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Cultura popular e artesanato

Casa da Cultura comemora 40 anos com show do Quinteto Violado

A apresentação gratuita acontece nesta quinta-feira (14), com repertório em homenagem ao Mestre Dominguinhos

A Casa da Cultura Luiz Gonzaga, maior polo de comercialização do artesanato pernambucano, completa 40 anos de atividades nesta quinta-feira (14). A celebração, que vai marcar o momento histórico, contará com uma benção do Frei Rinaldo, corte de bolo e um show gratuito do Quinteto Violado.

Costa Neto/Secult

Fundarpe

Casa da Cultura de Pernambuco

“É um dia para celebrar e, mais que isso, valorizar esse espaço que oferece aos turistas e visitantes uma amostra significativa de toda a riqueza cultural do nosso estado”, comemora André Brasileiro, Gerente de Equipamentos Culturais da Fundarpe.

Localizada às margens do Rio Capibaribe, a Casa da Cultura é um dos mais emblemáticos cartões postais da capital pernambucana. Em 14 de abril de 1976, a antiga Casa de Detenção ganhou todas as cores e a diversidade da nossa cultura. Para Márcia Souto, presidente da Fundarpe, “comemorar a data é também reforçar compromissos com a preservação cultural deste importante patrimônio do povo pernambucano e reafirmar ações e políticas permanentes de valorização do nosso artesanato e da nossa cultura popular”, destaca.

 

Léo Caldas.

Léo Caldas.

Quinteto Violado fará show em homenagem a Dominguinhos

O Secretário Estadual de Cultura Marcelino Granja comenta sobre o intenso fluxo de turistas e moradores que ocupam o equipamento cultural: “são cerca de 30 mil pessoas por mês, um número que reforça a necessidade de seguirmos oferecendo programações com esta, além de consolidarmos, cada vez mais, o espaço como polo de Cultura Popular durante os ciclos festivos de Carnaval, São João e Natal”.

Homenagem ao mestre Dominguinhos

Para a apresentação na Casa da Cultura, o Quinteto Violado montou um repertório baseado no legado do mestre Dominguinhos. “Vamos tocar no espaço pela primeira vez e estamos bem contentes com o convite, uma vez que, assim como o nosso trabalho, a Casa da Cultura dá visibilidade aos elementos da cultura nordestina. Além dos clássicos ‘Cavalo Marinho’, ‘Algodão’ e ‘Asa Branca’, presentes na maioria dos shows que realizamos ao longo desses anos, tocaremos umas canções da Missa do Vaqueiro, que expressam a fé e a luta do povo do Nordeste”, adiantou o tecladista do grupo, Dudu Alves. O show do Quinteto começa às 17h30.

 

Serviço
40 anos da Casa Cultura
Quando: quinta-feira (14), a partir 16h
Onde: Cais da Detenção, s/n, Santo Antônio – Recife
Acesso gratuito

Programação
16h – Benção com Frei Rinaldo e participação do Quinteto Violado
17h – Corte do Bolo
17h30 – Show do Quinteto Violado

Histórico

Inaugurada no dia 25 de abril de 1855, a antiga Casa de Detenção do Recife é uma das maiores edificações do século XIX, localizada próximo a duas expressivas obras desse século: a Estação Ferroviária do Recife e a Ponte 6 de Março (mais conhecida como a Ponte Velha). O projeto original é de autoria do engenheiro e urbanista José Mamede Alves Ferreira, responsável por outras obras importantes na cidade, como o Hospital Pedro II e o Ginásio Pernambucano. A construção de Mamede segue o modelo “panopticon”, obedecendo aos padrões tradicionais de segurança das penitenciárias da época.

Após funcionar 118 anos como presídio, em 1973, o então governador Eraldo Gueiros Leite determinou o fechamento da Casa de Detenção do Recife. No mesmo ano, um plano de restauração do edifício foi elaborado e a partir de 14 de abril de 1976 o prédio se tornou a Casa da Cultura de Pernambuco. Essa mudança de penitenciária para centro cultural havia sido idealizada e planejada cerca de dez anos antes, pelo artista plástico Francisco Brennand, na época em que era o chefe da Casa Civil do Governo do Estado. Convidados por Brennand, a arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi e o arquiteto Jorge Martins Júnior foram os responsáveis pela elaboração do projeto de renovação e adequação do edifício.

A Casa da Cultura abriga dois painéis do pintor pernambucano Cícero Dias, que representam a Revoluções Pernambucanas de 1817 e 1824. Além do Teatro Clênio Wanderley, do Palco Nelson Ferreira e mais de 95 lojas de arte e artesanato, a Casa é endereço da sede de movimentos e associações culturais de Pernambuco.

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