Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Economia Criativa

Pernambuco Criativo realiza palestra sobre Propriedade Intelectual

O evento ocorreu na manhã desta terça (25) e debateu a Propriedade Intelectual na Economia Criativa

Foto: Jan Ribeiro

Jan Ribeiro

Eduardo Bemfica, do INPI, fala sobre Propriedade Intelectual para artistas, produtores e empreendedores da Cultura.

Por Clara Albuquerque

Foi na manhã desta terça-feira, 25, que a Casa da Cultura Luiz Gonzaga, por intermédio do Programa Pernambuco Criativo, recebeu o chefe da seção de Difusão Regional do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em Pernambuco, Eduardo Bemfica, para ministrar a última palestra do mês de abril. O evento iniciou às 10h e aconteceu na Cela Jota Soares, situada no Raio Sul da instituição.

Entre os pontos abordados na palestra Propriedade Intelectual e Economia Criativa, Bemfica instruiu o público, em sua maioria formado por artistas e produtores culturais, sobre a importância de garantir os direitos comerciais sobre uma marca, através do registro. Ele informou que este direito é o mesmo tanto para um microempreendedor individual ou para um grande empresário. “O processo de entrada é realizado pela internet, no site do INPI. É importante que o requerente esteja atento à classificação, isto é, o segmento em que aquela marca irá atuar. Para outras obras intelectuais, a exemplo de uma composição musical, existem outras formas de registro, onde o importante é garantir a data de publicação. Isso inviabiliza o plágio. Então, o cartório, a Biblioteca Nacional, ou mesmo sites de publicação de vídeos como o Youtube podem servir para este fim. No caso da música, existem associações que trabalham com isso, também, como a União Brasileira de Compositores (UBC)”, explica.

A partir do conceito de Propriedade Intelectual, isto é, criações do intelecto, Bemfica discorre sobre o sistema que garante a exclusividade daquela criação que pode ser literária, artística, industrial ou científica, as duas últimas são o objeto de trabalho do INPI. “O objetivo desse sistema é promover a criatividade pela proteção. O criador expõe o que ele criou e, em troca, ele ganha uma exclusividade comercial sobre aquilo. No caso de uma patente, isso ocorre por um período de vinte anos”, diz ele.

Na situação de direitos conexos, ou seja, a reutilização de uma obra já existente com nova roupagem, os períodos de cedências dos direitos de execução variam. “Se forem obras fotográficas, audiovisuais ou coletivas, o período é de setenta anos a partir da publicação. Com música, são setenta anos a partir do falecimento do compositor”, informa Bemfica.

Neste encontro, Eduardo Bemfica explicou o conceito do termo Concorrência Desleal. “Quando as pessoas tentam desviar a clientela por má fé, ao copiar e fazer com que o público confunda produtos ou empresas”, diz ele. Em seguida, o ministrante explica que uma marca tem a função de traduzir conceitos, criar relação de confiança, identificar e distinguir produtos de outros. No Brasil, o INPI é o único órgão que legitima uma marca. Para garantir esse direito no exterior, é necessário entrar em contato com os órgãos locais. A proteção tem um período de dez anos a partir da cedência da marca. Após este período, é necessário realizar prorrogação.

Bemfica informa, ainda, que uma mesma empresa pode ter mais de uma marca. “Outra situação recorrente, e que é permitida, é a mesma marca atender a segmentos diferentes. É importante que fique claro que quem requerer o registro da marca junto ao INPI, seja uma empresa ou seja uma pessoa física, é aquele que deterá os direitos sobre ela”, diz.

O músico Almir de Oliveira, da banda Ave Sangria, afirma ter recebido informações esclarecedoras. “Conteúdo importante, coisas que eu não conhecia e passei a conhecer. Eu já cheguei a contratar escritórios, por exemplo, para tratar de registro de marca. Agora, já sei aonde ir”, diz ele.

O programa Pernambuco Criativo é uma realização da Secult-PE/Fundarpe em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Ministério da Cultura (MinC).

PROPRIEDADE INTELECTUAL – Quem estiver interessado no assunto poderá aproveitar uma série de palestras promovidas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em parceria com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e o Porto Digital, que começa nesta terça (25). As atividades ocorrerão na Biblioteca Central do Campus, no Apolo 235 e no Armazém da Criatividade, em Caruaru.

A programação do evento será toda gratuita e as inscrições podem ser feitas pelo www.sympla.com.br/qualificacaoportodigital.

Confira a programação completa da Semana da Propriedade Intelectual:

Dia 25.04

Palestra INPI: Redação e Busca de Patentes: como proteger uma invenção
Hora: 18h30
Onde: Porto Digital – Apolo 235 (Rua do Apolo, 235 – Bairro do Recife)
Palestrante: Flávio Costa – examinador de patentes do INPI

Dia 26.04

Palestra: Inovação na UFPE
Hora: 9h
Onde: Biblioteca Central da UFPE (Campus UFPE – Cidade Universitária)
Palestrantes: Solange Coutinho e Sérgio Aguiar – Diretoria de Inovação da UFPE

Palestra INPI: Invenções implementadas por programa de computador
Hora: 9h30
Onde: Biblioteca Central da UFPE (Campus UFPE – Cidade Universitária)
Palestrante: Vagner Latsch – Coordenador Geral de Patentes do INPI

Palestra INPI: Busca patentária para projetos de inovação
Hora: 14h
Onde: Biblioteca Central da UFPE (Campus UFPE – Cidade Universitária)
Palestrante: Flávio Costa

Dia 27.04

Palestra INPI: Invenções implementadas por programa de computador
Hora: 9h
Onde: Armazém da Criatividade, Rodovia BR 104, Km 62, Caruaru
Palestrante: Vagner Latsch – Coordenador Geral de Patentes do INPI

Palestra INPI: Como proteger a marca do seu negócio
Hora: 15h30
Onde: Armazém da Criatividade, Rodovia BR 104, Km 62, Caruaru
Palestrantes: Eduardo Bemfica – Chefe da Seção Regional do INPI em Pernambuco

< voltar para home