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Cultura popular e artesanato

Exposição celebra 20 anos do Afoxé Oxum Pandá

Mostra é promovida pelo Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro e fica em cartaz de 15 de janeiro a 4 de fevereiro.

Foto: Isabella Valle

Por Roberto Moraes Filho

Abordando a história do grupo cultural originado no movimento negro de Olinda, no ano de 1995, o Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro, no Bairro do Recife, abre ao público na próxima sexta-feira (15), a exposição ‘Afoxé Oxum Pandá: 20 anos de Brilho do Sol e de Resistência Negra’. Além de um inédito acervo de fotografias e vídeos que contam a trajetória artística, a mostra também faz referência à religiosidade do grupo, influenciada nas matrizes africanas, como a fé nos Orixás, além de figurinos e adereços utilizados em diversas apresentações carnavalescas que o afoxé já realizou.

Para o fundador e presidente do Oxum Pandá, o babalorixá Genivaldo D’Oxum, o momento de comemorações também é voltado para promover reflexões sobre preconceitos raciais e culturais ainda predominantes em diversos contextos da sociedade brasileira. “Quando eu resolvi fundar o meu próprio afoxé, estava me desligando do Alafin Oyó e sofri muitos preconceitos dentro do próprio movimento negro, por ser de cor branca”, recorda o babalorixá.

“Hoje, conseguimos mostrar através do Oxum Pandá, que atualmente é um dos quatro mais antigos no Recife, que a cultura negra não se faz apenas por ser da cor de origem, mas sim pela vontade de continuar as tradições culturais de nossa escolha, independente de outros tentarem de alguma forma impedir, como aconteceu comigo”, avalia Genivaldo D’Oxum. “Na exposição, também estaremos lembrando figuras importantes para a história do grupo, como Maria Helena, que era nossa vocalista e hoje perpetua a tradição através do Afoxé Oyá Tokolê, além de João Neto, que possibilitou o início de nossas atividades artísticas, através do primeiro estandarte do grupo”, comentou.

O afoxé foi fundado em 1º de janeiro de 1995. Atualmente, o grupo agrega em sua trajetória, apresentações de palco e de cortejos em todos os carnavais no Estado de Pernambuco, além de apresentações no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), e em eventos nos estados de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, João Pessoa e Brasília. Os trabalhos musicais estão registrados nos CDs: ‘Não há Silêncio’ e ‘Brilho do Sol’ (volumes 1 e 2), que agregam um repertório composto por 20 músicas, grande parte do próprio grupo.

A mostra será inaugurada nesta quinta-feira (14), apenas para convidados da própria sede do afoxé, e ficará em cartaz no museu para o público de 15 de janeiro até 4 de fevereiro. A visitação pode ser realizadas de terça a sexta-feira, no horário das 12h às 18h. Aos sábados e domingos, também das 12h às 18h.

Serviço:
Exposição ‘Afoxé Oxum Pandá: 20 anos de Brilho do Sol e de Resistência Negra’
Período: de 15 de janeiro a 4 de fevereiro
Visitação: de terça a sexta-feira, no horário das 12h às 18h; aos sábados e domingos, das 12h às 18h.
Local: Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro (Rua Mariz e Barros, nº 328, Bairro do Recife)
Informações: (81) 3444-5174 / 3038-2994
Acesso gratuito

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