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Espaços culturais

“PARATODOS” chega aos cinemas e às escolas públicas de Pernambuco

Filme, que objetiva estimular o diálogo sobre inclusão e acessibilidade da pessoa com deficiência em ambientes de formação, será exibido nesta segunda-feira (6), numa sessão especial no Cinema São Luiz, às 14h

Gareth Copley/Getty Images

Gareth Copley/Getty Images

Alan Fonteles, campeão em Londres 2012, é um dos destaques de “PARATODOS”

O filme PARATODOS acompanha o cotidiano de quatro equipes de atletas paralímpicos brasileiros nos duros treinamentos e principais competições, registrando com sensibilidade o dia a dia desses grupos na luta por vitórias, recordes e medalhas. Esses atletas levantam e emocionam plateias mundo afora, mas principalmente despertam para um tema urgente: a necessidade de ampliar o diálogo sobre inclusão e acessibilidade da pessoa com deficiência na sociedade brasileira.

Dirigido por Marcelo Mesquita e roteirizado por Peppe Siffredi, da Sala 12 Filmes, o filme será lançado no início de junho, simultaneamente em circuito comercial nos cinemas e em sessões especiais para as comunidades escolares. Em Pernambuco, conta com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura, Fundarpe, Secretaria Estadual de Educação e Secretaria de Educação do Recife. Será realizada uma sessão especial acessível, no Cinema São Luís, no Recife, dia 6 de junho (segunda-feira), às 14h, só para estudantes e convidados.

Da Rede Estadual, estarão presentes 400 estudantes de quatro escolas: Escola de Referência em Ensino Médio Ginásio Pernambucano (Aurora), Escola de Referência em Ensino Médio Sizenando Silveira, Escola de Referência em Ensino Médio Porto Digital, e Escola Técnica Estadual Prof. Agamenon Magalhães (Etepam).

Da Rede Municipal estarão presentes 450 convidados dentre estudantes, professores, gestores das escolas, E.M. Pedro Augusto, E.M. João Alfredo, E.M. Antônio Heráclio,E.M. Olindina Monteiro,E.M. Paulo Vi,E.M. Jonatas Braga,E.M. Nadir Colaço,E.M. Aderbal Galvão,E.M. Nilo Pereira, E.M. São Cristovão,E.M. Gilberto Freyre,E.M. Arq Alexandre Muniz,E.M. Arraial Novo,E.M. Divino Espírito Santo,E.M. Iputinga,E.M. João XXIII,E.M. Dom Bosco,E.M. Hugo Gerdau,E.M. De Tejipió,E.M. Cícero Franklin,E.M. Karla Patrícia,E.M. Oswaldo Lima Filho,E.M. Vila Sésamo e da Efaer além decerca de 20 atletas paralímpicos.

O diretor Marcelo Mesquita conta que cansou de fazer cinema para pouca gente e então criou esse projeto de levar o cinema para as escolas, e as escolas para o cinema.“Nós abraçamos o projeto com muito carinho, pois está no direcionamento de nossa política pública, hoje um diálogo cada vez mais próximo e próspero da cultura com a educação”, avalia a vice-presidente da Fundarpe Antonieta Trindade. Em sua opinião, a ideia do circuito nas escolas também é tornar o filme acessível a todos, e ampliar a visibilidade dos atletas paralímpicos. O esporte, seja ele de alto rendimento ou lazer, permite uma abordagem mais ampla, que vai desde mobilidade urbana até acesso à educação e cultura no Brasil.

O filme garante acessibilidade por meio da tradução em libras, legenda e audiodescrição. Para tanto, serão disponibilizados ao público 25 aparelhos para este fim. Após a exibição, será realizado um debate com a presença do diretor do filme Marcelo Mesquita, dos atletas paralímpicos, dentre eles, Luiz Silva (paratleta de natação), e da comunidade escolar.

Ao assistir pela primeira vez a uma Paralimpíada, Londres 2012, o diretor Marcelo Mesquita, fanático por esportes, “tomou um susto” ao ver Alan Fonteles, 21 anos, brasileiro do Pará, vencer o maior atleta paralímpico da história, Oscar Pistorius. Após o feito, vieram os questionamentos: Quem é ele? Como ele corre sem as duas pernas? Como ele pode ser tão rápido? Como tem tanta gente neste estádio se as Olimpíadas já acabaram? Como um brasileiro venceu o maior de todos? O Brasil é uma potência paralímpica, como assim? E a principal questão: “Como eu não sei responder a nenhuma destas questões?”.

Com esta motivação surgia PARATODOS, um filme que parte do esporte para abordar questões humanas. Nos treinos, em competições, sob pressão, nas derrotas, nas vitórias, revela-se a verdadeira personalidade e os conflitos dos indivíduos retratados, e eles são comuns a todos. O filme foge do lugar comum da superação da deficiência para abordar problemáticas como egotrips, autoestima, esperança, bullying, perfeccionismo, companheirismo. É um filme de esporte em que nem todos vencem; um filme sobre pessoas com deficiência que possui tensão, humor, emoção; um filme sobre um Brasil que dá certo, que vence, que dá espetáculo.

Busca-se também através deste documentário, que antecede a primeira Paralímpiada a ser realizada na América do Sul, trazer o debate sobre a inclusão à tona, colaborando na luta por um país mais acessível, justo e inclusivo.

Distribuição do filme em escolas públicas
O projeto de distribuição diferenciado do PARATODOS em escolas públicas foi desenvolvido pela Sala 12 Filmes, em parceria com a Taturana Mobilização Social, e patrocinado pela Caixa Cultural. Tem como objetivo fortalecer o diálogo sobre educação inclusiva e acessibilidade integrando a rede pública de ensino a um circuito cultural mais amplo, por meio do cinema.

O filme é acompanhando de um material complementar produzido em parceria com as organizações da sociedade civil: Ação Educativa, APAE-SP, Coletivxs, Fórum Permanente de Educação Inclusiva, Instituto Mara Gabrilli, Instituto Rodrigo Mendes, Mais Diferenças, que poderá ser acessado online pelo site do projeto.

Docentes e outros atores das redes públicas de ensino são convidados para serem protagonistas nesse lançamento conjunto, e podem inspirar muitas conversas e diálogos.

Serviço
Exibição do filme PARATODOS
Quando: 6/6 (segunda-feira), às 14h
Onde: Cinema São Luiz (Loja 02 – R. da Aurora, 175 – Boa Vista, Recife – PE)
Acesso gratuito para convidados e alunos da rede pública

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