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Festival de Inverno

Cena da música independente tem encontro de peso no Palco Pop do FIG

Primeira noite do polo contou com shows empolgantes de Barro, Zé da Flauta e Curumim, que lançou na ocasião o disco 'Boca'

Jorge Farias/Secult-PE

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Curumin aproveitou o show no FIG 2017 para apresentar seu novo disco ‘Boca’

 Por Marcus Iglesias

A primeira noite do Palco Pop do FIG 2017, nesta terça (25), levou uma multidão para conferir de perto alguns dos mais importantes nomes da atual cena musical independente. Além da Banda Gold Hits, que abriu a programação, as atrações Barro, Zé da Flauta e Curumim puderam apresentar no palco do festival seus mais recentes trabalhos, além de contar com o calor humano da plateia, que não fez feio e participou ativamente dos shows.

Jorge Farias/Secult-PE

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Vários fãs cantaram junto a Barro as músicas do disco ‘Miocárdio’, lançado em 2016

Barro, pela primeira vez no Agreste e no Festival de Inverno de Garanhuns, se surpreendeu com a reação do público quando subiu ao palco. Com Arranjos que flertam com o pop sessentista e com a música eletrônica, Miocárdio (2016, Independente) se tornou rapidamente um fenômeno na música pernambucana. ”Foi bem surpreendente ver as pessoas cantando e vibrando. Deu pra dar uma esquentada boa com o calor humano. Foi bem emocionante pra mim, vou guardar essa sensação pra sempre”, comenta Barro, que tocou durante o show as nove músicas do seu disco. “Conseguir fazer parte do FIG é uma realização de um sonho. Toquei aqui nele há 14 anos, também no Palco Pop. O FIG tem uma magia, uma energia muito especial”. 

Jorge Farias/Secult-PE

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Zé da Flauta apresentou o projeto Psicoativo pela primeira nos palcos do FIG

Psicoativo é o primeiro álbum solo da carreira do músico, produtor e compositor pernambucano José Vasconcelos de Oliveira, o Zé da Flauta. Produzido desde 2013, gravado em 2015 e lançado em 2016, o álbum alinha nove temas terminados com o sufixo mente. “Uma delas é Nanáturalmente, que eu fiz para homenagear o meu amigo Naná Vasconcelos, que participou das gravações da música – inclusive foi a última que ele participou. O Psicoativo é uma homenagem que eu faço às mentes criativas. Toda criação, queira ou não queira, fumando ou não fumando, ela é psicoativa, porque a arte é a mistura da inspiração, uma atitude altamente psíquica, com a transpiração, que é a força, a atividade”, explica Zé da Flauta, que quase todo ano está pelo FIG tocando ou produzindo alguém, mas pela primeira vez apresentou seu trabalho solo.

Jorge Farias/Secult-PE

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Baterista e cantor, Curumin coloca seu instrumento no protagonismo da apresentação

Curumin foi a grande atração da noite, quando o Palco Pop ficou apertado para receber o lançamento do seu quarto disco, Boca (2017), no qual ele investe fortemente na sonoridade eletrônica e no caos do baixo e bateria. Mas para delírio dos fãs que ainda não decoraram as letras das novas músicas, canções de outros discos, como o Achados e perdidos (2005), Japan pop show (2008) e Arrocha (2012) não ficaram de fora da apresentação.

Jorge Farias/Secult-PE

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Público lotou o Palpo Pop do FIG 2017 nesta terça (25)

O mapa de palco de Curumin, por si só, já surpreende o expectador. Baterista e cantor, ele coloca seu instrumento no protagonismo da apresentação – em contrapartida ao não destaque usualmente dado aos bateristas. Durante todo o show, a plateia se mostrou afinada com o artista, cantando em alto e bom som as canções do novo disco e clássicos como Vem Menina, Compacto, Caixa Preta e Vestido de Prata.

 

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