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Debate sobre a cadeia produtiva da Moda movimenta a Casa das Artes

Por Guilherme Gatis

A Galeria das Artes parou, nesta quarta-feira (24), para discutir o negócio da Moda. Diversos representantes das empresas encubadas no Marco Pernambucano da Moda em parceria do Projeto Garimpo, que já tinham seus produtos expostos na sala mais ampla da Galeria, reuniram-se para apresentar seus trabalhos e também debater os rumos de uma indústria se afirma a partir da junção de conteúdos criativos com as dinâmicas de mercado.

Germana Uchoa, gestora da empresa Garimpo, iniciou sua fala ressaltando a necessidade de se compreender a Moda como um encadeamento de processos. “É Cultura, é geração de empregos, é uma expressão contemporânea e também uma plataforma de negócios”, apontou.  Uchoa também apresentou os processos de encubação de empresas de moda da Garimpo, que já iniciou o processo de garimpar empresas numa dimensão nacional.

Esta noção de encadeamento dos negócios da economia criativa da moda é compartilhada por Cláudia Leitão, Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, que participou rapidamente das discussões. “Essa é uma política que precisa ser transversal, olhando e valorizando todos os elos dessa cadeia. Não podemos pensar o Brasil como um país de estilistas sem pensar nas costureiras”.

A representante do MinC também reforçou a importância das pequenas empresas que estão trabalhando com a Moda estabelecerem estratégias de gestão. “Não dá pra pensar em empreendimento de Moda sem pensar em gestão. A indústria da Moda faz parte de uma Economia Criativa, que se ampara em dois pilares: Conteúdo de Cultura e Ciências e Tecnologia”.

A questão tecnológica foi discutida por Joais Farias, da Concept, parceira da Garimpo, que ressaltou a necessidade das marcas se colocarem de forma mais estruturada e efetiva nas redes sociais. “A palavra impacto faz parte do nosso trabalho porque nós sempre buscamos a atenção. O relacionamento das redes sociais é fundamental por ser muito barato. Mas é preciso saber fazê-lo da melhor forma, para não cansar as pessoas. Elas precisam ser atraídas de uma forma leve e efetiva”, comentou, apontando a rede social Facebook como a principal ferramenta de divulgação das marcas. “Não é só ter o Facebook, não é só ter o Instagram. É preciso ser visualizado, mas temos que saber o que fazer com essa exposição”, completou.

Participaram presencialmente da roda de negócios as marcas Fenda, Srta Chica, Maria Ribeiro, Cabirêd, 2 Primas e Lixiki. Outras marcas, como a Trocando em Miúdos, Calma Monga e Lu de Mari, dentre outras, continuarão presentes nas paredes da Galeria, com textos, imagens, produtos e um QR Code, imagem que pode ser lida por smartphones leva os visitantes a um conteúdo virtual.

Design e Moda

Nesta quinta-feira (25) a Galeria continuará recebendo os laboratórios criativos SustentHabilite-se e de Customização de blusas. Às 19h será ministrada a palestra A Estética do Nordeste Aplicada à Moda, com Roberta Duarte e Rebeca Menezes. Já na sexta-feira (26), será realizado o laboratório criativo de customização de shorts jeans e a roda de diálogo sobre o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), nas áreas de Design e Moda, Artesanato, Artes Plásticas E Artes Integradas.

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