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Conferência Estadual

Sertão Central dá suas colaborações e elege delegados para a IV CECPE

Participaram do encontro diversos gestores culturais dos municípios sertanejos, além de fazedores de cultura e autoridades políticas da região

Rodrigo Ramos/Secult-PE
Encontro contou com mais de 110 inscritos e 70 credenciados, que elegeram seis delegados da Sociedade Civil e dois do Poder Público (bem como seus respectivos suplentes)

Marcus Iglesias

A população dos municípios do Sertão Central de Pernambuco participou nesta última quinta-feira (18) da Pré-Conferência Regional que faz parte do cronograma da IV Conferência Estadual de Cultura. O encontro, realizado no IFPE Salgueiro, contou com mais de 110 inscritos e 70 credenciados, e ao final da programação elegeu os delegados que irão representar a região na Plenária Final da conferência, marcada para o final de março, no Recife.

Participaram da ocasião o secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja; a secretária-executiva de Cultura e coordenadora da IV Conferência Estadual de Cultural, Silvana Meireles; o vice-prefeito de Salgueiro, Dr. Francisco Sampaio; o secretário de Cultura e Esportes de Salgueiro, Henrique Sampaio, entre outras autoridades políticas, como gestores culturais dos municípios sertanejos, além de dezenas de fazedores de cultura da região. Antes do encontro começar, durante o credenciamento, os participantes foram agraciados como uma apresentação de Raimundo do Acordeom, com um legítimo pé-de-serra.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Ao todo, 70 pessoas da região se credenciaram para participar da Pré-Conferência no Sertão Central

De acordo com Silvana Meireles, as conferências são instrumentos garantidos na Constituição utilizados sempre que o Poder Público precisa ter um diálogo para tomar uma decisão junto à sociedade civil. “Ou quando a sociedade tem uma demanda que representa a maioria da população e propõe ao poder público esse diálogo. Infelizmente estamos num período que isso não é muito comum. Houve uma época recente na qual foram realizadas várias conferências de vários setores. No entanto, Pernambuco, em particular a Secretaria de Cultura do estado, continua acreditando neste diálogo junto aos fazedores de cultura e a população beneficiadas pelas políticas públicas”, explicou.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Silvana Meireles deu detalhes sobre a metodologia de trabalho na pré-conferência, bem como será o processo na Plenária Final, marcada para o final de março, no Recife

“Essa é a IV Conferência Estadual de Cultura e ela tem duas singularidades: Diferente das três anteriores, quando tinha uma articulação direta com a Conferência Nacional, esta vai estabelecer um diálogo num âmbito de decisão dentro do próprio estado. A outra singularidade é que esta conferência tem um foco que é o Plano Estadual de Cultura, o primeiro de Pernambuco, e isso é muito importante porque é um compromisso previsto no acordo de ingressão ao Sistema Nacional de Cultural (SNC). A entrada no SNC prevê a criação de conselhos, e Pernambuco já tem três (O Conselho de Política Cultural, o Conselho de Preservação do Patrimônio e o Conselho do Audiovisual). Prevê também um fundo, que já temos, o nosso Funcultura, que hoje injeta R$ 36 milhões na produção independente do estado e é considerado um dos maiores fundos do país. E agora vamos dar o último passo, que é a elaboração do Plano Estadual de Cultura”, pontuou Silvana Meireles.

Segundo Henrique Sampaio, que participou da mesa de abertura representando todos os secretários de cultura da região do Sertão Central, este foi um momento muito satisfatório pra todos que fazem cultura, “porque nos dá a oportunidade de mostrar nossas ideias, discutir e aprender. Como gestor público eu acredito no potencial da nossa região, e esse encontro é de suma importância pra a gente possa desenvolver juntos esse Plano Estadual de Cultura, e fico muito feliz em contar aqui com a presença de outros gestores, de municípios como Verdejante, Serrita, Parnamirim, Terra Nova, Belmonte, Mirandiba, Cedro, e todas as cidades do Sertão Central”.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

““Política pública tem que ter duas coisas, se não tiver não anda: Dinheiro e entendimento. Porque política pública não é para a vontade de grupo específico. Tem que entender as possibilidade, os potenciais, o tempo, ou seja, tem que ter muita conversa”, disse Marcelino Granja, secretário de Cultura do estado

Marcelino Granja, na sua fala, agradeceu todos e todas pela confiança no processo da IV Conferência Estadual de Cultura, “principalmente aos gestores de cultura do Sertão Central, que nos ajudaram bastante na articulação aqui na região. Foi feita uma mobilização local e sem esse apoio não estaríamos tendo o sucesso que estamos tendo hoje aqui”.

O secretário falou um pouco sobre a metodologia do trabalho, antes de ressaltar a importância deste encontro no Sertão Central. “Política pública tem que ter duas coisas, se não tiver não anda: Dinheiro e entendimento. Porque política pública não é para a vontade de grupo específico. Tem que entender as possibilidade, os potenciais, o tempo, ou seja, tem que ter muita conversa. Quando terminarmos esse processo em março, vamos elaborar um documento que vai virar projeto de lei, e parte dele será encaminhado para a Assembleia Legislativa, enquanto outra parte assinada como decreto pelo próprio governador”.

Durante a abertura, também foi feita a leitura da carta de repúdio ao projeto Nº 1774/2017, de autoria do deputado estadual Ricardo Costa, que dispõe sobre a “proibição de exposições artísticas ou culturais com teor pornográfico em espaços públicos, no âmbito do Estado de Pernambuco”. Aprovado pela maioria do plenário, com duas abstenções e cinco votos contra, o documento também foi assinado pela Pré-Conferência Regional do Sertão Central.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Os participantes credenciados se dividiram nos quatro grupos de trabalho que se debruçaram sobre a Primeira Minuta do Plano Estadual de Cultura, um apanhado das discussões realizadas sobre o tema nos últimos doze anos

Em seguida, os participantes foram orientados sobre o regimento interno da IV Conferência Estadual de Cultura e divididos nos Grupos de Trabalho para iniciar as discussões sobre o Plano. O GT1 discutiu os eixos 1 – patrimônio cultural e memória e territórios, territorialidades e 8- políticas afirmativas; O GT2 tratou dos pontos sobre os eixo 3 – desenvolvimento simbólico da cultura e eixo 4 – economia da cultura; Já o GT3 debateu os eixo 5 – pesquisa e formação artística cultural  e eixo 6 – cultura e educação; Enquanto que o GT4 imergiu no eixo 7 – cultura e comunicação e eixo 2 – gestão, infraestrutura e participação social.

Quem passou pela Pré-Conferência pôde conhecer de perto o Mapa Cultural de Pernambuco, uma iniciativa da Secult-PE e Fundarpe, desenvolvida a partir de uma plataforma livre, gratuita e colaborativa, de mapeamento do cenário cultural pernambucano, permitindo o acesso às informações sobre eventos, programas, espaços e agentes culturais.

Após as discussões dos GT’s, que contribuíram com sugestões e alterações nos objetivos estratégicos da Primeira Minuta do Plano Estadual de Cultura, houve a eleição dos seis delegados, e seus respectivos suplentes, que irão representar a Sociedade Civil, além dos dois delegados e dois suplentes do Poder Público, que vão participar da Plenária Final da IV Conferência Estadual de Cultura, agendada para março de 2018, no Centro de Convenções.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Sociedade Civil elegeu seis delegados e seis suplentes para a Plenária Final

Para Edísio Carvalho, que participou da pré-conferência representando a Associação Cultural da Pedra do Reino, do município de São José do Belmonte, este momento foi de suma importância porque é um espaço de fortalecimento da cultura da região. “E não só de cada cidade. Nós da associação viemos num grupo de sete pessoas, e nos dividimos nos Grupos de Trabalho, cada um na sua identidade, mas todos com o mesmo objetivo, que é desenvolver a cultura do Sertão Central de Pernambuco”.

Rodrigo Ramos/Secult-PE

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Ao todo, dois delegados e dois suplentes representarão o Poder Público do Sertão Central na Plenária Final da IV CECPE

Já Adalmir José da Silva, de Salgueiro, eleito como delegado representante da região, contou que sua proposta na Plenária Final é estar contribuindo e fortalecendo a cultura do Sertão Central. “A gente vai com o intuito de defender o melhor pra nossa região e para o nosso estado. Mas como sou quilombola e o único representante de povos e comunidades tradicionais, quero ir também para dar uma ênfase a essa população que é tão marginalizada e escanteada das políticas púbicas. E a gente sabe do tamanho do leque cultural que existe dentro destes ambientes e que precisam ser preservados”, opinou.

Delegados eleitos na Pré-Conferência do Sertão Central:

Sociedade Civil

(Titulares)
João Higino Pereira (Cedro)
Lucas Avelar do Nascimento (Cedro)
Adalmir José da Silva (Salgueiro)
Cícero Luiz dos Santos (Terra Nova)
Nivaneide da Silva Costa (Salgueiro)
Myvia Lilian Sá Oliveira Barros (São José do Belmonte)

(Suplentes)
Jacson Paulo dos Anjos (Salgueiro)
André Bezerra Pinheiro da Câmara (Salgueiro)
José Iran de Oliveira Barros (São José do Belmonte)
Regina Bezerra de Souza Gomes (Salgueiro)
Carlos Antonio Sobrinho (São José do Belmonte)
Clodoaldo José de Souza e Silva (Salgueiro)

Poder Público
(Titulares)
Claudio Amaro da Silveira Grassi (Salgueiro)
Jackson Roberto da Silva Magalhães (Salgueiro)

(Suplentes)
Luiz Joaquim Matias (Cedro)
Márcia Farias de Oliveira e Sá (Salgueiro)

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