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CEPC/PE

Reunião do CEPC faz balanço da gestão em 2017

Encontro foi realizado nesta quarta-feira (27), na sede do Conselho Estadual de Política Cultural

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Encontro teve a presença de vários conselheiros e suplentes do Poder Público e Sociedade Civil

Por Marcus Iglesias

Uma reunião extraordinária do Conselho Estadual de Política Cultural de Pernambuco (CEPC), realizada nesta quarta-feira (27), marcou o final de um 2017 de conquistas e avanços do colegiado, que segue rumo ao final de seu primeiro mandato – previsto para daqui a seis meses – e que pela primeira vez conta com participação paritária entre o Poder Público e a Sociedade Civil. O encontro foi realizado na sede do CEPC, no Centro do Recife, e serviu também para fazer um balanço da gestão deste ano, com a presença de diversos conselheiros e do secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja.

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Marcelo Sena representa a Dança no Conselho

Na opinião do conselheiro Marcelo Sena, representante do segmento Dança, “o balanço deste ano é que foi muito importante a gente ter encontrando as metodologias de funcionamento do Conselho. E será um desafio sugerir aos próximos mandatos que virão adaptações de como lidar com tantas pautas e ao mesmo tempo como otimizar o tempo dos GTs e das reuniões de plenário”, concluiu o conselheiro representante de Dança.

Ainda sobre a metodologia, Marcelo comentou que “tivemos algumas dificuldades, devido à quantidade de pautas e o tempo que temos de reuniões, apesar deste ano termos tido muitos encontros”. No formato atual, cada pauta gera um Grupo de Trabalho, (GT) que começa a atuar antes da reunião geral, para no dia do pleno, os encaminhamentos serem expostos e os conselheiros, juntos, tomarem alguma decisão. “Muitas pautas funcionaram desse jeito, mas há outras mais complexas. Talvez a mais explícita seja o Funcultura, que a gente sabe do quanto de questões há dentro do Fundo a serem discutidas. Mas estamos chegando ao final do ano e não conseguimos de fato ter uma discussão no nível que a gente queria, que era tanto discutir isso dentro do Conselho como levar pras categorias, e depois retornar e debater novamente”, opina Marcelo Sena.

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Jocimar Gonçalves representa os movimentos sociais

Para Jocimar Gonçalves, suplente representante dos Movimentos Sociais, este Conselho “tem a marca de ter olhar voltado para que a cultura pernambucana permaneça viva, seja a cultura afro-brasileira, indígena, toda ela, na música, na dança, e nas outras linguagens, para que possa ser vista pelo mundo como ela deve ser olhada: Uma cultura rica de personagens e histórias”.

“E neste ano o Conselho deu uma grande contribuição para as políticas públicas do nosso estado. Aqui foi discutido do Funcultura ao Mecenato, do edital do Carnaval de 2017 ao São João deste ano. Apesar disso, a gente considera que precisamos avançar mais, e que ficamos abaixo do que poderíamos avançar, tendo em vista que o Governo Federal cortou as verbas para a cultura de uma forma generalizada, e isso afetou toda a cadeia produtiva nacional, mesmo entendendo que o Governo de Pernambuco tenha feito o possível para evitar que isso chegasse ao estado”, avaliou Jocimar Gonçalves, que acredita que o ano de 2018 promete novos e importantes desafios.

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“Todos temos tido muito trabalho com as bases, formulado uma agenda com acompanhamento e presença”, destaca Paula de Renor

 

A vice-presidente do Conselho, Paula de Renor, considera que “cada vez mais nós conselheiros estamos tendo a consciência da importância do CEPC. E isso se reflete na sociedade, que não está acostumada em ver um Conselho tão atuante, porque essa não é a realidade dos conselhos de uma forma geral. Todos temos tido muito trabalho com as bases E formulado uma agenda com acompanhamento e presença”.

Segundo ela, este trabalho se reflete, por exemplo, na realização da IV Conferência Estadual de Cultura. “Pernambuco foi o único estado do Brasil que convocou uma conferência do tipo, com apoio do CEPC, e isso mostra que estamos sim construindo uma política cultural enquanto o país inteiro está afundando neste sentido. Estamos trabalhando em conjunto, Secretaria de Cultura, Fundarpe, Conselho Estadual de Cultura, para que consigamos realmente chegar a algum lugar”.

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