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Edição especial do Outras Palavras debate literatura no FIG

Realizada nesta quarta (26), edição contou com a participação do escritor Paulo Gervais e do grupo NG7, ambos do Agreste de Pernambuco

Elimar Caranguejo/Secult-PE

Elimar Caranguejo/Secult-PE

Edição teve a presença da banda NG7, formada por jovens mulheres daEREM Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Capoeiras

Marcus Iglesias

Uma edição especial do Outras Palavras aconteceu nesta quarta-feira (26) na polo de literatura do FIG. Acostumado a visitar escolas da rede pública do estado, levando cultura e arte para dentro das instituições de ensino, o projeto da Secult-PE e Fundarpe integrou a programação da Praça da Palavra e recebeu a presença de dezenas de visitantes do Festival. Esta edição contou com a participação do escritor Paulo Gervais, vencedor do IV Prêmio Pernambuco de Literatura, e uma apresentação do grupo NG7, formado apenas por estudantes mulheres da EREM Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Capoeiras.

Paulo Gervais, natural de Garanhuns, venceu o IV Prêmio Pernambuco de Literatura com o livro de poesias Paulatim – Fuga em Si Menor. Ano passado, a premiação promovida pelo Governo de Pernambuco recebeu 250 inscritos. “Fui um dos cinco agraciados. Mas não é um prêmio que vai definir se sou ou não um bom escritor. Escrever é algo que nós escritores levamos muito a sério. Mas qual é o sentido prático de escrever? Não tem. Não serve pra nada. Então quem se dedica a isso e o faz é porque leva muito sério, mesmo que não sirva pra coisa alguma. É algo íntimo, pessoal, independente do outro dizer se é bom ou ruim, de ganhar ou não um prêmio. Ter isso em mente é importante na liberdade de escrever”, avalia.

Elimar Caranguejo/Secult-PE

Elimar Caranguejo/Secult-PE

Paulo Gervais, natural de Garanhuns, venceu o IV Prêmio Pernambuco de Literatura com o livro de poesias ‘Paulatim – Fuga em Si Menor’

O autor conta que o livro Paulatim – Fuga em Si Menor faz parte de uma série que o autor pretende desenvolver nos próximos anos. “Aos poucos esse personagem está sendo construído. Como ele ainda está vivo, continua nesse processo”, revelou. A jovem Sandra Melo, também de Garanhuns, parabenizou o escritor pelo ofício escolhido. “Sou uma leitora assídua, gosto de ler muito, mas não lia poesias. Isso mudou quando fui a um encontro da Sociedade dos Poetas Vivos, e lá você recitou uma sua. A partir desse dia eu nunca mais deixei de ler poesia. Muito obrigada”, disse, emocionada.

Elimar Caranguejo/Secult-PE

Elimar Caranguejo/Secult-PE

Dezenas de visitantes do FIG 2017 participaram do encontro

O mediador Marcos Lopes questionou a Paulo Gervais se o fato dele ser do interior do estado lhe dava dificuldades para divulgar seu trabalho. “Para fazer poesia eu só preciso de duas coisas: lápis e papel. E é fácil achar essas coisas por ai. A gente pode pretender até que muita gente leia, seria muito gratificante ter esse alcance. Mas qualquer leitor interessado de verdade vai atrás e produz esse encantamento presente no depoimento da Sandra. Isso é o que realmente importa”.

Na sequência, a banda NG7 realizou uma apresentação acústica na Praça da Palavra com um repertório com músicas da MPB, como Malandragem (imortalizada na voz de Cássia Eller) e Na Sua Estante (da Pitty). Criada a partir de uma ideia do professor Wagner Souza, que dá aula de Música no EREM Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a ideia surgiu com a tentativa de oportunizar às jovens que trabalhem seu protagonismo artístico. “O ensino da música na escola é de grande importância para o desenvolvimento dos jovens como cidadãos. Quem trabalha com musica desenvolve mais a sensibilidade, e a gente trabalha neste sentido, colocando-as no centro do debate”, explica o professor.

Elimar Caranguejo/Secult-PE

Elimar Caranguejo/Secult-PE

NG7 realizou uma apresentação acústica na Praça da Palavra com um repertório com músicas da MPB, como Malandragem (imortalizada na voz de Cássia Eller) e Na Sua Estante (da Pitty)

Yasmin Maria, baterista da NG7, conta que a banda surgiu como um propósito de diversão e que está na sua terceira versão. “Acabamos levando a sério e estamos estudando música de uma forma profissional. Eu, por exemplo, passei num intercâmbio e vou estudar meu instrumento, a bateria, no exterior. Quem sabe eu não trabalhe com isto um dia”, questiona.

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