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Cultura popular e artesanato

23º Encontro de Cavalo Marinho anima o Natal de Olinda, nesta segunda-feira (25)

O evento começa a partir das 20h na Casa da Rabeca e reúne o Cavalo Marinho Estrela de Ouro, Cavalo Marinho Boi Pintado, Cavalo Marinho Boi da Luz e o Cavalo Marinho Boi Matuto, além do show de Maciel Salú.

Jan Ribeiro

Jan Ribeiro

O Cavalo Marinho Estrela de Ouro é um dos participantes do 23º Encontro Nacional de Cavalo Marinho, que acontece nesta segunda (25) na Casa da Rabeca.

                                                                                                                                                                                                Por Camila Estephania

Com enredo que presta homenagem aos Três Reis Magos, o Cavalo Marinho está entre as tradições natalinas de Pernambuco, onde acontece, na Casa da Rabeca, o 23º Encontro Nacional de Cavalo Marinho nesta segunda-feira (25), com apoio do Governo de Pernambuco (Secult-PE/Fundarpe). O evento foi criado pelo Mestre Salustiano em 1995 e, mesmo após a sua morte em 2008, a família do rabequeiro mantém o seu legado ao promover o Encontro anualmente, sempre no dia de Natal. A ação está entre as iniciativas que fortaleceram o folguedo até que ele fosse reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2014.

“Essa é uma herança que vem desde o meu avô, João Salustiano, que era rabequeiro também e passou essa tradição para o meu pai, o Mestre Salú. Queremos manter todo esse trabalho criado com amor e dedicação, que a gente nunca pode deixar de fazer, apesar das dificuldades”, explica Pedro Salustiano, que é um dos organizadores do evento. Conhecida por ser o único encontro de Cavalos Marinhos do Brasil, a festa já entrou para o calendário de atividades culturais do período e costuma atrair turistas e caravanas de outros estados que têm interesse em conhecer o folguedo, cuja encenação mistura música e teatro, trazendo como personagens figuras da sociedade colonial da Zona da Mata Nordestina.

Beto Figueiroa

Beto Figueiroa

O Cavalo Marinho Boi Pintado, que também integra a programação, incentiva as novas gerações a continuarem com as tradições, que é uma das principais propostas do evento.

Marcado para começar às 20h, o Encontro receberá o Cavalo Marinho Estrela de Ouro, de Condado, o Cavalo Marinho Boi Pintado, de Aliança, o Cavalo Marinho Boi da Luz e o Cavalo Marinho Boi Matuto, esses dois últimos de Olinda, além do show de Maciel Salú. “São grupos que participam todo ano, porque têm esse compromisso com a tradição e de passar de pai para filho. Queremos incentivar esses jovens que estão começando. É um momento de celebração e alegria em que os mestres podem se encontrar e a gente pode aprender ainda mais com isso. Quando chega em uma data como essas, a gente esquece toda a dificuldade que passou no ano”, comenta Pedro, ao destacar a importância do evento para valorizar o brinquedo que, muitas vezes, não é reconhecido em suas cidades natais.

Ricardo Moura

Ricardo Moura

Instrumentos como o reco-reco, rabeca, ganzá e pandeiro compõem a sonoridade do Cavalo Marinho Boi Matuto.

SHOW

Pela primeira vez, o Encontro Nacional de Cavalo Marinho contará com um show de banda em sua programação. Também filho do Mestre Salú, o músico Maciel Salú sempre participou do evento como brincante, mas dessa vez também apresentará o seu trabalho solo. “É uma responsabilidade muito grande mostrar para os mestres tudo o que eu aprendi com eles no terreiro. Além do meu pai e meu avô, também fui influenciado pelos demais e essa é uma oportunidade que eu tenho de tocar pra eles uma coisa que é muito especial para mim. Muitos deles ainda não conhecem o que faço e eu espero a avaliação. Receber as críticas deles é algo que será positivo de todo jeito”, esclarece Maciel, cujo universo sonoro do seu trabalho como compositor é inspirado no folguedo.

Tom Cabral

Tom Cabral

Embora sempre tenha participado do evento como brincante, o músico Maciel Salú leva seu trabalho solo pela primeira vez para o evento.

O repertório do show será inteiramente autoral e terá músicas dos quatro discos já lançados pelo artista, além de mais duas canções inéditas que farão parte do seu próximo disco, previsto para março de 2018. “Pode ser que isso abra a porta para outros artistas influenciados pela manifestação tocarem no evento ou não. Como minha trajetória está totalmente ligada ao brinquedo, a gente resolveu colocar dessa vez, mas não queremos tirar o foco dos mestres e do Cavalo Marinho, por isso temos muito cuidado quanto a isso”, explica ele, negando a possibilidade que a presença de bandas se torne algo recorrente no Encontro.

SERVIÇO:
23º Festival Nacional de Cavalo Marinho
Quando: segunda-feira (25), às 20h
Onde: Casa da Rabeca (Rua Curupira, 340, Cidade Tabajara – Olinda/PE)
Entrada gratuita
Mais informações: 3371-8197

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