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Festival de Inverno

Diversidade cultural pernambucana marca abertura do Palco Ariano Suassuna

Frevo, coco, maracatu, xaxado e ciranda foram algumas das expressões da cultura popular de Pernambuco presentes na abertura do palco

Por: Xavana Celesnah

Jorge Farias/Secult-PE

Jorge Farias/Secult-PE

Programação contou com apresentações de grupos de coco, cirandas e blocos líricos do estado

Por Xavana Celesnah

Nesta 27ª edição do FIG, o Palco de Cultura Popular foi rebatizado e agora se chama Palco Cultura Popular Ariano Suassuna, em honra ao escritor que foi um dos grandes representantes e defensores da cultura popular nacional, além de ser um dos homenageados do FIG deste ano. A abertura do palco aconteceu no sábado (22), com atrações de diversos ritmos tradicionais da cultura local, como o frevo, o coco, o maracatu, o xaxado e a ciranda. Embora ditos da tradição, esses ritmos ganham nova vitalidade com nomes como Adiel Luna e Coco Camará, e Mestre Bi e a Ciranda Bela Rosa, ambos jovens músicos que trazem canções originais, fortalecendo a poesia vinda do passado.

De acordo com a coordenadora de Cultura Popular da Secult-PE, Teca Carlos, um dos destaques do polo é a parceria que está sendo estabelecida com a Secretaria de Educação do Estado. “Além das atrações principais, que sobem ao palco à tarde, durante a manhã, a partir das 10h, também contamos com apresentações de grupos de dança e música de várias escolas públicas”, explica Teca.

Jorge Farias/Secult-PE

Jorge Farias/Secult-PE

O Encontro de Blocos Líricos, que chegou à sua 8ª edição, encheu de cor e vida o Palco de Cultura Popular neste sábado (22)

Na tarde de abertura, passou pelo palco o projeto Flabelos Cantantes, encontro de Blocos Líricos que chegou à 8ª edição neste ano. Sob a regência do maestro Altamir Pereira, o Bloco Lírico Flor da Lira de Olinda tocou frevos tradicionais como Evocação Nº1, de Nelson Ferreira; Último Regresso, de Getúlio Cavalcanti; e Madeira que Cupim não Rói, do mestre Capiba. Com seus estandartes e cortejos, estavam presentes os blocos Amantes das Flores de Camaragibe, Seresteiros de Salgadinho, Trovadores em Folia, Um Bloco em Poesia e o Bloco Flor da Lira de Olinda.

A ciranda também teve seu momento com a apresentação do Mestre Bi e a Ciranda Bela Rosa, que tocaram pela primeira vez no festival. Nem mesmo a garoa impediu o público de formar uma grande roda e dançar ao som da banda de Nazaré da Mata (PE). O jovem Mestre Bi, de apenas 28 anos, apresentou um repertório de músicas autorais e mostrou uma maturidade musical daquelas vistas em quem tem uma real imersão no universo dos mestres cirandeiros. ”Comecei tocando maracatu de Baque Solto e até hoje toco no Estrela Brilhante, digo que meus grandes mestres da ciranda foram João Limoeiro e Zé Galdino”, conta.

Jorge Farias/Secult-PE

Jorge Farias/Secult-PE

Participaram do encontro os blocos Amantes das Flores de Camaragibe, Seresteiros de Salgadinho, Trovadores em Folia, Um Bloco em Poesia e o Bloco Flor da Lira de Olinda.

Quando o Xaxado Cabras de Lampião, de Serra Talhada (PE), subiu ao palco, o público ficou muito emocionado e apresentação mista de música, dança e teatro mostrando a identificação do povo do cangaço com a resistência. Encerrando as atrações do palco, Adiel Luna e Coco Camará fizeram um show marcante, encantando a plateia com boa parte das músicas do disco Coco de Roda (2010). Nascido em Tiúma (PE), Adiel é considerado o único representante da renovação do coco de São João. Além de mestre de baque solto, o músico também é violeiro, cantador e cordelista. Sua banda, o grupo Coco Camará foi formada em 2002 e desde então, tem feito um resgate histórico dos coquistas, através de um som único, cheio de improvisos. Adiel, que ganhou a última edição do Iber Músicas – Programa de Fomento das Músicas ibero-Americanas, está desenvolvendo um novo disco, previsto para ser lançado no próximo ano.

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