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Festival de Inverno

Plataforma FIG estreia com debate sobre festivais de música

Produtores culturais dos principais festivais de Pernambuco destacaram a importância desses eventos para revelar artistas e formar público

Fer Verícimo

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Melina Hickson, Antonio Gutierrez, Jarmeson Lima e Paulo André integraram a mesa de debate

Por Camila Estephania

Nem só de shows é feita a programação musical do 27º Festival de Inverno de Garanhuns. A tarde de ontem foi marcada pela estreia da Plataforma FIG como uma nova ação do evento para fomentar o mercado da música, promovendo palestras, debates, encontros e apresentando novos mecanismos que possam auxiliar o cenário. A mesa “A importância de festivais pernambucanos na cena independente da música nacional” foi a responsável pela abertura da nova iniciativa, que aconteceu no auditório do hotel Garanhuns Palace.

O bate-papo contou com a participação de produtores dos principais festivais de música do estado, sendo eles Antônio “Gutie” Gutierrez, do festival Rec-Beat, Jarmeson Lima,  do festival Coquetel Molotov, e Paulo André, do Abril Pro Rock, que tiveram a conversa mediada pela produtora Melina Hickson, do Porto Musical. “Esses encontros são sem dúvidas uma forma de amplificar as ações de um festival. Quando a gente tem um espaço de conversa como esse nos festivais, fica mais simples para as pessoas trocarem ideias e surge mais possibilidades do network acontecer”, comentou Melina, ao iniciar a mesa, que discutiu a atuação dos festivais como palco principal para formação de público e circulação de artistas.

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Público pode tirar dúvidas e trocar ideias com os produtores

“Tanto o Rec-Beat, quanto Abril, começou em um momento que havia um mercado fonográfico forte e aí os olheiros das gravadoras vinham para descobrir novas bandas, mas hoje é diferente. Com o fim desse mercado, os festivais tem assumido esse lugar das gravadoras de revelar as coisas. O público vai já sabendo que vai encontrar bandas que dificilmente conheceria fora dali, por isso os programadores de festivais têm sido convidados muito mais do que antes”, observou Gutie, sobre a importância atual dos festivais para a consolidação da carreira de novos artistas.

Em atividade com o festival No Ar Coquetel Molotov há 14 anos, Jarmeson destacou que é preciso ir além dos caminhos tradicionais. “A cada ano aparece uma infinidade de bloggers que se inscrevem para cobrir o festival e atingem um público específico, daí você vai descobrindo uma série de microuniversos que não tem mais espaço na mídia tradicional. O olheiro é próprio público agora, as bandas tem que pesquisar as possibilidades de chegar nele”, opinou ele, ao defender que não é viável aguardar convites somente. “Se antes era preciso empreendedorismo, hoje é preciso três vezes mais dos produtores e das bandas também. As bandas tem que viajar para outras cidades por conta própria até para passar temporadas a partir de uma data base de algum festival para o qual elas possam se oferecer”, concordou Paulo André, afirmando que a iniciativa de integrar uma programação pode partir dos dois lados.

Fer Verícimo

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Márcia Souto abriu a conversa destacando as ações do Estado destinadas à música

O debate também contou com a presença de Márcia Souto, presidente da Fundarpe, que destacou que a Plataforma FIG é mais uma ação dentro de um conjunto de iniciativas voltadas para a música neste e nos próximos anos, com destaque para o 1º edital do Funcultura específico para a área. “Criamos recentemente o patamar de R$ 36 milhões para o Funcultura e o Mecenato, além do edital específico de música, que é um avanço muito grande em vários sentidos para se pensar quais são as linhas de acesso para alavancar a música do nosso estado”, disse ela. Logo após a mesa, a Plataforma reunião artistas e produtores para a apresentação do startup “Musicle”, que promete facilitar a negociação entre contratantes e bandas. “Propomos uma maneira muito simples de achar o artista. Quando o contratante procurar um perfil de atração, as bandas que se encaixarem serão encaminhadas para negociação”, resumiu um dos sócios Allison Lima.

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