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Festival de Inverno

Economia criativa, cultura popular e comunicação, prioridades do Espaço Cultura no Ponto

Grupo Bongar, do Ponto de Cultura Um Quilombo Cultural, encerrou a programação

 Por Diego Gouveia

De segunda a sexta-feira (20/7), o Espaço Cultura no Ponto sediou debates, oficinas de formação cultural, exposição fotográfica, mostras de vídeos e apresentações musicais. Quem acompanhou as atividades, organizadas pelo Programa Mais Cultura Pernambuco, conheceu um pouco mais sobre economia criativa, cultura popular e comunicação.

No último dia de ações foi realizada a segunda mesa do painel sobre Comunicação Pública. Trabalhos desenvolvidos durante as oficinas foram apresentados e o grupo Bongar, de uma comunidade quilombola do município de Olinda, tocou no Ponto das Artes. Durante cinco dias, o público pôde participar de 38 oficinas, dois painéis, sendo um sobre economia criativa e o outro com foco na comunicação pública, além de quatro atrações musicais.

Mesa sobre TV pública (Foto: Marcelo Soares)

Mesa sobre TV pública (Foto: Marcelo Soares)

No Ponto de Debate da sexta-feira (20/7), a segunda mesa do Painel sobre Comunicação Pública discutiu a produção e difusão de conteúdos na TV pública. Participaram do encontro: Luciana Santos, da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, Regina Lima, ouvidora da Empresa Brasileira de Comunicação, Hugo Teixeira, diretor executivo da Rede Minas, e Roger de Renor, gerente geral da TV Pernambuco.

No debate, mediado pela jornalista e integrante do Fórum Pernambucano de Comunicação (Fopecom) Cátia Oliveira, Regina Lima apresentou dados da TV Brasil e explicou o papel da ouvidoria. De acordo com ela, a participação da população é essencial para melhoria na programação. “É preciso alfabetizar para a comunicação público. Realizamos mais de 1300 atendimentos em 2011, mas esse número ainda é pouco. As pessoas precisam interferir para mudar a TV”, explicou.

A deputada federal Luciana Santos explicou o trabalho da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) e disse que não se avança muito porque a equipe é formada por muitos políticos que tem emissoras de rádio e TV. “No entanto, não podemos deixar de lutar para garantir o fim do monopólio privado, da propriedade cruzada dos meios de comunicação. É um trabalho que precisa continuar até para fazer valer nossa Constituição que proíbe o oligopólio”, comentou.

Hugo Teixeira e Roger de Renor contaram a experiência de fazer TV pública no Brasil e trocaram experiências. Para o gerente geral da TV Pernambuco Roger de Renor, a criação da Empresa Pernambucana de Comunicação pode avançar ainda mais o debate sobre televisão no estado.

Bongar (Foto: Marcelo Soares)

Bongar (Foto: Marcelo Soares)

Marcando o encerramento das oficinas, Mestre Galo Preto comandou um roda de coco em que os participantes da oficina Coco-de-volta mostraram o que aprenderam sobre a história, o contexto, a dança e as canções desse ritmo bastante influente em Pernambuco. O encerramento das atividades do Espaço Cultura no Ponto foi comandado pelo grupo Bongar. No palco, alfaias, pandero, gonzá, conga e outros instrumentos comuns no coco, ciranda e rituais do candomblé. Seis quilombolas do bairro São Benedito, Olinda, mostraram muita versatilidade no palco e colocaram a plateia para dançar.

De acordo com o coordenador do Espaço Cultura no Ponto Igor Jatobá, os resultados foram bastante positivos. “Esse espaço é uma parceria entre a Secretaria de Cultura de Pernambuco, a Fundarpe, o Ministério da Cultura e a Rede dos Pontos de Cultura de Pernambuco. Conseguimos garantir diversidade de conteúdos e muita integração com o público”, acrescentou.

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