Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Espaços culturais

“50 anos sem Bandeira” resgata o universo do poeta no Espaço Pasárgada

Na última quarta (10), a abertura do evento sediado no Espaço Pasárgada contou com atividades como contação de história, acolhida brincante, concerto musical e recital em homenagem a Manuel Bandeira, além de feirinha de livros.

Elimar Caranguejo

Elimar Caranguejo

Apreciadores de Manuel Bandeira mergulharam no universo do poeta através do evento “50 anos sem Bandeira”, do Espaço Pasárgada.

Por Camila Estephania

A última quarta-feira (10), no Espaço Pasárgada, foi dia de matar a saudade do poeta Manuel Bandeira, cuja morte completa cinco décadas no dia 13 de outubro. O Equipamento Cultural montou uma programação especial para o evento “50 anos sem Bandeira”, que se estende até esta quinta-feira (11), com a proposta de celebrar a vida e obra do escritor entre crianças, adolescentes e adultos.

A primeira noite foi aberta pela fala da Secretária de Cultura de Pernambuco, Antonieta Trindade, que destacou a necessidade de trazer público e artistas para o Espaço, onde o poeta viveu sua infância. “São 50 anos sem um dos maiores poetas pernambucanos, por isso essa atividade é tão importante. O esforço da Fundarpe e da Coordenação aqui do Espaço Pasárgada para realizar essas atividades engradecem muito esse trabalho que busca perpetuar a obra de Bandeira e ajudam a dinamizar essa casa que é um patrimônio importante da nossa cultura e da nossa história. Por isso, ainda vamos construir mais ações para festejar também o período em que o poeta esteve entre nós”, adiantou ela.

Elimar Caranguejo

Elimar Caranguejo

A Secretária de Cultura de Pernambuco, Antonieta Trindade, destacou a importância de dinamizar o Espaço.

Diante de uma plateia expressiva, a celebração continuou com o Quinteto Metais Recife, que preparou um repertório especial para reviver o universo de Manuel Bandeira. Compositores que eram apreciados pelo escritor, como Bach, Mozart e Haydn, deram vida aos instrumentos de sopro, que também se dedicaram a peças da música popular brasileira e pernambucana, como “Aboio de Vaqueiros”, de Dimas Sedícias, “Lucinha no Frevo”, de Maestro Duda, e o dobrado “Barão do Rio Branco”.

“Nós utilizamos o Espaço Pasárgada para alguns ensaios e masterclases por conta de uma parceria entre o equipamento e o ETE de Criatividade Musical, onde sou professor. Para nós é um prazer retribuir com essa apresentação”, comentou o trombonista Jorge Guerra, na ocasião, ao elogiar a ideia de movimentar o endereço com cada vez mais atividades culturais.

Elimar Caranguejo

Elimar Caranguejo

O Quinteto Metais Recife lembrou de compositores apreciados pelo escritor pernambucano.

Os gostos musicais de Bandeira também foram lembrando no projeto “Bandeira de Canções”, do músico Lucas Oliveira, que ainda lembrou compositores como Chopin e Shumann no violão. Porém, o trabalho se dedicou, principalmente, a explorar a musicalidade da própria poesia do escritor, relembrando poemas seus já musicados, como “Baladinha Arcaica”, em versão do próprio Lucas Oliveira, “O Rei das Sereias”, em versão de Dorival Caymmi, e “Brisa”, em versão de Paquito, já gravada por Maria Bethânia.

“O papel dele enquanto poeta vai além do erudito e do popular. Ele escreve de uma maneira que todo mundo se agrada. A simplicidade da poesia dele e seu classicismo proporcionavam isso. Ele conseguia se comunicar com qualquer pessoa e esse recital mostra um pouco isso”, observou Lucas, na ocasião, ao falar da popularidade do Bandeira.

Elimar Caranguejo

Elimar Caranguejo

Lucas Oliveira explorou a musicalidade dos textos de Manoel Bandeira.

Enquanto os músicos se apresentavam, o pátio do Espaço também contou com a feirinha de livros MOPI (Mostra de Publicações Independentes) para que os amantes de literatura presentes também pudessem conhecer novos escritores pernambucanos. “A gente percebe que os formatos velhos não dialogam tanto com a gente, então, sempre fazemos livro que conta também com uma performance, dentre outras coisas. Como aqui é uma casa de literatura, a gente tem que ocupar esse espaço. A maior parte dos que participam na MOPI são autores escritores que estão empoderando o próprio discurso, porque são textos publicados sem filtro”, explicou o escritor Fred Caju.

Mais cedo também foi inaugurado o painel “50 anos sem Bandeira”, assinado pelo artista plástico Toni Braga. No mesmo dia, pela manhã, o espaço se direcionou ao público infantil com a contação de histórias da escritora Suzane Morais para crianças do Projeto Samuel. À tarde, Camem Lúcia Bandeira e Daniel Pereira, da Biblioteca Nascedouro, realizaram a acolhida brincante “Cai cai balão” em que apresentaram a poesia da Bandeira aos alunos da Escola Ana Rosa. “É muito importante que as crianças conheçam os poetas da sua cidade, e Manuel Bandeira é uma referência da memória afetiva do Recife”, frisou Carmem.

Jan Ribeiro

Jan Ribeiro

Pela manhã e à tarde, o Espaço contou com uma programação infantil, como a contação de história de Suzane Morais

< voltar para home