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Festival de Inverno

Exposições fotográficas do FIG destacam o humano e as transformações urbanas

O público pode apreciar seis exposições com temáticas diversas, na Galeria Galpão e também no Euclides Dourado

Por Clara Albuquerque

 A programação de Fotografia do 27º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) reflete bem a diversidade da cultura pernambucana. São seis ações que levam o visitante a refletir sobre a importância documental da imagem e valores estéticos, trabalhando com as essências humana e paisagística. As exposições abrem neste sábado (22), na Galeria Galpão, e vão até o dia 29, das 16h às 22h. O Parque Euclides Dourado também recebe uma atração.

Iezu Kaeru abre a programação com O Jogo da Bola em Garanhuns, que dialoga com elementos artísticos e sensoriais, como a instalação de recursos de computação física, percepção sonora, performance e ambientes imersivos. “Nós reproduzimos um campo de futebol em uma das salas que vamos ocupar utilizando materiais como totens de acrílico de 1,80 iluminados, teremos carpetes de grama pelo chão e sonoridades captadas em jogos de futebol de várias comunidades do Recife que visitamos. O objetivo do projeto, que busca dialogar com o espaço físico, é transportar o visitante para uma partida de futebol”, explica Iezu.

Iezu Kaeru

Iezu Kaeru

O Jogo da Bola visita Garanhuns

Em parceria com o fotógrafo mineiro Eustáquio Neves, Iezu idealizou o projeto que agrega a participação de mais de 20 comunidades no Recife, a exemplo da Ilha do Maruim, Jardim Brasil, Totó, Santo Amaro e Coque. Várias partidas de futebol feminino e masculino foram registradas. A outra sala de ocupação da exposição traz alguns jogos, como uma mesa de totó e um fliperama para o visitante jogar. Também expõe as camisas dos times fotografados, em uma ambientação onde o visitante pode registrar o momento por meio de uma foto e postar nas redes sociais com a hashtag #ojogodabola. Fotos em parceria com os jogadores das partidas serão expostas neste local e um texto de Moacir dos Anjos. Durante a exposição, haverá o sorteio de um catálogo.

Caíque Cunha

Caíque Cunha

Caíque Cunha traz ‘Williamsburg’ para a Galeria Galpão

Outro destaque da programação vai para Caíque Cunha com Williamsburg: Paisagem em transformação. A exposição apresenta uma síntese visual da paisagem humana, arquitetônica e urbana de Williamsburg, região do Brooklin em Nova York, resgatando a discussão entre as ambições estéticas da fotografia e sua função documental. Caíque explica a essência do projeto: “Na década de 1980, Nova York era considerada uma cidade violenta. Por meio de uma intervenção política, ela sofreu uma reestruturação urbana e a consequência disso foi o processo que levou pessoas menos favorecidas a migrarem para regiões vizinhas, o que tornou a cidade muito cara. Através de um fenômeno chamado gentrificação, ocorreu o enobrecimento de algumas áreas e o empobrecimento de outras. Williamsburg passa por essa transformação. O lugar, que era reconhecido por prédios baixos, galpões e empresas, ganhou investimento e algumas pessoas se mudaram de lá para regiões periféricas”, explica o fotógrafo.

 Williamsburg foi fotografada de 2013 a 2016 por Caíque. “Começou como uma brincadeira, só para treinar e, depois, se transformou num projeto. São retratos urbanos. Eu acho que as ruas contam tantas histórias! Então, a intenção é registrar essas histórias e levar a muita gente que não teria acesso se não fosse pelo olhar de um fotógrafo. Estou muito feliz em participar do FIG, especialmente, porque tenho muita vontade de conhecer Garanhuns”, diz ele. Williamsburg: Paisagem em transformação tem curadoria de Rodrigo Santana e produção de Valério Lira (Studio Rico). A exposição já passou por Nova York e Rio de Janeiro. Depois de Garanhuns, visitará João Pessoa, Fortaleza e Juiz de Fora.

O assessor de Fotografia da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult/PE), Jarbas Araújo Júnior, afirma que a programação deste ano traz um recorte bem estimulante para discussão. “Esta seleção acentua a importância do olhar do fotógrafo na sua interação com o corpo, com o futebol, com o estrangeiro, com a cidade, com o retrato, enfim, com o humano”, diz ele.

João Zarai

João Zarai

‘O Olho da Graxa’ retrata os bastidores da área musical

A programação traz, ainda, O Olho da Graxa, de João Zarai, que retrata o mundo do Backstage. É um ensaio realizado com um smartphone utilizando ferramentas gratuitas que registram a movimentação e o trabalho dos profissionais da cadeia produtiva da música com traços e cores exóticas que remetem as ilustrações dos quadrinhos. O projeto Soul Eu, de Simony Rodrigues, propõe uma interação com o público. Quem tiver interesse em se ver através do olhar de Simony, vai poder fazer isso em meio a uma conversa e levar para casa um retrato com todas essas facetas corporais serão desenvolvidas durante a prosa.

Thainá Chaves

Thainá Chaves

A artista garanhuense Thainá Chaves apreenta ‘A Saga dos Invisíveis’

A Saga dos Invisíveis, de Thainá Chaves, expõe vinte fotografias em retrato preto e branco de moradores de rua e dependentes químicos acolhidos pelo Albergue Municipal de Caruaru. E a exposição Quilombola, de Costa Neto, que vai acontecer no Parque Euclides Dourado, é o resultado do registro fotográfico de duas comunidades quilombolas nas cidades de Passira (Comunidade Chã de Negros) e Pesqueira (Comunidade Negros do Osso). A proposta prevê, além da exposição de 30 fotografias coloridas em lona, atividades de interação entre a comunidade e o fotógrafo durante os dias de festival.

Costa Neto

Costa Neto

A exposição Quilombolas, de Costa Neto, está no Parque Euclides Dourado

O assistente administrativo de Fotografia da Secult/PE, André Luiz Teixeira, também, faz a sua avaliação da programação. “Este ano, conseguimos temáticas de cunho social interessantes. A programação está bem rica e com temas distintos, temos o preto e branco de Thainá e Caíque, o trabalho com cores do Iezu e o Cartoon do João”, diz ele.

Confira a programação completa de Fotografia do FIG:

FOTOGRAFIA

Galeria Galpão

De 22 a 29 de julho | 16h às 22h

Endereço: Av. Dantas Barreto, 34

EXPOSIÇÕES

O Jogo da Bola em Garanhuns

Iezu Kaeru

O tema futebol é explorado nessa exposição fotográfica intitulada “O jogo da bola”. Onde o visitante poderá apreciar, além das fotografias, diferentes recursos artísticos e sensoriais que abrangem segmentos da arte e tecnologia, como: instalação de recursos de computação física, percepção sonora, performance e ambientes imersivos.

Williamsburg: Paisagem em transformação

Caique Cunha

O projeto apresenta uma síntese visual da paisagem humana, arquitetônica e urbana de Williamsburg, resgatando a discussão entre as ambições estéticas da Fotografia e sua função documental.

O Olho da Graxa

João Zarai

Por trás das cortinas, dos mixers, dos amplificadores e dos artistas, existe o mundo do Back Stage. E quem vive lá para organizar, socorrer e manter a paz, são os Roadies, auto-apelidados de “A Graxa”. São criaturas que deixam tudo pronto para que o espetáculo aconteça.  A exposição “Olho da Graxa” é um ensaio fotográfico feito com smartphone utilizando ferramentas gratuitas que registram a movimentação e o trabalho dos profissionais da cadeia produtiva da música com traços e cores exóticas que rementem as ilustrações dos quadrinhos.

Projeto Soul Eu

Simony Rodrigues | Dia 29/7

Interação com o público no intuito de autoconhecimento, visando expor o interior de cada pessoa através do olhar da fotógrafa Simony Rodrigues, que acredita que a expressão é algo bem pessoal e tem muito a dizer. Quem tiver interesse em se ver através do olhar de Simony, vai poder fazer isso em meio a uma conversa e levar para casa um retrato com todas essas facetas corporais serão desenvolvidas durante a prosa.

A Saga dos Invisíveis

Thayná Chaves

Vinte fotografias em retrato preto e branco de moradores de rua e dependentes químicos acolhidos pelo Albergue Municipal de Caruaru. Um despertar para a conscientização social, política e cultural em relação a esses grupos.

PARQUE EUCLIDES DOURADO

Exposição QuilomBola

Costa Neto

De 22 a 29/7

A exposição QuilomBola, é o resultado do registro fotográfico de duas comunidades quilombolas nas cidades de Passira (Comunidade Chã de Negros) e Pesqueira (Comunidade Negros do Osso). A proposta prevê que além da exposição de 30 fotografias coloridas em lona, haverá atividades de interação entre a comunidade e o fotógrafo durante os dias de festival.

 

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