Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Espaços culturais

A primeira edição do Café em Pasárgada em Garanhuns agrada o público local

Ana Carolina Vasconcelos

Ana Carolina Vasconcelos

O Café em Pasárgada foi sucesso de público em todos os dias na sua primeira edição no FIG

Os fãs do poeta Manuel Bandeira estão sendo agraciados no Festival de Inverno de Garanhuns, pela primeira vez, com o projeto Café em Pasárgada, aberto ao público desde o início do festival na livraria e cafeteria Casa Café. Já consolidado em Recife como parte do calendário de atividades fixas do Espaço Pasárgada, que funciona na antiga Casa de Manuel Bandeira, a ação chegou a Garanhuns para divulgar a obra do poeta pernambucano e valorizar a poesia.

“Nós achamos que a missão de divulgar a poesia de Manuel Bandeira deveria transpor os portões do equipamento, e achamos que o Festival seria melhor oportunidade para isso. E foi exatamente o que aconteceu: o sucesso de público nos surpreendeu. Contamos com aproximadamente duzentas pessoas por dia”, comemora Marília Mendes, coordenadora do Espaço Pasárgada, que afirmou também receber pedidos para que o projeto aconteça na cidade durante todo o ano, confirmando a boa receptividade do público local.

Ana Carolina Vasconcelos

Ana Carolina Vasconcelos

A pequena Sophia, de São Bento do Una, recitou o poema “Porquinho da Índia”, de Manuel Bandeira

Os atores Marcos Freitas, Julierme Galindo, Duvenni Pessoa e Valéria Santos foram os responsáveis, todas os finais de tarde, por esquentar o microfone do espaço com recitação de poesias de Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Cora Coralina, Jussara Salazar, Vinícius de Moraes, dentre outros. Um dado especial é que Marcos Freitas, um dos maiores nomes do teatro de Garanhuns, já estava afastado dos palcos há quatro anos por problemas de saúde, e fez o seu retorno no Café em Pasárgada. Julierme, Duvenni Pessoa e Valéria Santos são integrantes do coletivo garanhuense Azimute, que também se apresentou no FIG com a peça “O Boi Aruá”, com contos adaptados do escritor Luiz Jardim.

Para Julierme, a experiência de recitar as poesias para o público do café foi “algo muito novo e fascinante. Apaixonante até, por conta de ser um espaço que não é exatamente apropriado, mas acaba sendo porque o ator começa a seduzir o público e o torna. Começo a perceber que as pessoas vão ficando tão envolvidas que o café começa a esfriar”. Depois da apresentação dos atores, o microfone aberto recebeu poetas da região, pessoas comuns e até crianças.

Hoje é o último dia para aproveitar o friozinho de Garanhuns, beber um café e ouvir, e quem sabe recitar, poesia. A partir das 16h, na Casa Café, na avenida Rui Barbosa. Às 20h tem sessão do filme “Ervilha da Fantasia – Uma Ópera Paulo Leminskiana (documentário, 1985).

< voltar para home