição e permite não só aos turistas, como também aos moradores, viver essa experiência de pertencimento dos nossos folguedos. A beleza está justamente nisso, na apropriação daquilo que temos de mais genuíno: a nossa cultura popular”.

A Fundarpe reafirma seu compromisso com todos os segmentos da Cultura Popular, tendo defendido, em suas ações de política pública, a valorização dos mestres e seus respectivos territórios. Não temos dúvidas de que a Comunidade de Guadalupe é uma referência para a história do Coco de Roda no estado.

Com a certeza de que o 4º Encontro de Coco de Pernambuco será um momento de festa e celebração desta importante manifestação, convidamos todos os pernambucanos e visitantes a participar, conhecer e vivenciar esta belíssima brincadeira, que este ano envolve vinte e dois grupos pernambucanos. Confira a programação:

Quarta, 11/2
18h – Mestre Galo Preto
18h30 – Coco das Irmãs Lopes
19h30 – Coco Raízes de Arcoverde
20h – Mestre Pombo Roxo
20h30 – Mano de Baé
21h – Mestre Juarez
21h30 – Coco Popular de Aliança
22h – Gervásio do Coco
22h30 – Arnaldo do Coco
23h – Pacheco Cantador
23h30 – D. Del do Coco

Quinta, 12/2
18h – Selma do Coco
18h30 – D. Glorinha do Coco
19h – Zé de Teté
20h – Coco dos Pretos
20h30 – Coco de Seu Mané
21h – Zeca do Rolete
21h30 – Aurinha do Coco
22h – Ana Lúcia do Coco
22h30 – D. Cila do Coco
23h – Coco de Umbigada

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