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Festival de Inverno

Casa do Cordel: um espaço sem paredes

Cordéis expostos na Casa do Cordel, no Parque Euclides Dourado (Foto: Tom Cabral)

Cordéis expostos na Casa do Cordel, no Parque Euclides Dourado (Foto: Tom Cabral)

Produtos típicos, cordéis e livros dividiam espaço com o microfone aberto a quem quisesse entoar seus versos. “ A Casa do Cordel teve o objetivo de abrir: o espaço e as portas. Estivemos todos esses dias escancarados para receber as expressões de todos”, vibra Felipe Jr, representante da União Brasileira de Cordelistas em Pernambuco (Unicordel), ao falar do último dia do espaço, literalmente aberto, sem paredes. Juntamente com a Estante Cultural e a Secretaria de Cultura do Estado, a Unicordel deu vida, pelo primeiro ano, ao espaço, que esteve em plena atividade até esta quinta-feira (19/7), no Parque Euclides Dourado. A ação ajudou a fortalecer o papel cada vez mais importante da literatura dentro do Festival de Inverno de Garanhuns.

Alunos de escolas públicas de Garanhuns estiveram presentes neste último dia, apresentando cordéis produzidos em sala de aula e encenações de Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto. Segundo Sonia Lima, membro da Gerência Regional de Educação de Garanhuns, trazer os alunos para dentro da programação do festival é um ganho para o incentivo à leitura. “É uma forma de divulgar os projetos das escolas do município e fazer com que outros jovens se interessem também pelos livros e pela literatura”, enfatiza Sonia.É a primeira vez que alunos de escolas locais apresentam trabalhos no FIG.

Discutir e incentivar o consumo de literatura nos munícipios

A programação da Praça da Palavra nesta quinta-feira (19/7) foi marcada pela discussão sobre Planos Municipais do Livro, Leitura e Literatura. Roberto Azoubel , representante do MinC, falou sobre a importância de trazer a discussão do plano nacional para Garanhuns e para os municípios dos arredores, e enfatizou que a palestra teve como maior objetivo “sensibilizar gestores públicos e sociedade civil organizada do setor do livro e leitura, e tentar trazer para eles a responsabilidade”. Azoubel acredita que não há possibilidade de se construir qualquer política pública sem pactuar com a sociedade civil e o poder público.

Roberto Azoubel fala sobre planos municipais de leitura (Foto: Eric Gomes)

Roberto Azoubel fala sobre planos municipais de leitura (Foto: Eric Gomes)

“Seu município é um município leitor?”, “Por que promover a leitura em seu município?” e “Como transformá-lo em um município leitor?” foram as perguntas feitas por Azoubel ao público presente no auditório montado na Praça da Palavra em Garanhuns. O representante do MinC também destacou o novo passo dado pelo governo, com a aprovação 373 milhões para a política de livro, leitura e literatura no Brasil.

O professor universitário Fabiano Medeiros, tomou a palavra e falou do que chama de “fatores internos e externos”, que possibilitam ou impedem alguem de se tornar um leitor. “É necessária toda uma base estrutural e política que possa dar suporte à vontade inerente do ser-humano de ler e absorver questões”, pondera.  Apesar de um público pequeno e heterogeneo, a discussão mobilizou os presentes, que participaram ativamente do debate.

Durante o FIG, a Praça da Palavra vem sediando palestras, bate-papo com escritores, lançamento de livros e performances. Nesta sexta-feira (20/7), às 19h,  acontecerá o lançamento do livro “A última volta do ponteiro”, de Adriano Portela, seguido de conversa com o escritor.

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