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Cultura popular e artesanato

Noite para os Tambores Silenciosos movimenta as ruas de Olinda

Evento chega a sua 11ª edição nesta segunda-feira (9)

Willams Aguiar/Pref.Olinda

A segunda-feira da semana pré-carnavalesca tem um significado todo especial em Olinda, por ser o dia não apenas da manifestação da fé, como também uma louvação à cultura afro e aos ancestrais em um espetáculo emocionante. Trata-se da Noite para os Tambores Silenciosos, que está na sua 11ª edição. Os grupos saem em cortejo com concentração às 20h, nos Quatro Cantos, e com destino ao Largo do Rosário dos Homens Pretos, no Bonsucesso. Este ano, a homenagem é para o Babalorixá Pai Edu, em memória ao legado do Palácio de Iemanjá (Praça do Alto da Sé, s/n).

São dez maracatus participantes, sendo a cerimônia aberta pelo Maracatu Leão Coroado e dirigida pelo seu Mestre Afonso Aguiar. Do ponto inicial, seguem os maracatus em cortejo pela rua do Amparo para o Largo da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

Um espetáculo de raiz, tradicional e histórico, a Noite para os Tambores Silenciosos costuma atrair a curiosidade de gente do mundo inteiro. Durante o cortejo, o público pode aguçar os ouvidos com sons que vão desde o batuque dos tambores até os cânticos. O ponto alto acontece justamente no silêncio respeitoso, que pede a proteção e reverencia a memória dos ancestrais, à meia noite na Igreja do Rosário dos Homens Pretos. No passado, ali os negros tinham liberdade de manifestação da sua religiosidade.

Maracatus de Olinda – 2015

Maracatu Nação Tigre;
Maracatu Nação Axé da Lua;
Maracatu Badia;
Maracatu Nação Pernambuco;
Maracatu Nação Camaleão;
Maracatu Nação Leão Coroado;
Maracatu Nação Maracambuco;
Maracatu Estrela de Olinda;
Maracatu Nação de Luanda
Convidado;
Maracatu Raízes de Pai Adão.

Homenageado

O Babalorixá Pai Edu, fundador do Palácio de Iemanjá, destaca-se pela sua história religiosa/social e atuação política na resistência do povo de Santo no Brasil. Eduim Barbosa da Silva, olindense de Rio Doce, nasceu em 1 de maio de 1934 em uma família de 15 irmãos. Inicialmente, pensava ser padre, mas sua verdadeira vocação o leva em 1951 para a casa que depois ele reconstrói transformando-a em Palácio de Iemanjá, no Alto da Sé. Iniciado no Candomblé por José Romão Felipe da Costa e Mãe Bernardina do Sítio de Pai Adão, o também Juremeiro, Pai Edu, nos anos 60 consegue fazer o Palácio de Iemanjá um dos centros mais conhecidos no Brasil no que se refere à cultura de matriz afro/indígena/católica brasileira.

Serviço

Local da apoteose: Pátio do Rosário dos Homens Pretos
Data: 09.02.15
Hora: 20h – 0h, concentração nos Quatro Cantos
Itinerário: Quatro Cantos > Rua do Amparo > Pátio da Igreja do Rosário dos Homens Pretos.

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