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Cultura popular e artesanato

“LIVE-SE” promove debates sobre cultura e cidadania quilombola

Idealizado por Mauro Lira, projeto com apoio da Lei Aldir Blanc irá promover ciclo de encontros on-line com comunidades para discutir temas culturais, sociais e políticos

Elimar Pereira/CulturaPE

Elimar Pereira/CulturaPE

Terreiro de Xambá será o anfitrião do evento virtual

Começou nesta terça (17) o projeto “Live-se”, uma agenda de transmissões on-line artísticas e de debates sobre temas culturais, sociais e políticos. Os encontros destacam as comunidades quilombolas pernambucanas, com conversas e apresentações culturais patrocinadas pela Lei Aldir Blanc. É possível acompanhar a programação neste canal do YouTube e acompanhar as novidades no instagram.com/livese_pe.

“No momento em que atravessamos no Brasil o silenciamento das minorias e apagamento de diversas linguagens artísticas, o  projeto pretende criar uma rede de afetos para aumentar as potências do agir, tecendo encontros que proporcionam a expansão de todos dentro dessa relação”, afirma o coordenador da iniciativa, Mauro Lira.

A apresentação do ciclo de encontros será feito pela atriz Gheuza Sena. Serão cinco lives, sempre às 19h. As transmissões ao vivo serão realizadas nos dias 17, 18, 19, 22 e 23 de março, com bate-papo com representantes da Articulação das Comunidades Quilombolas de Mirandiba (17/03), Quilombo do Catucá, de Goiana (18/03), Onze Negras, do Cabo de Santo Agostinho (19/03), Mundo Novo, de Buíque (22/03) e Timbó, de Garanhuns (23/03).

Os encontros terão o Quilombo de Xambá (Olinda / Pernambuco) como anfitrião. O Quilombo Urbano do Portão do Gelo da Nação Xambá, localizado no bairro de São Benedito, em Olinda, Pernambuco, foi reconhecido como quilombo em 2006 pelo Governo Federal, através da Fundação Palmares. A cada transmissão, o pesquisador e babalorixá Pai Ivo de Xambá irá conversar com os convidados sobre políticas públicas, ações antirracismo e as vivências das comunidades quilombolas. As conversas serão intercaladas com apresentações musicais. Para garantir a acessibilidade às pessoas surdas, todas as transmissões terão tradução em libras, feita pela intérprete Deise Souza.

“O racismo deve ser combatido em todo o mundo. Em nosso passado, quilombos foram formados para a construção histórica e cultural de uma luta por justiça. Os quilombos são referências de ações contra as práticas genocidas da população negra”, afirma Mauro Lira. A curadoria priorizará debates sobre cultura e cidadania, considerando a diversidade e representatividade, com temas relativos à população de matriz africana nas comunidades periféricas.

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