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Espaços culturais

Encontro de Museus Indígenas em Pernambuco inicia programação no MEPE e na UFPE

4ª edição do evento é marcada pela internacionalização do debate, com participação da equipe do Museu Nacional de História Natural de Paris. O secretário de Cultura, Gilberto Freyre Neto, e a diretora do MEPE, Margot Monteiro, integraram mesa de abertura

Fernando Figueiroa

Fernando Figueiroa

Os pankararus mediarão oficina no Museu do Estado de Pernambuco na terça-feira (6/8)

Começou, nesta segunda-feira (5), o 4º Encontro de Museus Indígenas em Pernambuco, com programação dividida entre o Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), equipamento cultural gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe, e o auditório da Biblioteca Central da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O encontro, que segue até sexta-feira (9), reúne indígenas de vários povos, pesquisadores, gestores públicos, profissionais, estudantes, militantes e outros interessados no debate a respeito de ações em torno da gestão de coleções etnográficas e acervos de instituições museológicas. Neste ano, o diálogo ganha a contribuição de investigadores de museus e universidades vinculados ao Institut de Recherche pour le Développement (França).

A mesa de abertura do evento foi composta pelo secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto, e pela diretora do MEPE, Margot Monteiro, além de Silvana Meireles, secretária-executiva de Cultura do Estado de Pernambuco, Ernani Carvalho, da Pró-Reitoria de Pesquisa da UFPE, José Ronaldo França de Siqueira, da Rede Indígena de Memória e Museologia Social, Marion Fanjat, representante do Instituto França-Brasil, e Fabienne de Pierrebourg, do Musée du Quai Branly, Paris. A coordenação da mesa ficou por conta de Renato Athias, do Departamento de Antropologia e Museologia da UFPE.

Os profissionais franceses que participam do encontro integram o grupo de pesquisa Patrimônios Locais de Governança, baseado no museu que é vinculado ao Institut de Recherche pour le Développement. Participarão dos debates representantes da Universitè Paris III, Sorbonne e Museu Nacional de História Natural. “Sempre organizamos projetos e recebemos pesquisadores de vários países. Nossa coleção é uma das mais importantes do país e este encontro está marcando um grande momento para nós”, afirmou Margot Monteiro.

A programação está dividida em duas etapas. Na primeira, até a quarta-feira (7), no MEPE, está prevista a segunda edição das oficinas COLAM (Coleções dos Outros e Memórias de Encontros: Objetos Etnográficos, Plantas e Narrativas). Serão cinco oficinas, cada uma delas mediada por um representante de um povo indígena: Tikuna, Pankararu, Tremembé, Ka’apor e Rankokamekrá. O encerramento, mediado por Renato Athias e Margot Monteiro, trará a divulgação dos resultados preliminares e apresentação das principais discussões dos encontros. Na segunda fase do encontro, haverá quatro mesas de debates, com encerramento na sexta-feira (9) à tarde, na UFPE.

Serviço
4º Encontro de Museus Indígenas em Pernambuco
5 a 7 de agosto: Museu do Estado de Pernambuco (Avenida Rui Barbosa, 960, Graças, Recife)
8 e 9 de agosto: Biblioteca Central da UFPE (Av. Reitor Joaquim Amazonas – Cidade Universitária, Recife)

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