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Festival de Inverno

Dupla argentina La Viajerita se apresenta no Palco Pop

A dupla argentina La Viajerita é o destaque desta sexta no palco pop (Foto: divulgação)

A dupla argentina La Viajerita é o destaque desta sexta no palco pop (Foto: divulgação)

“La Viajerita” é o nome de uma canção argentina tradicional, composta pelo lendário Atahualpa Yupanqui e interpretada por Mercedes Sosa. Esta “zamba”, como é chamado o ritmo folclórico, tem uma letra singela e fresca, segundo Ornela Lanzillotto e Mariela Carrera. O nome da canção, por estes e outros motivos, conforme explicam na entrevista a seguir, pareceu muito apropriada para a dupla de musicistas de Córdoba, na Argentina.

O repertório da dupla “La Viajerita” tem sabor de uma América Latina que se encontra com as culturas espanhola e africana, sendo ao mesmo tempo enraizado nas tradições e avesso às fronteiras. Segundo elas, “o mundo é o cenário perfeito” para apresentarem a sua música. A dupla se apresenta nesta sexta-feira (20/7), a partir das 20h, no Palco Pop.

VÍDEO (link: http://www.youtube.com/watch?v=cASA2yUJdns)

“La Viajerita” é também uma canção famosa de Yupanqui. Por que resolveram batizar a dupla com o nome desta música?

Sim, “La Viajerita” é uma zamba de Atahualpa Yupanqui. Nos pareceu muito apropriado porque seu significado encaixa justamente com o formato do dúo: é um nome feminino, nossos instrumentos são pequenos (assim como o diminutivo da palavra “viajerita”) e a letra e a música desta zamba são frescas e singelas, duas qualidades que nos identificam. Outro detalhe importante é que as viagens têm sido nossa motivação. Levar nossa música a muitos lugares e pessoas de diferentes culturas sempre foi um desejo nosso.

Como vocês começaram a cantar e tocar juntas?

Começamos no ano de 2007 com um projeto de teatro musical e sempre sentimos muita química para trabalhar, e tínhamos inquietudes artísticas similares. No final de 2008 nos propusemos trabalhar um repertório com uma instrumentação acústica, onde colocássemos o foco nos arranjos vocais. Buscamos intérpretes e estilos que gostássemos muitos, e que percorressem o mapa da nossa querida e variada América-Latina.

Quais são estes “pequenos instrumentos” tocados por vocês?

Tocamos um “bichito cordobés” (um pequeno violão com três cordas de violão espanhol e três cordas de charango), acordeon, cajón peruano (esta é a formação fixa) e nos últimos arranjos agregamos um bombo legüero, piano, e alguns acessórios mais de percussão.

Quais são as suas principais influências musicais?

Temos muitas influências, e muitas delas da música do Brasil. Gostamos muito, no nosso país, da Mercedes Sosa, Liliana Herrero, Carlos Gardel, Atahualpa Yupanqui, Kevin Johansen, entre outros. De outros lugares há Lila Downs, Chabuca Granda, Susana Baca, Jorge Drexler, Zitarrosa; e do Brasil Maria Rita, Lenine e todos os clássicos da MPB. Nós gostamos muito da música brasieira e de seus intérpretes, da riqueza de estilos que há em todo o país, da poesia e da evolução musical. Admiramos muito Elis Regina, Djavan, Jobim, Chico Buarque, Milton Nacimento, Vinicius, entre tantos!

Já vieram antes ao Brasil?

É nossa quarta vez no Brasil. Estivemos em São Paulo em três oportunidades: no ano passado por duas vezes no SESC de Vila Mariana e em abril deste ano no Centro Cultural São Paulo, dentro do Festival Panelaço.

Vocês falam que fazem um espetáculo de rua, que preza pelo contato direto com as pessoas. Como isso se dá exatamente?

Se há algo de nossa proposta que nos atrai é justamente o contato com as pessoas, a interação e tudo o que vai sendo gerado pelo momento. Todas as apresentações são especialmente únicas pela heterogeneidade do público.

O que o público pode esperar da apresentação de vocês no Festival de Inverno de Garanhuns?

O público pode esperar uma apresentação com marcas próprias do nosso país, mas ao mesmo tempo misturada ao amplo leque cultural latino-americano.

Os paulistanos da Cérebro Eletrônico prometem caprichar nas guitarras (Foto: Edu Moraes)

Os paulistanos da Cérebro Eletrônico prometem caprichar nas guitarras (Foto: Edu Moraes)

O palco recebe ainda, abrindo a noite, o pop-rock da banda garanhuense PE 5. Logo depois, a recifense Ylana Queiroga também leva seu elogiado disco de estréia e sua voz mansa para o palco pop a partir das 19h. Encerrando a noite, os paulistanos do Cérebro Eletrônico prometem investir na sonoridade pós-tropicalista já consolidada em 10 anos de estrada, e reafirmada no mais recente trabalho “Deus e o Diabo no Liquidificador”, que devem ser o motor do repertório do show.

Confira os horários para o Palco Pop desta sexta:

18h – PE 5
19h – Ylana Queiroga
20h – La Viajerita (Argentina)
21h – Cérebro Eletrônico

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