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Festival de Inverno

Cultura popular toma conta do centro de Garanhuns

O domingo ficou curto diante de tantas manifestações da cultura pernambucana

Por Raquel Holanda

Pastoril Profano do Velho Dengoso foi uma das atrações do domingo (Foto: Tom Cabral/OSanto/Secult-PE)

Pastoril Profano do Velho Dengoso foi uma das atrações do domingo (Foto: Tom Cabral/OSanto/Secult-PE)

Era pouco mais de meio-dia quando o Palco Cultura Popular começou sua programação no domingo (15/7). Passaram pelo palco montado no Largo Colunata, na Avenida Santo Antônio, nove representantes da cultura popular do estado: Reisado do Mestre João Tibúrcio; Ciranda de Mariza Lopes; Família Salustiano e a Rabeca Encantada; Boi Cultural Glorioso; Trupe do Patrimônio; projeto Encontro Pernambucanos; G.R.C.A. Gigantes do Samba; O Bonde Bloco Carnavalesco Lírico e o Pastoril do Velho Dengoso.

A festa, que começou no início da tarde, se estendeu pela noite e fez o público enfrentar a chuva e a temperatura que caía, tudo em nome da paixão pela cultura . “Acho excelente o palco ficar bem no centro da cidade, assim todo mundo que sai do trabalho fica por aqui e aproveita a festa”, disse Rose Albuquerque, garanhuense que se diz amante de toré e maracatu.

As predileções do público poderiam ser as mais diversas, mas cada um encontrava uma atração com quem mais se identificava. ”Eu sempre digo que me manisfesto culturalmente, preservando com unhas e dentes nossa cultura”, contou Edmilson Aguiar, integrante do Maracatu Piaba de Ouro.

Uma festa de rua que agregou crianças, jovens e adultos todos curiosos e amantes da cultura pernambucana. A mistura de idades também estava presente no palco, durante a apresentação da “Família Salustiano e a Rabeca Encantada”. Raisa e Gabriel, netos do Mestre Salustiano, subiram ao palco e mostraram que, para vivenciar a cultura pernambucana, não precisa ter idade. “Eu sei dançar tudo, mas o que mais gosto é Cavalo Marinho”, revelou Gabriel, filho de Moca, como é conhecida Imaculada Salustiano. Juntos, os netos de Mestre Salustiano compartilharam com o público, que lotava a Praça Colunata durante a apresentação, o encanto e a cumplicidade com que vivem a tradição cultural de sua família.

Encerrando a noite, o  pastoril de ponta de rua “Pastoril do Velho Dengoso” fez sua apresentação. Cantando músicas com letras jocosas, o Velho Dengoso fez aquilo que mais gosta. “Adoro ter o pastoril e cantar a vida, desde os treze anos que faço isso e pretendo continuar ainda por muito tempo”, disse o brincante que veio de Chão de Estrelas no Recife para participar do 22º FIG.

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