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Festival de Inverno

Galeria Galpão concentra ações de artes visuais durante o 27º FIG

Público poderá aproveitar a programação do espaço de 22 a 29 de julho, das 16h às 22h, numa conexão intensa e direta com outras linguagens

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Rodrigo Ramos/Secult-PE

Este ano batizado apenas de ‘Galeria Galpão’, espaço concentra as ações de artes visuais do 27º Festival de Inverno de Garanhuns

As ações de artes visuais do 27º Festival de Inverno de Garanhuns mais uma vez estarão concentradas na Galeria Galpão, que este ano faz uma conexão intensa e direta com outras linguagens, como a música e a literatura. Localizado próximo ao antigo Fórum do município (Av. Dantas Barreto, 34), de 22 a 29 de julho, o espaço funcionará das 16h às 22h, e conta este ano com uma série de ações, como exposições, performances e debates em parceria com o SESC.

De acordo com Márcio Almeida, coordenador de Artes Visuais da Secretaria de Cultura de Pernambuco, a programação da Galeria Galpão traz cinco destaques este ano. “A partir do edital, e após a avaliação e seleção dos pareceristas, a gente construiu uma programação bastante diversificada. Este ano vamos contar com três performances, duas delas ao vivo e uma que será transmitida via streaming, que é a #Tecnologiaaserviçodaorgia, de Kalor Pacheco. Neste caso, o público verá apenas a transmissão, sem interagir diretamente com a performance. Vale ressaltar que são projetos que discutem a questão de gênero e do empoderamento feminino, temas bastante atuais na sociedade”, pontua.

Reprodução/Desenho

Reprodução/Desenho

Exposição de desnhos Traços do Rio, de Artur Sgambatti e Vladmir Ospina, é o resultado de um trabalho que eles tiveram ao percorrerem todo o Rio Doce depois da tragédia de Mariana

#Tecnologiaaservicodaorgia é uma série de performances compostas por quatro obras distintas, que conversam entre si e tratam da temática da hipersexualização do corpo feminino, em especial o de mulheres negras. A série faz parte do projeto Museu das Putas, contemplado com recursos do 12º Programa Funarte de Artes Visuais no ano passado, e a performances a ser apresentada no FIG poderá ser acessadas via streaming de qualquer lugar do mundo.

As outras duas performances, apresentadas ao vivo, são Descamada, de Carol Azevedo, uma investigação do que se revela e do que se esconde nas camadas entre o público e o privado; e Distopia, do Coletivo Espectro, que em três atos procura abordar os problemas da metrópole através da criação conjunta audiovisual produzida em tempo real.

Reprodução/Site

Reprodução/Site

#Tecnologiaaservicodaorgia é uma série de performances que da temática da hipersexualização do corpo feminino, em especial o de mulheres negras

Além das performances, a Galeria Galpão receberá durante os dias do FIG duas exposições. “Uma delas é de autoria do pernambucano Daaniel Araújo, o Construção da Descontrução, que fez oito obras inéditas especialmente para o FIG reaproveitando resíduos de construções encontradas pelas ruas do Recife. Já a exposição de desenhos Traços do Rio, de Artur Sgambatti e Vladmir Ospina é o resultado de um trabalho que eles tiveram ao percorrerem todo o Rio Doce depois da tragédia de Mariana, revelando os diversos impactos sociais causados pelo desastre ecológico”, explica Márcio Almeida. Completam a programação de artes visuais do FIG 2017 as intervenções Alinhavo, de Joyce Torquato; Exposição Rubens Costa, de Rubens Costa; Parquê, de Adah Lisboa; e CALOR, de Raoni Assis.

Divulgação/Mário Friedlander

Divulgação/Mário Friedlander

O artista Bené Fonteles, a convite do SESC, participará da programação na Galeria Galpão com vários debates sobre música, literatura e outros assuntos

Para o coordenador de Artes Visuais, este será mais um ano em que a Galeria Galpão cresce nas ações e discussões de forma horizontal na conexão com as outras linguagens. “Neste sentido a parceria com o SESC, que já acontece desde o ano passado e envolve também outras linguagens, vem pra contribuir bastante. A instituição estará na Galeria Galpão promovendo quatro debates sobre o que aconteceu na 32ª Bienal de São Paulo. Na ocasião o artista Bené Fonteles participa de diversas mesas de discussão e na ocasião irá falar sobre sua intervenção no SESC, com a atividade OcaTaperaTerreiro, além de discutir com os presentes sobre a importância da música de Dominguinhos e da literatura, através da poesia, bem como a questão da política pública na questão indígena”.

PROGRAMAÇÃO DE ARTES VISUAIS DO 27º FIG

Galeria Galpão
De 22 a 29 de julho | 16h às 22h
Endereço: Av. Dantas Barreto, 34

Traços de um Rio
Artur Sgambatti
De 22 a 29/07
A exposição nasce de uma série de viagens realizadas ao longo dos anos de 2015 e 2016 pelo Rio Doce. Nelas, dois pesquisadores e ilustradores, Artur Sgambatti e Vladimir Ospina, percorreram a totalidade do rio – da foz à cidade de Mariana, para realizar levantamento dos impactos sociais sentidos pelas comunidades ribeirinhas atingidas pela avalanche de lama ocasionada pelo rompimento de barragens de uma mineradora. Tal processo imersivo evidenciou a diversidade, não apenas cultural e geográfica do território, como também os impactos sentidos ao longo do rio, agora morto.

Construção da Desconstrução
Daaniel Araújo
De 22 a 29/07
Ligando os atuais conflitos da vida moderna a um processo crescente de construção e desconstrução das pessoas, lugares e seus conceitos, o artista traz oito obras inéditas, pintadas em óleo e acrílica sobre madeira e pedaços de concreto, produtos de demolições e descartes encontrados nas ruas do Recife.

Divulgação

Divulgação

Artista Carol Azevedo apresenta sua performance ‘Descamada’ no dia 23 de julho. a partir das 20h

Descamada
Carol Azevedo
Dia 23/07 | 20h
Com o corpo todo envolto em meia calça, a artista executa uma costura entre sua “segunda pele” e um colchão, num gestual minucioso de união entre esses dois tecidos, para em seguida proporcionar o rompimento do vinculo construído entre esses corpos, a performance nos sugere reflexões a cerca do corpo, gênero e questões políticas que emergem da ação.

#Tecnologiaaservicodaorgia
Kalor Pacheco
Dia 28/07 | 18h30
Pensada e iniciada em outubro de 2016, a série de performances é composta por quatro obras distintas, que conversam entre si por se relacionarem técnica, estética e eticamente com a temática da hipersexualização do corpo feminino, em especial o de mulheres negras. A artista manterá em exibição as performances #01 e #03, de 22 a 29, executando a 4ª parte desta série no dia 28 de julho.

Distopia
Coletivo Espectro
Dia 29/07 | 20h
Performance em três atos que procura abordar os problemas da metrópole através da criação conjunta audiovisual produzida em tempo real – live cinema. De maneira integrada e simultânea, as artistas Fernanda Fernandes, Carolina Perini e Raquel Abdian fundem objetos, sons, ruídos e música em um processo sinestésico de performance ao vivo.

Divulgação

Divulgação

Joyce Torquato – Alinhavo

Alinhavo
Joyce Torquato
Tendo como inspiração textos inéditos da escritora Fernanda Limão, Alinhavos, faz mergulho na essência do ser humano por meio de ilustrações que une colagem e aquarela, na tentativa de costurar histórias. Seguindo a ideia de narrativa apresentada por Dom Casmurro, rememora a própria existência, estabelece paralelismo com o mundo de coisas miúdas: de plantas, terra e bichos, que aqui, desperta a memória afetiva sendo capaz de atar as duas pontas da vida, no olhar infinito de uma menina, que rodopia ao som de pássaros e alcança a Lua. Por horas é Capitu, se faz mistério e vira Água.

Exposição Rubens Costa
Rubens Costa

Parquê
Adah Lisboa
Como adultos, precisamos melhorar nossa capacidade de ouvir. Muito daquilo que pode ser considerado artístico e criativo é o que geralmente se considera “bagunça” e acaba sendo recolhido ou jogado fora. A narrativa sublime é varrida junto com o original, o diferente, o vivo e o não adestrado.  Baseado na experiência das idealizadoras Adah Lisboa e Paulina Albuquerque como mães de Chico e Romeo, 4 e 3 anos respectivamente, surge a observação do cotidiano criativo das crianças.

CALOR
Raoni Assis
Raoni Assis é ilustrador, produtor e idealizador da galeria e espaço cultural A Casa do Cachorro Preto. No FIG 2017, o artista deixa, em uma das paredes da Galeria Galpão, o painel CALOR, sobre movimentos e períodos, cores e sprays de pimenta.

DEBATES EM PARCERIA COM O SESC
(‘Conversas para adiar o fim do mundo’, com Bené Fonteles):

OcaTaperaTerreiro na Bienal SP – Projeção do catálogo virtual
Dia 24/07 | 16h às 19h

Uma tarde para Dominguinhos
Dia 25/07 | 10h

Urgências e poéticas políticas na questão indígena
Dia 26/07 | 16h às 19h

O que sobra e o que falta na poesia
Dia 27/07 | 16h às 19h

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