Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

O que você procura?
Newsletter

Festival de Inverno

Diversidade de ritmos embala a noite no Palco Pop

Por Cecília Almeida

“Nunca senti meu nome como um peso”, confessou Ylana Queiroga logo após sua apresentação no Palco Pop do 22º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), numa sexta-feira (20/7) marcada pela mistura de ritmos. Filha de Nena Queiroga e do Maestro Spok, a jovem cantora considera que o sobrenome ajudou sua carreira: “É legal você fazer algo que o público já espera que seja bom. É uma responsabilidade talvez um pouco maior, a gente se cobra um pouco mais. Mas no final a gente tá aqui pra tentar fazer o melhor”, disse.

Ylana Queiroga foi segunda atração da noite e fez o público pedir bis. Foto:Costa Neto/Secult

Ylana Queiroga foi segunda atração da noite e fez o público pedir bis. Foto:Costa Neto/Secult

Acompanhada por uma banda de excelente qualidade técnica, Ylana foi a segunda atração da noite, subindo ao palco após o show da banda garanhuense PE 5. Em sua primeira apresentação no FIG, a moça agradou o público com sua voz doce e firme. Após o show, ela exaltou a relevância do Festival, que, na opinião dela, já se tornou referência nacional: “Estava em São Paulo quando comentei que ia fazer um show no Festival de Inverno e as pessoas já conheciam o evento, sabiam onde era. É muito importante ter um circuito que apresenta a música pernambucana”.

A tradição musical pernambucana, aliás, é a base do primeiro álbum da moça, que foi produzido pelo irmão Yuri Queiroga e deve sair no segundo semestre deste ano. “A gente passou cinco anos preparando esse disco. Gravamos aqui, no Rio de Janeiro, e fomos juntando nossas experiências durante esse tempo”, declarou a cantora, que menciona entre suas influências artistas como Alceu Valença, Marisa Monte, Siba e a islandesa Björk.

Ylana estava ansiosa para curtir o restante da programação do dia no FIG: “É uma honra estar escalada no mesmo dia de Marcelo Jeneci, Lenine e Milton Nascimento. Vou correr para a Guadalajara pra acompanhar”. Os integrantes da banda paulista Cérebro Eletrônico, que encerrou a noite com sua sonoridade pós-tropicalista, concordam com a cantora. “Vamos fazer de tudo para conferir os shows”, declarou Fernando Maranho, guitarrista.

Foi a quarta vez do grupo em Pernambuco, mas a primeira no FIG. “Pra gente é um prazer enorme estar aqui num estado que tem uma relação tão legal com a música, permitindo que gerações e gerações consigam fazer um trabalho musical com muita qualidade”, apontou Tatá Aeroplano, vocalista da Cérebro Eletrônico. “Esse festival é uma prova de que o estado trabalha muito bem a sua música”, completou. Tatá e Fernando aproveitaram para elogiar o trabalho de músicos pernambucanos como Otto, Junio Barreto, Lirinha e Siba. O grupo pretende trabalhar no quarto disco ainda este ano.

Da Argentina, Banda La Viajerita (Foto:Costa Neto/Secult-PE)

Da Argentina, Banda La Viajerita (Foto:Costa Neto/Secult-PE)

 

Um dos grandes destaques da noite foi o show da simpática dupla argentina La Viajerita, composta por Mariela Carrara (voz e cojón) e Ornela Lanzilotto (voz, acordeon e cojón peruano). No repertório, músicas folclóricas argentinas, tango e até algumas homenagens a cantores brasileiros. A versão de Timoneiro, de Paulinho da Viola, foi um dos pontos altos da apresentação. “Muito bonita a homenagem que fizeram à música brasileira”, avaliou a garanhuense Ana Beatriz, que já acompanha o trabalho da dupla há algum tempo. “O show foi maravilhoso, tudo o que eu esperava”, disse, enquanto aguardava a saída das artistas, que cumprimentaram os fãs e distribuíram autógrafos após o show.

No sábado (21/7), último dia de FIG, a festa no Palco Pop está garantida com Daniel Peixoto, Rimocrata, Tibério Azul e Cascabulho.

 

< voltar para home