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Festival de Inverno

VII Casarão dos Pontos de Cultura reúne criatividade e tradição popular

Grupos culturais do estado realizam oficinas de formação cultural, exposição e apresentações artísticas durante o FIG 2017

Rodrigo Ramos

Rodrigo Ramos

Marcus Sanchez e Tarciana Portella participaram da abertura das atividades do Casarão na última segunda (24), debatendo os desafios da sustentabilidade das atividades dos agentes culturais.

Por Anizio Silva

Começou ontem (24) a sétima edição do Casarão dos Pontos de Cultura do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). A ação, desenvolvida pelo Programa Cultura Viva/Fundarpe, busca inserir os Pontos de Cultura como protagonistas na realização de oficinas, exposição e apresentações artísticas durante o Festival. Todos os grupos foram selecionados após uma convocatória pública.

As atividades seguem até sábado, com as oficinas e a exposição na Escola Estadual Henrique Dias (próximo à Rodoviária), e com os shows no Parque Euclides Dourado, no mesmo espaço do Som da Rural e dos grupos de Mamulengo. Durante a abertura das atividades, foi realizado o debate Desafios da Sustentabilidade com Marcus Sanchez, Gerente de Projetos Especiais da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), e Tarciana Portella, Gerente de Políticas Culturais do estado.

Para Marcus Sanchez, os Pontos de Cultura são agentes culturais naturalmente afetados pela crise política e econômica. “Num momento de grande dificuldade nacional, a Secretaria de Cultura considera esta sétima edição do Casarão como importante, até determinante para a organização do programa Cultura Viva em Pernambuco. Nós fizemos um edital onde os grupos puderam inscrever oficinas, shows, mas é mais do que isso. Além de mostrar a produção dos pontos, debatemos aqui a reorganização da rede destes pontos no estado e demos um pontapé inicial para a Conferência Estadual de Cultura, onde queremos discutir uma possível Lei Estadual Cultura Viva”, afirmou Marcus.

Anizio Silva

Anizio Silva

A oficina de confecção de bonecos de Mamulengo, do Ponto de Cultura Bonecos de Pernambuco, é uma das atividades do VII Casarão dos Pontos de Cultura.

“A gente tem o Casarão como referencial das ações que os Pontos representam e exercem dentro do estado. É fundamental para que possa dar uma injeção de ânimo nos gestores dos Pontos de Cultura, devido à expectativa negativa do Governo Federal fazer um aporte de recursos”, defendeu Newton Caivano, do Conselho Estadual de Política Cultural e integrante do Ponto “Cultura Instrumento de Resgate“, da cidade de Joaquim Nabuco (Mata Sul do Estado). “Além da interação e diálogo entre os Pontos de Cultura, o Casarão vem com uma força muito grande nas oficinas: todas elas são de formação, realmente dentro da cultura básica e estrutural do nosso Nordeste”, comemorou Newton.

“A questão de resistência é super importante. Tem uma fala importante do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, quando afirmou que estava fazendo um do-in antropológico liberando a energia viva, a cultura viva da sociedade. Aqui no FIG, no Palco da Cultura Popular e vários outros espaços ‘corre’ essa cultura viva; (o programa dos Pontos de Cultura) é uma forma de reconhecer esses movimentos, numa política de inclusão e de reconhecimento que foi adotada”, defende Tarciana Portella.

“Dentro do FIG, eu acho que o Casarão dos Pontos de Cultura é uma das coisas mais interessantes depois das grandes atrações. Temos a possibilidade de mostrar um pouquinho do quem vem sendo produzido dentro de nossos ‘Quilombos Urbanos’, nós que convivemos nas comunidades num trabalho de resistência”, declarou o músico Paulinho Suprema, do Ponto de Cultura Herança e Resgate, que apresenta uma oficina de percussão durante o evento.

Rodrigo Ramos

Rodrigo Ramos

O Ponto de Cultura Cinema de Animação celebra o centenário da Animação Brasileira expondo cartazes de filmes e exibindo curta-metragens na Escola Estadual Henrique Dias.

PROGRAMAÇÃO – VII Casarão dos Pontos de Cultura
Local: Escola Estadual Henrique Dias – Rua Pedro Rocha, 296 – Heliópolis (ao lado do Corpo de Bombeiros, próximo à Rodoviária)

EXPOSIÇÃO
Cinema de Animação em Cartaz – 100 Anos de História no Brasil
Ponto de Cultura Cinema de Animação
De 25 a 29 de julho | Visitação das 12h às 18h

Em 2017, são comemorados o centenário da Animação Brasileira e os 45 anos da Animação, em Pernambuco. Para valorizar essa arte, mais de 20 cartazes vão mostrar parte da história dos animadores do Brasil e do mundo que, utilizando diversas técnicas, criam narrativas desse universo único e infinito. A mostra revisita o trabalho do Patrimônio Vivo e primeiro cineasta de animação pernambucano, Mestre Lula Gonzaga. Durante sua trajetória na área de formação, difusão, produção, gestão de equipamentos e gestão pública, Lula colecionou cartazes de diversos festivais, mostras, encontros e da produção do Cinema de Animação. Durante a exposição, também, serão exibidos curtas-metragens.

OFICINAS (inscrições finalizadas)
De 25 a 28/7 – 14h às 18h

Fotojornalismo nas Mídias Livres (Ponto de Cultura Tacaratu Filhos da Terra)
Os participantes poderão aprender os princípios da fotografia e as noções básicas de texto jornalístico, por meio de conteúdos teóricos e práticos. Quem não possuir máquina fotográfica, poderá utilizar telefones celulares nas aulas práticas. A oficina busca ainda estimular a reflexão e o uso das redes sociais como instrumento de comunicação de interesse público e social.

Percussão – Tambores Furiosos (Ponto de Cultura Herança e Resgate);
A oficina busca difundir a origem histórico-cultural das nações de matriz africana, seus diferentes ritmos, manuseio dos instrumentos, simbologia e formas de construir. Serão trabalhadas a coordenação motora, polirritmia e concepção musical, bem como a criação de sons e formas dançantes.

Confecção de Bonecos de Madeira – Mulungu (Mamulengo) (Ponto de Cultura Bonecos de Pernambuco);
Os participantes aprenderão a arte de construir um boneco, da criação ao acabamento com a confecção de figurinos, e terão ainda noções de manipulação. O mamulengo tem como matéria-prima a madeira da árvore Mulungu.

Frevo – É na Ponta do Pé e do Calcanhar (Ponto de Cultura Seu Malaquias – O Gigante do Alto)
Promovida pelo Clube de Boneco Seu Malaquias, Patrimônio Vivo de Pernambuco, a oficina tem a proposta de difundir e fortalecer o frevo por meio de aulas práticas que demonstrarão o passo a passo desse ritmo frenético.

Anizio Silva

Anizio Silva

Os participantes da oficina de Fotojornalismo nas Mídias Livres, do Ponto de Cultura Tacaratu Filhos da Terra, aprendem os princípios da fotografia e o uso das redes sociais como instrumento de comunicação.

APRESENTAÇÕES – Palco Som da Rural / Mamulengo / Pontos de Cultura
Local: Parque Euclides Dourado

Quarta-feira, 26/7
17h – Coco de Roda do Cabo de Santo Agostinho (Ponto de Cultura Farol da Vila – Coco de Pontezinha)
O grupo de jovens músicos, descendentes de mestres cantadores e percussionistas, têm uma base rítmica fincada na ancestralidade do coco centenário do município do Cabo. Seu repertório é autoral, além de cocos e emboladas tradicionais.

Quinta-feira, 27/7
17h – Sertão Maracatu (Ponto de Cultura Orquestra Sertão)
Fundado em Arcoverde, o grupo de maracatu uniu músicos, professores e alunos de escolas públicas num trabalho de pesquisa e execução de ritmos afros, cantos e danças tradicionais. Seu figurino une elementos das feiras do sertão e da cultura afro-brasileira.

Sexta-feira, 28/7
16h – O Auto da Compadecida (Ponto de Cultura Teatro Experimental de Arte – TEA)
Um clássico da dramaturgia brasileira é recontado pelo Teatro Experimental de Arte – TEA, Patrimônio Vivo de Pernambuco. O grupo teatral de Caruaru traz elementos do Cavalo Marinho (folguedo popular típico da Zona da Mata Norte de Pernambuco) para contar a história de João Grilo e Chicó. O palhaço da obra de Ariano Suassuna assume nesta montagem o papel de Mestre Ambrósio, e conduz os atores que se revezam como no Cavalo Marinho. A trilha sonora é executada ao vivo pelo elenco.

Sábado, 29/7
15 às 17h – Culminância das oficinas (apresentação dos projetos desenvolvidos nas Oficinas de Formação Cultural)
17h – Boi Tira Teima (Ponto de Cultura Tira Teima)
Criado em 1922 na zona rural de Caruaru, o Boi Tira Teima traz a tradição da cultura do bumba-meu-boi para o FIG. Com 50 participantes, o grupo apresentará seus personagens humanos, animais e “fantásticos” – criados pela imaginação dos brincantes.

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