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Festival de Inverno

Banda Gaiamálgama, de Garanhuns, empolgou Palco Instrumental

Já o Chimpanzé Clube Trio aproveitou a noite no Parque Pau-Pombo para lançar CD

Por Diego Gouveia

Música medieval e rock instrumental. Jazz, ritmos latinos, música nordestina. Na terça-feira (18/7), o Palco Instrumental do 22º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), evento promovido pelo Governo do Estado em parceira com a Prefeitura Municipal, recebeu quatro bandas e múltiplas linguagens. Apresentaram-se: Gaiamálgama, Rivotrill, Chimpanzé Clube Trio e Jaguaribe Carne.

No show da banda garanhuense Gaiamálgama, o público ficou pertinho do palco para conferir de perto o espetáculo. A banda se apropriou dos termos que significam terra e mistura de culturas para fundamentar sua principal estratégia: divulgar ritmos de vários lugares do mundo.

Compõem o grupo seis instrumentistas e cinco performáticos integrantes, que cantam, dançam e interpretam. As vestimentas remetem à Idade Média. Na apresentação, um dialeto, criado pela própria companhia, é usado para dar vida a canções tradicionais de outros países. Hungria, Índia e povos da região da Galícia são homenageados por Zhara Lins, Michele Noronha, Elnatã Souto, João Paulo Ferreira e Diorges Albuquerque.

O grupo existe há seis anos e é muito respeitado na cidade. “Ensaiamos muito para mostrar ao público o melhor do nosso trabalho”, disse Diorges Albuquerque. Durante a apresentação, ele interpreta a deusa hindu Kali e mostra um número de dança bastante ousado e criativo. O público vibrou com o desempenho da banda. A enfermeira Angélica Raposo saiu de Caruaru para curtir o FIG. “Fiquei surpresa com a atuação deles. Passaram por várias linguagens, utilizando diversos povos e culturas. Isso enriquece bastante nosso conhecimento”, explica.

Enganou-se quem achou que a banda com nome semelhante ao de um calmante iria tocar músicas lentas. Rivotrill entrou com batida forte no palco do Pau-Pombo e não decepcionou quem já acompanha o trabalho do grupo. O estudante recifense Felipe Acioly já tinha ouvido falar que o trio inovava nas suas composições. “Eles são muito criativos. O jazz é livre. Há tons do rock progressivo e nuances de vários outros ritmos”, comenta.

Lucas dos Prazeres, na performance da banda Rivotrill (Foto: Tom Cabral/Secult-PE)

Lucas dos Prazeres, na performance da banda Rivotrill (Foto: Tom Cabral/Secult-PE)

Na sequência, a banda paulista Chimpanzé Clube Trio comemorou dez anos de carreira com o lançamento do CD “Tudo veio do nada” no FIG. Angelo Kanaan (bateria), Felipe Crocco e Luiz Miranda (revezando-se no contrabaixo e na guitarra) trouxeram para o público um rock com sotaque funk, passando pelo reggae, samba e jazz. “Esse nosso trabalho é marcado pelo improviso. Gravamos sem ensaio ou qualquer pós-produção. Em setembro, lançaremos um novo álbum. Dessa vez, o CD será gravado no estúdio”, antecipou Luiz Miranda.

Músico do Chimpanzé Clube Trio, de SP (Foto: Tom Cabral/Secult-PE)

Músico do Chimpanzé Clube Trio, de SP (Foto: Tom Cabral/Secult-PE)

Viola, guitarra, violão, zabumba e vozes-percussivas. Com Jaguaribe Carne, o passeio pelos ritmos populares e memórias dos irmãos Osmar e Paulo Ró ganha uma versão multimídia e instrumental. Criado na década de 1970, o grupo mostrou familiaridade com a música e com o palco. Conquistaram facilmente a audiência, que agora se prepara para os shows desta quinta-feira (19/7).

Apresentação de Jaguaribe Carne (Foto: Tom Cabral/Secult-PE)

Apresentação de Jaguaribe Carne (Foto: Tom Cabral/Secult-PE)

 

Palco Instrumental (quinta-feira, 19/7)

17h – O Sam3a
18h – Baobá Stereo Club
19h – Anjo Gabriel
20h – Sgüep Trio

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