Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Espaços culturais

Teatro Arraial comemora 20 anos com maratona de espetáculos gratuitos

As comemorações começam na terça-feira (28) e seguem até o dia 30/11

Divulgação

Divulgação

Ao longo da próxima semana serão encenados três espetáculos no Teatro Arraial Ariano Suassuna

Fundado em 1997, o Teatro Arraial Ariano Suassuna celebra 20 anos, com uma maratona de espetáculos gratuitos na próxima semana. Serão três montagens, em três dias de comemorações: no dia 28/11, às 19h, cerimônia solene de abertura e encenação de Amor, segundo as Mulheres de Xangô (Maria Paula Costa Rêgo); no dia 29/11, às 15h, encenação de DORalice (Cia. 2 em Cena); no dia 30/11, às 19h, encenação de Em Nome do Pai (REC Produtores).

Instalado no coração da cidade, na Rua da Aurora e às margens do Capibaribe, o Teatro Arraial, gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe, é um dos equipamentos culturais mais movimentados e plurais do Estado. Além de espetáculos de teatro, circo e dança, o espaço é palco de apresentações musicais, festivais, palestras e lançamentos de livro. “As pautas do Arraial são concorridíssimas. Isso é um reflexo da nossa política de ocupação do teatro, que permite não só a formação de plateia, como também garante aos produtores, grupos e artistas pernambucanos um espaço aberto e democrático para apresentarem/encenarem suas produções”, conta a presidente da Fundarpe, Márcia Souto.

Costa Neto/Cultura.PE

Costa Neto/Cultura.PE

A presidente da Fundarpe, Márcia Souto, destaca que o Teatro Arraial é um equipamento democrático e aberto ao artistas e à cultura pernambucana

Segundo a gestora, as comemorações celebram também o legado do mestre Ariano Suassuna, criador e fundador do espaço que, durante sua gestão à frente da Secretaria de Cultura de Pernambuco, decidiu criar um local que não só abrigasse “documentos e burocracia”, mas fosse aberto à gente pernambucana. Em 1997, completava-se cem anos da Guerra de Canudos, considerado por muitos historiadores como o maior massacre em território nacional, que dizimou mais de 20 mil sertanejos dessa comunidade do interior da Bahia, chefiada por Antônio Conselheiro. “Ariano disse por muitas vezes que ‘quem não entendesse Canudos, não entenderia o Brasil’ e, no fundo, acredito que, ao dá esse nome ao teatro, ele queria celebrar a bravura do povo brasileiro que, apesar de tudo, sempre resiste”, diz Márcia Souto.

Ricardo Moura/Cultura.PE

Ricardo Moura/Cultura.PE

Ariano Suassuna foi quem idealizou e fundou o equipamento cultural

Sob a encomenda do próprio Ariano, o artista plástico Manuel Dantas Suassuna, que é por sua vez seu filho, criou desenhos de Antônio Conselheiro e de Maria Vilanova que ilustram dois vitrais do teatro. No Arraial, Ariano comandou vários cursos, como O Universo das Artes e a Cultura Brasileira, e apresentou várias de suas célebres aulas-espetáculos. A última delas foi no dia 29/04/2013. Em sua derradeira apresentação, o dramaturgo recitou textos de Carlos Pena Filho e Manuel Bandeira e, ao lembrar do poema Vou-me embora pra  Pasárgada, foi além: O que não tenho e desejo/ é o que melhor me enriquece. “Consciente da grandeza de sua obra, Ariano sabia que o seu legado para cultura de nosso país permaneceria para sempre entre nós”, diz o gerente de equipamentos culturais da Fundarpe, André Brasileiro.

Para ele, a programação pensada para comemorar as duas décadas do Teatro Arraial coaduna-se com os ideais e os pensamentos do mestre do Movimento Armorial (arte que se propõe ser brasileira e ao mesmo tempo erudita, ligada às tais raízes populares de nossa cultura e, ao mesmo tempo, universal). “Ariano era um defensor incansável da nossa cultura. Ter a bailarina Maria Paula Costa Rêgo, uma de suas discípulas e criadora do Grial, em nosso palco neste momento é um jeito de perpetuar/celebrar sua obra”, ressalta Brasileiro.

Confira abaixo os espetáculos que ficarão em cartaz no Teatro Arraial Ariano Suassuna, nos dias 28, 29 e 30/11. O acesso é gratuito.

Divulgação

Divulgação

Amor, segundo as Mulheres de Xangô

Sinopse: Espetáculo que se banha nas raízes afro-brasileiras. No cerne da criação estão os mitos negros e sua musicalidade ímpar, na busca por uma contemporaneidade negra tapuia. Nas bordas e no “entre” desta brincadeira coreográfica, temos o terreiro popular revisitado. Não se quer espetáculo de demonstração ritualística, mas de construção contemporânea. Se define autônomo pela sua carga de pensamento e visão de mundo, poesia afro-brasileira. Em cena, três disputas pelo mesmo AMOR, três maneiras de amar, três maneiras de se doar. Nossa potente e bela mitologia brasileira, nos apontando um mundo que gira em torno do poder e da sedução.
Quando: 28/11, terça-feira, às 19h30
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE)

André Ramos/Divulgação

André Ramos/Divulgação

DORalice

Sinopse: Brincadeira de casinha e comidinha com Cidinha, a boneca preferida de Alice. A menina também brinca com um amiguinho de pique esconde, pega-pega, amarelinha. Alice e as histórias do Pai e os cuidados da Mainha. Tudo é brincadeira na vida da menina, até que um dia uma mão malvada invade a casinha de Cidinha e tudo muda na vida de Alice. O espetáculo não usa palavras para contar esta história…
Quando: 29/11, quarta-feira, às 15h
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE)

Zé Barbosa/Divulgação

Zé Barbosa/Divulgação

Em Nome do Pai

Sinopse: Em Nome do Pai reacende o debate sobre a valorização do texto, resgatando a importância do literário no teatro. No palco, pai e filho se enfrentam num embate psíquico desgastado pelo conhecimento vulgarizado de que as relações afetivas se estabelecem, logo após a morte do principal elo entre os dois: a mulher – esposa e mãe. Os sentimentos de amor, raiva, solidariedade e repulsa estão misturados sob a dor dessa perda avassaladora.
Quando: 30/11, quinta-feira, às 19h
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (R. da Aurora, 457 – Boa Vista, Recife – PE)

< voltar para home