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Cultura popular e artesanato

Festa de Pentecostes congrega maracatus e fiéis em prol da cultura da Mata Norte

Comandada pelo padre João Ribeiro, um defensor da cultura popular da Mata Norte, o encontro teve a presença de oito maracatus de baque solto

Costa Neto/Secult-PE

Costa Neto/Secult-PE

Evento de cunho religioso contou com a presença de oito maracatus de baque solto da Mata Norte

Centenas de pessoas do município de Lagoa de Itaenga, Mata Norte de Pernambuco, participaram de um encontro entre o sagrado e o profano  da cultura popular neste último sábado (23), durante a terceira edição da Festa de Pentecostes da região. O evento foi comandado mais uma vez pelo padre João Ribeiro, um defensor da comunhão entre a tradição cultural e a religiosidade católica, e contou ainda com a presença de oito maracatus de baque solto de vários municípios da Zona da Mata pernambucana.

O encontro teve o objetivo de unir a comunidade em reverência ao Espírito Santo cristão e aos elementos afro-indígenas tão presentes na cultura da Zona da Mata e nos maracatus de baque solto. A festa fez parte da programação do Pernambuco Nação Cultural na Mata Norte de Pernambuco e foi realizado em frente à Capela de Santa Ana, no Sítio Açude de Pedra, ao lado de um terreiro que recebe cotidianamente sambadas e rodas de coco, sempre com a benção do padre João Ribeiro.

“Este encontro religioso, que começou em Glória do Goitá há três anos, e hoje está em Lagoa de Itaenga, tem como um dos elementos centrais o maracatu de baque solto, que é uma dança sagrada surgida da senzala canavieira. É importante essa comunhão entre nossas culturas e crenças, pois estamos todos ligados fortemente uns aos outros”, ressalta o padre João Ribeiro.

Costa Neto/Secult-PE

Mestre Cabeça, do Maracatu Cambidinha da Lagoa, participou pela primeira vez da festa e não poupou elogios à atuação do padre João Ribeiro na defesa da cultura popular da Mata Norte. “Ele é um padre animado, que gosta da cultura, e isso nos deixa muito à vontade. Antes existia um preconceito forte contra os maracatus e hoje posso dizer que, com a ajuda dele, acabou-se isso aqui. Trata todo mundo de igual pra igual, até porque Deus olha igual pra todo mundo”, pontua o mestre.

Durante a celebração de cultura e fé, o mestre de cada maracatu participante entoou cânticos em volta de uma fogueira, numa reverência aos sete dons do Espírito Santo, enquanto os caboclos e baianas faziam suas manobras e orações. Após a celebração da missa, houve um roda com o Coco de Roda Raio de Luz, seguido de uma sambada de baque solto entre os maracatus Pavão Dourado e Leão Teimoso.

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