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Festival de Inverno

Cultura popular e direito à comunicação no Espaço Cultura no Ponto

Além do debate, Ponto das Artes recebeu o Maracatu Cambinda Brasileira

Roger de Renor, presidente da TV Perambuco, fala em debate sobre comunicação e liberdade de expressão (Foto: Marcelo Soares/Secult-PE)

Roger de Renor, presidente da TV Pernambuco, fala em debate sobre comunicação e liberdade de expressão (Foto: Marcelo Soares/Secult-PE)

Por Diego Gouveia

O Espaço Cultura no Ponto, sediou, na quinta-feira (19/7), dois eventos da programação do 22º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). No Ponto de Debate, a mesa “Comunicação e liberdade de expressão” abriu os encontros sobre Comunicação Pública. O Maracatu Cambinda Brasileira arrastou o público para uma apresentação no Ponto das Artes. As ideias de diversidade, fim da discriminação começaram no auditório e foram complementadas numa grande celebração.

“Pega o controle remoto/ vai de botão em botão/ procurando um bom debate/ ou uma contradição/ pense num troço difícil nessa radiodifusão”. Com esses versos, o jornalista Ivan Moraes Filho critica, no “Cordel da regulamentação da comunicação”, a programação televisiva e discute a importância de criar um novo marco regulatório. Ele participou com Paulo Victor de Melo, do Intervozes, coletivo com trabalho voltado para a democratização dos meios de comunicação, Renata Mielli, do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão Itararé, e Guilherme Strozi, do conselho curador da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), do primeiro dia de discussões sobre comunicação do FIG.

Durante a mesa, mediada por Inamara Melo, Paulo Victor anunciou o início, a partir do dia 27 de agosto, aniversário dos 50 anos do Código Brasileiro de Telecomunicação (CBT), de uma campanha para aproximar a sociedade do debate sobre comunicação. “O Fórum Nacional de Direito à Comunicação (FNDC) e entidades civis lançam material com explicações sobre conceitos como liberdade de expressão, que não é falar o que quer, mas ter responsabilidade sobre o que é dito”, esclareceu. Renata Mielli trouxe para o debate a ideia de Direito Humano à Comunicação.”Muita gente, trata como se fosse serviço, mas não é. A comunicação é um direito como a saúde, a educação”, explicou.

Para ela, é preciso colocar o assunto na pauta política. O painel, em Garanhuns, é um movimento nesse sentido. Interiorizar a discussão e convidar a população à participar, no dia 25 de julho, da Audiência Pública da Empresa Brasileira de Comunicação no Nordeste, que será realizada na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no Recife. O curador da EBC Guilherme Strozi ampliou o diálogo ao falar sobre a produção coletiva de mídia. Ivan Moraes Filho, representando o Fórum Pernambucano de Comunicação (Fopecom), fortaleceu o discurso dos outros palestrantes e aproximou a discussão para o acesso aos meios e à produção de conteúdos.

A jornalista, integrante do Fopecom e pesquisadora Cátia Oliveira achou importante a iniciativa porque permite que as pessoas se apropriem da temática para participar à audiência do dia 25 de julho com propriedade. “A comunicação é assunto não de uma pessoa, mas de todos nós. Quanto mais pluralidade de vozes tivermos, melhor será a qualidade da democracia”, avaliou.

O presidente da TV Pernambuco Roger de Renor falou sobre o esforço da TV Pernambuco em realizar mais programas com a cara do Estado e pediu mais presença das produções locais na TV Brasil. O curador da EBC prometeu formalizar um documento, no dia 25, que garantirá mais entradas da produção pernambucana na emissora a partir de 2013. Moradores de Garanhuns e representantes de movimentos sociais contribuíram para o debate que resultou com um encaminhamento para a audiência no Recife. “Com esse documento, levo para a EBC o compromisso de mostrar mais Pernambuco na TV Brasil”, disse Strozi. Confira aqui uma entrevista com Guilherme Strozi.

Amanhã, das 14h às 18h, haverá um novo painel no Espaço Cultura no Ponto (na Aesga). Dessa vez, para discutir em mais uma mesa o papel da TV Pública na produção e difusão de conteúdos. Participam: Luciana Santos (Frente Parlamentar em Defesa da Cultura), Regina Lima (Ouvidora da Empresa Brasileira de Comunicação), Hugo Teixeira (Diretor Executivo da Rede Minas) e Roger de Renor (Gerente geral da TV Pernambuco).

Ponto de Debate (sexta-feira, 20/7)

14h às 18h – Mesa 2 – TV pública: produção e difusão de conteúdo

Maracatu da Zona da Mata faz a alegria do Agreste

Maracatu Cambinda Brasileira no Ponto das Artes (Foto: Ricardo Moura/Secult-PE)

Maracatu Cambinda Brasileira no Ponto das Artes (Foto: Ricardo Moura/Secult-PE)

Dama da boneca, baianas, Caboclo de Lança, Índia, Mateus, Catirina, Rei-Amar. Personagens tradicionais do maracatu de realizaram um cortejo pelas ruas de Garanhuns antes de se apresentar no Espaço Cultura no Ponto. Vindos do Engenho Cumbi, de Nazaré da Mata, o Maracatu Cambida Brasileira reuniu os amantes da cultura popular.

Dona Maria de Lourdes tem 56 anos e há 13 está no grupo. “Minha filha já foi a Dama da Boneca. Hoje, eu ocupo essa posição. Lá em casa, todo mundo gosta de brincar. Meu marido, meus filhos fazem a festa quando temos apresentações.

Fundado em 1918, o maracatu de baque solto é tradicional da Mata Norte e empolgou o Agreste Setentrional. “Fiquei encantada com a apresentação do grupo. São tantos personagens, todos tão ricos”, comentou a professora Fernanda Batista.

Amanhã, logo depois da Mesa de Comunicação, o Ponto das Artes recebe Bongar (Quilombola Cultural).

Ponto das Artes (sexta-feira, 20/7)

19h às 20h – Bongar

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