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Conselho de Preservação

Pedido de tombamento do Museu Histórico do Brejo da Madre de Deus é aprovado

Divulgação

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A instituição funciona em um prédio construído no século XIX

O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) deferiu por unanimidade, nesta quinta-feira (11), o pedido de tombamento de mais um prédio pernambucano: o Museu Histórico do Brejo da Madre de Deus, localizado na Região do Agreste do Estado.

O parecer, apresentado pelas conselheiras Regina Batista e Sandra Veríssimo, também acatou o tombamento do Acervo Museológico da instituição, conforme foi apresentado na solicitação inicial do processo. “O Museu Histórico do Brejo da Madre de Deus é um patrimônio não só do da cidade, mas de todo o povo pernambucano”, disse a relatora Regina Batista.

Após a publicação da resolução do CEPPC, o processo retorna à Secult-PE. A Secretaria de Cultura deverá encaminhá-lo ao governador do Estado, que emite o decreto de tombamento. Depois de publicado, o decreto é despachado ao CEPPC, que inscreverá o Museu Histórico do Brejo da Madre de Deus e seu Acervo Museológico no livro de tombo.

Histórico
O Museu Histórico do Brejo da Madre de Deus funciona em um sobrado construído no século 19, revestido de azulejos portugueses, situado à Rua São José n°. 46, no centro do município, e arrolado entre os imóveis assegurados no Plano de Preservação dos Sítios Históricos do Interior de Pernambuco (PPSHI – FIAM, 1982), e no Plano de Preservação do Brejo da Madre de Deus, elaborado pela Fundarpe, em 2010.

A instituição resultou da iniciativa particular da sua diretora, Dulce Souza Pinto, que reuniu durante várias décadas as peças doadas pela comunidade e do material encontrado pelas pesquisas arqueológicas no Sítio de Furnas do Estrago, situado a 1 km da cidade de Brejo da Madre de Deus, escavado em duas campanhas de 1983 e 1987, sob a orientação da arqueóloga Jeannette Lima, coordenadora do Museu de Arqueologia da Unicap.

Desde sua fundação, em fevereiro de 1977, o Museu Sobrado Colonial do Brejo funcionou na Rua São José, 46, com autorização dos proprietários do prédio: Alípio Magalhães da Silva Porto e de Isaura Magalhães da Silva Porto. Depois de 18 anos, passou a ser chamado de Museu Histórico do Brejo da Madre de Deus. Em 30 de março de 2010, a prefeitura declarou o prédio de utilidade pública para fins de desapropriação e, atualmente, é a responsável pela guarda e manutenção do espaço.

Em seu acervo museológico, há cerca 1200 peças catalogadas, classificadas nas seguintes coleções: armaria, mobiliário, arte sacra, utensílios domésticos, instrumentos de suplício, fotografias e documentos, artefatos tecnológicos de uso cotidiano e material etnográfico indígena.

Características do imóvel
Construído no século 19, em 1854, o prédio é atribuído ao engenheiro pernambucano José do Rego Couto Maciel, o sobrado de dois pavimentos com fachadas principais e laterais revestidas de azulejos portugueses, dispõe de oito compartimentos no térreo, cinco compartimentos no primeiro andar, e platibandas recortadas, e se destaca no espaço do sitio histórico do Brejo da Madre de Deus.

Exemplar único na cidade com essas características arquitetônicas, possivelmente influenciadas pelos projetos do engenheiro francês Louis Leger Vauthier, realizados em algumas cidades do interior de Pernambuco, como indicam registros encontrados na pesquisa histórica do imóvel.

Requerimento
O pedido de tombamento do Museu Histórico do Brejo da Madre de Deus e de seu Acervo Museológico foi apresentado pela Coordenação do Laboratório e Museu de Arqueologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), e deferido pelo então Secretário de Educação e Cultura do Estado de Pernambuco, Ariano Suassuna.

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