Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Espaços culturais

Estação Central Capiba celebra 130 anos com lançamento de catálogo e apresentação musical

As comemorações acontecerão no domingo (9), a partir das 11h. O acesso é gratuito

Costa Neto

Costa Neto

A Estação Central Capiba – Museu do Trem foi inaugurada em dezembro de 2014

A Secult-PE/Fundarpe promoverá no próximo domingo (9), a partir das 11h, uma série de atividades para celebrar os 130 da Estação Central do Recife - que foi inaugurada em 1º de Novembro de 1888 pela Estrada de Ferro Recife a Caruaru (posterior Estrada de Ferro Central de Pernambuco), arrendada à Great Western of Brazil Railway no início do século XX. A primeira delas é o lançamento do catálogo digital do Museu do Trem que, com projeto gráfico e diagramação do designer Íkaro Santiago, apresenta um histórico da estação e a trajetória do museu, incluindo uma linha do tempo dos quatro anos de funcionamento do espaço, desde que ele foi reinaugurado. “A Estação Central do Recife ligava diversos bairros, cidades e estados à capital pernambucana. De forma que a memória que hoje o lugar abriga não é apenas física, mas também simbólica e afetiva. É, sem dúvidas, um dos mais importantes monumentos do patrimônio ferroviário brasileiro e um equipamento cultural que deve ser alvo de constantes ações de políticas públicas de preservação e salvaguarda de sua memória”, conta a presidente da Fundarpe, Márcia Souto.

Para a gestora do Museu do Trem, Márcia Chamixaes, “a ideia do lançamento catálogo é deixar as ações do espaço documentadas numa publicação mais duradoura e mostrar que o museu mantém-se ativo e de portas abertas para os visitantes”. A publicação impressa será distribuída posteriormente entre instituições museológicas e ligadas à área de preservação e memória em nosso Estado.

Além do lançamento do catálogo, nesse mesmo dia, haverá a culminância do Circuito do Estilo Arquitetônico do Ferro no Recife, que, a partir do Cais da Alfândega, circulará pelos Bairros de Santo Antônio e São José, com visitas ao Mercado de São José, à Casa da Cultura e ao Museu do Trem, onde os 120 participantes serão ciceronizados pelo educativo do espaço e poderão conhecer a exposição fixa Chegadas e Partidas, que reconstrói a memória ferroviária de Pernambuco. A iniciativa faz parte do projeto Caminhadas Domingueiras, comandado pelo arquiteto e consultor Francisco Cunha. Ao final da visita guiada, os visitantes poderão se confraternizar na área externa da estação, ao som do Discotecário em Vinil, comandado pelo DJ Maurício Reynaldo, que tem um repertório baseado em jazz e MPB.

Divulgação

Divulgação

Luiz Kleber Queiroz & Rachel Casado comandarão a apresentação do projeto Relicários: memórias do som

Paralelamente à visitação do grupo Caminhadas Domingueiras, haverá a última apresentação do projeto Relicários: memórias do som, às 11h. Dessa vez, quem comanda o projeto, que conta com incentivo do Governo do Estado, por meio dos recursos do Funcultura, é o duo Luiz Kleber Queiroz & Rachel Casado, ele na voz, ela no piano. Juntos, os músicos vão mostrar algumas canções brasileiras com temática sobrenatural, como pontos de Jurema, lendas indígenas e cantos assombrados; e uma segunda parte voltada para o repertório operístico, com árias de compositores do período romântico, como Antônio Carlos Gomes, Giuseppe Verdi e Amilcare Ponchielli. Os ingressos custam R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia-entrada), com renda revertida para o Lar Fabiano de Cristo.

“Domingo será um dia muito especial para todos nós que compomos a equipe Estação Central Capiba/Museu do Trem, pois, além de comemorar os 130 anos da estação, iremos celebrar também os quatro anos da reinauguração dela, que é um grande patrimônio do povo pernambucano”, diz Chamixaes.

Estação Central do Recife - Em 1858 foi inaugurada a primeira ferrovia de Pernambuco, a Recife and São Francisco Railway. Quase trinta anos depois, a Great Western inaugurou a Estrada de Ferro Recife ao Limoeiro em 1881. Quatro anos depois, em 1885, ocorre a inauguração da Estrada de Ferro Recife a Caruaru (trecho Recife – Jaboatão), onde em 1888 inaugurou-se a Estação Central. Esta construção fica à esquerda do rio Capibaribe e defronte da atual Casa da Cultura, na rua Floriano Peixoto, situada no bairro de São José, no Recife. A Estação Central, a partir do início do século XX, passou a ser a principal estação ferroviária da capital, tornando-se ponto de partida para todas as principais ferrovias de Pernambuco.

Na fachada do prédio é possível se observar dois torreões e, sobre eles, quatro águias de bronze de asas abertas. No meio da fachada, há um relógio com uma moldura artística. E, na entrada, pode-se ver quatro coroas de metal, onde estão gravados alguns símbolos e os seguintes nomes: Viollet-le-Duc / W. Young / F. Schimidt / Polonceau.

A Estação Central foi arrendada à Great Western of Brazil Railway Company, de Alagoas até o Rio Grande do Norte. Partindo da Estação Central, as pessoas podiam chegar em diversos pontos do Nordeste do Brasil, tais como o sertão do Cariri, no Ceará; Campina Grande, na Paraíba; as caatingas do Pajeú, em Pernambuco; ou às margens do rio São Francisco, em Alagoas.

Com o passar dos tempos, os trens se tornaram obsoletos e a sua rede de serviços não mais conseguia atender à demanda da população. Foi o começo da implantação do metrô de superfície do Recife – o METROREC – cujo primeiro trecho seria inaugurado em 1985. A antiga Estação se tornaria, então, a porta de entrada para esse meio de transporte moderno. Atualmente, a Estação Central abriga a sede da Estação Central Capiba/Museu do Trem, que foi criado no ano de 1972 e teve como patrono o sociólogo Gilberto Freyre.

No espaço, o público pode conferir a exposição Chegada e Partida – A Memória do Trem em Pernambuco que, com curadoria do museólogo Aluízio Câmara, reconstrói parte da memória ferroviária de Pernambuco, o que inclui inovações tecnológicas, com ênfase na Revolução Industrial, a qual trouxe mudanças significativas nas relações econômicas, sociais, culturais, entre outras. A mostra também aborda todo o imaginário que envolve as ferrovias, como a relação tempo/espaço, passado/presente, os sons que envolvem essas mudanças no cotidiano das cidades, como o apito do trem, os sinos da estação, e toda uma visão poética que remete aos trens. O projeto reúne mais de 500 peças sobre a memória ferroviária pernambucana, como cadeiras, bilheterias, carimbadores, sinalizadores, apitos, relógios, além de fotografias, cartazes, textos e diversos outros aparelhos relacionados no contexto do trem.

Serviço
130 anos da Estação Central Capiba/Museu do Trem
Quando: 9/12 (domingo), às 11h
Onde: Estação Central Capiba/Museu do Trem (R. Floriano Peixoto, s/n – São José, Recife – PE)
Acesso gratuito

< voltar para home