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CEPC/PE

Sociedade Civil elege novos representantes para o Conselho Estadual de Política Cultural

Terminou na noite da quinta-feira, 14/06, o processo eleitoral para definir os novos representantes da sociedade civil no Conselho Estadual de Política Cultural. Iniciado em março deste ano, o processo envolveu cerca de 700 agentes culturais (inscritos e participantes) de todas as regiões de Pernambuco, que elegeram delegados de cada segmento para a Plenária Final.

Jan Ribeiro/CulturaPE

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Plenária Final aconteceu no Auditório do Museu do Estado de Pernambuco

Realizada no Museu do Estado de Pernambuco, a Plenária Final contou com a presença de 87 delegados e elegeu os 39 novos conselheiros (titulares e suplentes) que vão contribuir com a formulação e a execução das políticas culturais do Estado durante dois anos, a partir da data de posse dos representantes.

Saudando os participantes da Plenária Final, a Presidente da Fundarpe Márcia Souto destacou o importante trabalho em parceria realizado nos últimos dois anos pela Gestão Estadual e o Conselho, e reforçou a importância de cada novo conselheiro não restringir sua atuação ao setor artístico e cultural do qual faz parte, mas entender-se como representante e defensor da cultura de Pernambuco, como um todo. O Secretário Marcelino Granja agradeceu a confiança política que os delegados ali presentes depositaram na condução do processo eleitoral, ressaltou o papel dos Conselhos de Cultura do Estado nas conquistas alcançadas neste período do Governo Paulo Câmara, a exemplo do fortalecimento financeiro do Funcultura e a criação de seis prêmios artísticos, e apontou alguns dos principais desafios que aguardam esta nova gestão do Conselho. Entre eles, contribuir para o avanço da democratização e regionalização do Funcultura que, em áreas como o Audiovisual, já estabeleceu cotas no edital para mulheres realizadoras, população negra, indígena e trabalhadores do audiovisual atuantes no interior do Estado.

Jan Ribeiro/CulturaPE

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Alguns conselheiros eleitos para o novo mandato do CEPC

CONFIRA OS NOVOS CONSELHEIROS ELEITOS

ARTESANATO
Maria do Livramento Aguiar(titular)
Nivaldo Jorge da Silva (suplente)

ARTES VISUAIS E FOTOGRAFIA 
Cláudio Gomes  (titular)
Rebeka Monita Pinheiro de Oliveira  (suplente)

ARQUITETURA E URBANISMO 
Augusto Ferrer  (titular)
Lívia Nóbrega  (suplente)

AUDIOVISUAL
Carol Vergolino (titular)
Justino Passos (suplente)

CIRCO
Williams Santana (titular)
Manoel Evaldo Andrade de Freitas (suplente)

CULTURA POPULAR DE MATRIZ IBÉRICA
Altair Leal Ferreira (titular)
Hermes José da Silva (suplente)

CULTURA POPULAR DE MATRIZ AFRICANA
Tereza Luiz de França (titular)
Expedido Paula Neves (suplente)

CULTURA POPULAR DE MATRIZ INDÍGENA
Manoel de Matos Lino (titular)

DANÇA
Marcelo Sena de Oliveira (titular)
Ana Paula Rodrigues de Miranda (suplente)

DESIGN E MODA
Maria Adélia Pessoa Collier (titular)
Marcella Carvalho Ramos Burgos de Luna (suplente)

GASTRONOMIA
Masayosshi Matsumoto (titular)
Ana Lúcia Mendes da Silva (suplente)

LITERATURA
Fábio Rogério da Silva (titular)
Sthefano Santana Sousa de Farias (suplente)

MOVIMENTOS SOCIAIS
Jocimar Gonçalves da Silva (titular)
Wallace de Melo Gonçalves Barbosa (suplente)

MÚSICA
Guilherme Moura (titular)
Gabi Apolonio (suplente)

PRODUTORES CULTURAIS
Marileide Alves de Lima (titular)
Elcides Virgínia Ferreira Anghinoni (suplente)

PONTOS DE CULTURA
Beth de Oxum (titular)
Cleonice Maria dos Santos (suplente)

TEATRO E ÓPERA
Paula de Renor (titular)
Feliciano da Silva (suplente)

AGRESTE
Arary Marrocos (titular)
Lucivan Max dos Santos (suplente)

SERTÃO
Modesto Lopes (titular)
Deison Dário da Silva Bezerra (suplente)

ZONA DA MATA
Andala Pereira da Silva (titular)
Benedito José Pereira (suplente)

AVALIAÇÃO DO PRIMEIRO MANDATO

Reunidos nos dias 13 e 14 de junho, os conselheiros empossados em junho de 2016, fizeram um balanço deste primeiro mandato. Confira as avaliações de alguns conselheiros:

“Cada vez mais, nós conselheiros estamos tendo a consciência da importância do CEPC. E isso se reflete na sociedade, que não está acostumada em ver um Conselho tão atuante, porque essa não é a realidade dos conselhos de uma forma geral. Todos temos tido muito trabalho com as bases e formulado uma agenda com acompanhamento e presença. Depois de dois anos de trabalho árduo, estamos chegando ao fim do primeiro mandato do CEPC, deixando um legado para os próximos conselheiros: O Plano Estadual de Cultura de Pernambuco. Caberão a eles a fiscalização e execução deste Plano. Estamos num momento político em que uma sociedade organizada ganha amplitude em sua voz”.  Paula de Renor (Presidenta do CEPC e titular de Teatro e Ópera)

Jan Ribeiro/Secult-PE

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Paula de Renor

“A participação da Sociedade Civil nesse primeiro mandato do CEPC é uma conquista. Nós que participamos de outras Conferências Estaduais de Cultura víamos a presença apenas daqueles conselheiros considerados notáveis, e a gente não se via reconhecido naquele processo. É importante politicamente a gente ocupar esse lugar, como artistas e produtores, e nesse primeiro mandato demos um salto qualitativo importante no debate das políticas culturais. Agora, precisamos entrar em algumas questões. O Marco Regulatório da Sociedade Civil (MROSC), que passou anos dentro do Congresso Nacional, os gestores não conhecem ou parecem não querer conhecer. Para além do TCE e MPPE, acho que a gente precisa trazer essa pauta do MROSC pra dentro do Conselho porque ele é outro formato de prestação de contas e que precisamos nos apropriar dele.”  Beth de Oxum (Pontos de Cultura)

Toni Braga/Secult-pe

Toni Braga/Secult-pe

Beth de Oxum

“No começo do nosso mandato tínhamos isso em mente, que era trabalhar esse novo momento do Conselho dentro de uma nova dinâmica que envolvesse a Sociedade Civil, e aprofundando esse debate com mecanismos que fizessem nossa atuação presente e atuante. Quem chegar agora no novo mandato deve vir pra ‘quebrar o coco’ com a gente. Vamos fazer valer o que está no Regimento. Agora temos os Fóruns Setoriais, agora não estamos mais na fase de estruturação do Conselho e queremos avançar.”  Williams de Santana (Circo)

Jan Ribeiro/CulturaPE

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Williams Santana

“A minha experiência no começo do meu mandato no Conselho era zero, porque eu não tinha tido ainda experiências com esse tipo de atividade. Então fui pesquisar e estudar para me preparar para os encontros e fui aprendendo junto aos colegas dos diversos segmentos. Mas eu senti falta de um processo de formação, não só do Governo para nós da Sociedade Civil como de nós para nós mesmos. Eu creio que como proposição para a próxima gestão um Plano de Formação, onde a gente possa trocar as nossas experiências, é algo a ser pensado. Temos aqui pessoas que já participaram de outros órgãos como esse e que podem contribuir bastante nesse processo de formação.” Tereza de França (Cultura popular de matriz africana)

Jan Ribeiro/CulturaPE

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Tereza França

“Nesse primeiro mandato do Conselho foi muito importante a consolidação de como ele é hoje. Tivemos que repensar a funcionalidade do CEPC. A própria formação dele é de outro modo, paritário entre Sociedade Civil e Poder Público. E nesses dois anos foi muito importante a gente ter construído uma metodologia de trabalho, um jeito que está funcionando, pra dar conta de tanta pauta que já estava pendente – porque não existia um Conselho nestes moldes. Muita coisa anterior à formação do atual Conselho veio num escoamento de pautas e as novas demandas, as atuais, também foram surgindo, o que exigiu um esforço maior da nossa parte. Outra coisa muito importante foi a luta da retomada das Comissões Setoriais. Acabamos aproveitando os momentos das Pré-Conferências para eleger as pessoas para esses espaços de debate e construção da política cultural do Estado. Acredito que o grande legado que deixamos para os próximos conselheiros é o Plano Estadual de Cultura, e que o próximo passo é trabalhar bem o diálogo com as Comissões Setoriais.”  Marcelo Sena (Dança)

Jan Ribeiro/CulturaPE

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Marcelo Sena

“O Regimento é o que rege a nossa relação dentro das nossas reuniões. A primeira tarefa de casa do próximo mandato é alterar esse regimento, alterando o quórum mínimo para darmos início às reuniões, por exemplo. Somos um órgão fiscalizador e temos corresponsabilidade com o Governo. O Grupo de Trabalho de Comunicação, que foi um dos quais fiz parte, é um dos que tem muito a crescer. É só olhar a comunicação que a gente faz no Facebook com as matérias que falam sobre o Conselho. As pessoas estão acompanhando o que estamos fazendo. Quem sabe uma boa ideia seja criar uma newsletter sobre o Conselho para informar a sociedade sobre nossas ações.”

Jocimar Gonçalves (Movimentos Sociais, Comunitários e de Direitos Urbanos, de Mídia Livre, de Juventude e Estudantil)

Jan Ribeiro/CulturaPE

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Jocimar Gonçalves

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