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Festival de Inverno

E com humor, o Teatro de Rua alerta sobre o patrimônio

Bastião e Mateus divertem e informam (Foto: Renata Pires).

Bastião e Mateus divertem e informam (Foto: Renata Pires).

Por Leidson Ferraz

É através da linguagem do teatro popular de rua que a Diretora de Preservação Cultural da Fundarpe está disseminando informações sobre o patrimônio cultural do estado de Pernambuco. Com foco nos turistas presentes neste 23° FIG e também nos moradores de Garanhuns, a primeira ação aconteceu neste domingo, 21, pela manhã, na entrada do Parque Ruber Van Der Linden, com apresentação do espetáculo “O canto das sete colinas”. A proposta é, através de atores, músicos e um humor interativo, espalhar (re)conhecimento sobre os pontos turísticos da região e a necessária preservação dos mesmos. Este é o terceiro ano consecutivo do projeto, que começou na própria Garanhuns em 2011, mas já se espalhou a outros municípios da Mata Norte, Sertão do Moxotó, Sertão Central e Região Metropolitana do Recife.

“Essa foi a forma que encontramos de, numa linguagem acessível, nos aproximarmos mais das pessoas, sensibilizando-as para o patrimônio de maneira mais dinâmica e interativa”, disse Isabela Moraes, coordenadora da iniciativa neste FIG. As cidades que recebem o espetáculo são escolhidas por possuírem bens tombados e para cada local, um novo texto é preparado após intensa pesquisa. Na divertida trama vista em Garanhuns, que conta com Mateus e Bastião servindo de chamariz no prólogo, foi a vez da história amorosa de duas senhorinhas fidalgas que se envolvem com um supervisor da construção ferroviária do município e seu escravo. Misturando passado e presente, até mesmo um Santo Antônio tão abusado quando irreverente dá o ar da graça, em meio a uma série de dados que valorizam os patrimônios culturais da cidade e sua imprescindível preservação e divulgação, como o Cristo do Magano, a Praça do Relógio ou até mesmo a origem do nome da cidade.

Muitas canções permeiam a encenação de caráter bem popular, com destaque à homenagem que Luiz Gonzaga prestou a Garanhuns, decantada como “a cidade jardim, a cidade serrana, onde o Nordeste garoa”. O roteiro de Carlos Ferrera, Fábio Calamy, Rodrigo Torres e Carlos Salles cria empatia direta com o púbico, que se diverte acompanhando a disputa das duas jovens pelo verdadeiro amor, com direito a simpatias, fofocas e traições de amizade que, além de improvisos certeiros dos intérpretes, dão margem a muita risada do público. E não há quem não saia com a sensação de que o patrimônio, seja material ou imaterial, precisa, sim, da atenção de todos. No elenco, Rodrigo Torres, Carlos Salles, Cris Santos, Edson Fly, Lucas José, Pedro Félix, Sebastião Simão Filho, Roberta Lúcia e o músico Fraklin Silva, integrantes do Grupo de Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel.

Acompanhe as próximas apresentações:

Nesta segunda, dia 22, às 15h, no Alto do Magano.

Nesta terça, dia 23, às 16h30, no Parque Euclides Dourado.

Entrada sempre franca.

22/07/2013 | Compartilhe: Facebook Twitter

 

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