Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Cultura popular e artesanato

Apresentações e oficinas fortalecem manifestações quilombolas

Pri Buhr
Desde a última segunda-feira (21), que a programação do 24° Festival de Inverno de Garanhuns tem proporcionado a comunidades quilombolas como Castainho, Estivas e Timbó, atividades de formação cultural como oficinas, palestra e exposição fotográfica. A programação também contempla apresentações no Polo Castainho, localizado a aproximadamente 5 km do centro da cidade, com grupos de danças, artes cênicas e shows de artistas e grupos culturais dos próprios quilombos.

Segundo Francisco de Assis, articulador regional de Povos Tradicionais e Populações Rurais da Secult/PE, as ações estão tendo a esperada participação dos moradores, público para o qual estão sendo realizadas quatro oficinas de forma exclusiva. “Até a sexta-feira (25), as oficinas de dança, percussão e confecção de instrumentos musicais estarão proporcionando para cerca de 130 moradores, noções técnicas que favoreçam especialmente os grupos culturais já existentes. As crianças também participam de oficina recreativa”, ressaltou.

De acordo com o estudante Ricardo da Silva, de 18 anos, morador do Castainho, a programação está atendendo a uma necessidade de qualificar suas ações culturais: “está sendo muito legal participar das atividades. Estou na Oficina de Dança com alguns colegas de minha escola, aprendendo novas coreografias”, comentou.

Pri Buhr

Na tarde de quarta-feira (23), o público presente no Polo Castainho conferiu a apresentação do grupo Afro Estrela, formado há 10 anos com crianças e jovens do Quilombo Estrela, que desenvolvem o afoxé como atividade cultural. O espetáculo CircuLuz Brincante, também animou o final de tarde do quilombo, encantando o público com malabarismos e jogos.

Pri Buhr

Para a professora do Quilombo Estivas, Aparecida Nascimento, as ações são um grande passo para que comunidades quilombolas sejam fortalecidas no seu segmento cultural. “Todas as ações são uma grande conquista, especialmente por incluírem pessoas da própria comunidade dentro da realização das oficinas. Acredito que a única coisa a melhorar seria aumentar o número de oficinas para o próximo ano”, opinou.

Pri Buhr

< voltar para home