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Festival de Inverno

Série audiovisual pernambucana é lançada no FIG 2017

Os quatro primeiros episódios da série foram apresentadas ontem (24) no Cine Eldorado com direito a conversa com o diretor Taciano Valério

Por Clara Albuquerque

Ontem foi dia de estreia na 13ª Mostra de Cinema do 27º Festival de Inverno de Garanhuns, que está acontecendo no Cine Eldorado. Ao apostar no novo formato audiovisual seriado, a Mostra trouxe, ao público, os quatro primeiros episódios da série Giga, do diretor Taciano Valerio. Por meio de uma proposta artística envolvente, a obra ficcional levanta uma discussão sobre a temática do suicídio. 

Antes da exibição dos episódios, Taciano apresentou um pouco do que seria assistido pelo público agradecendo à cidade de Garanhuns, onde noventa por cento da série foi filmada, ao Funcultura, que contemplou o projeto em edital, ao FIG e parceiros. Ele apresentou, ainda, parte da equipe que trabalhou na série e que estava presente no Cine. “Estamos felizes em estar em Garanhuns com abertura para falar de suicídio que é uma questão difícil”, diz ele. 

Jorge Farias

Jorge Farias

O diretor Taciano Valério recepciona o público e introduz a exibição da obra

Após o primeiro impacto gerado pela exibição dos episódios, Taciano e equipe ficaram para esclarecer as dúvidas do público. Ele conta que começou a conceber a obra em 2014 fazendo uma leitura de Garanhuns. Também, agradeceu a receptividade e a compreensão do Mosteiro de São Bento da cidade que abriu as portas para a gravação da série. “Eles contribuíram para a nossa liberdade de criação, foi um dos melhores sets que já fiz em minha vida”, diz o diretor. Questionado sobre a escolha de um personagem religioso para influenciar pessoas ao suicídio, na série, Taciano explica que não tem a intenção de gerar discussão a respeito. “‘É, apenas, um personagem que será entendido no decorrer das próximas temporadas”, explica ele, que complementa: “O argumento de Giga é formado em três eixos: o suicídio tratado enquanto obra de arte, como negócios e a perspectiva dos sofredores que é um ponto em que vamos tocar bastante nas próximas temporadas. O suicida tem um sofrimento muito grande mas o objetivo não é trabalhar isso em profundidade. O suicídio está mais na superfície que na profundidade. Ao mesmo tempo, nos traz a reflexão sobre se gostaríamos de viver a nossa vida, novamente”, explica ele. 

A atriz Verônica Cavalcante comenta como foi a preparação para fazer as gravações. “Nos preparamos em grupo e individualmente. Não houve uma preparação específica, mas fizemos muitas conversas e muitos ensaios”, diz ela. O ator Everaldo Pontes complementa. “É interessante ver o modelo autoral independente tomando formato de uma série. É um processo muito rico”, declara ele. O representante da Lume Channel, canal online de divulgação da série, Vinícius Bezerra, também, falou da parceria. “Giga é uma série online que tem uma pegada diferente. Ela traz uma instiga interessante e Taciano conseguiu manter esse time sem ser enfadonho. É um projeto redondo e coeso, lutamos muito por ele”, diz ele. 

Jorge Farias

Jorge Farias

A equipe da série estava lá para interagir com o público

Taciano também comentou sobre o cenário audiovisual pernambucano. “Estamos vivendo um momento em que não sabemos se os projetos continuam ou não. O cinema pernambucano resiste muito e é um tipo de cinema diferenciado”, pontua ele. Milena Evangelista, coordenadora de Audiovisual da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult/PE) afirma que “é um processo a luta para continuar nossas produções, especialmente em se tratando de uma arte cara que tem uma complexidade envolvida. Ainda assim, é de extrema importância para a linguagem e para o estado usufruir de uma primeira obra audiovisual seriada gravada 100% no agreste de Pernambuco trazendo uma reflexão sobre o papel da arte diante de temáticas como o suicídio e, ainda, a própria cidade de Garanhuns vista com outros olhos’”, diz ela. O diretor Taciano Valério revelou, ainda, que a série Giga precisou de muita criatividade em sua produção. “Começamos a filmar antes de receber o dinheiro, contamos com a ajuda de amigos para conseguir os locais de filmagem. Esse trabalho é uma escola pra mim e houve uma afetividade e um diálogo muito grande entre todo mundo. Tenho muito orgulho desse trabalho”, explica ele.

Giga tem um corpo técnico e elenco formado por 35 pessoas, entre o tempo de concepção da obra até a edição final, decorreram dois anos de trabalho. Quem tiver o interesse de conhecer a obra ou assistir, novamente, pode acessar o site e providenciar sua assinatura. A Lume Channel é um canal online de produções audiovisuais que trabalha com filmes independentes, clássicos e de arte.

Confira a programação de Audiovisual do 27º FIG:

AUDIOVISUAL

13ª MOSTRA DE CINEMA DO FIG 2017

De 21 a 28 de julho

Cine Eldorado (Entrada Gratuita)

 

Terça-feira, 25/7

 

14h – Longa-metragem Infanto-juvenil

A Família Dionti (Ficção, 96 minutos, 2017, Brasil), de Alan Minas

Classificação: Livre

18h20 – Longa-metragem Pernambucano + Conversa com a equipe do filme

Martírio (Documentário, 160 minutos, 2017, Brasil), de Vincent Carelli

Classificação: 12 anos

 

Quarta-feira, 26/07

 

14h – Exibição de Longa-metragem com Acessibilidade Comunicacional

Parceria com o Festival VerOuvindo

Amigos de Risco (Ficção, 88 minutos, 2007, Brasil), de Daniel Bandeira

Após a exibição do filme haverá uma conversa sobre Acessibilidade Comunicacional

Classificação: 16 anos

18h20 – Longa-metragem Nacional

Divinas Divas (Documentário, 110 minutos, 2017, Brasil), de Leandra Leal

Classificação: 14 anos

 

Quinta-feira, 27/7

 

18h20 – Longa-metragem Nacional

Era o Hotel Cambridge (Drama, 99 minutos, 2017, Brasil), de Eliane Caffé

Classificação: 12 anos

 

Sexta-feira, 28/7

 

18h20 – Sessão Especial

III Mostra de Curtas Nacionais de Horror

Classificação: 16 anos

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