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Festival de Inverno

Entrevista com Zé Manoel: “O FIG é um dos maiores e melhores festivais de arte do Brasil”

Zé Manoel abre a programação do Palco Pop desta quarta (18/7). Foto: Divulgação.

Zé Manoel abre a programação do Palco Pop desta quarta (18/7). Foto: Divulgação.

Por André Dib

Zé Manoel é uma das maiores revelações da nova MPB. Nascido em Petrolina, ele vem ganhando admiradores com sua música ao mesmo tempo simples e sofisticada, tradicional e moderna, em que a composição é tão importante quanto a voz. Nesta quarta (18/7), às 18h, Zé Manoel se apresenta  no Palco Pop. Vale a pena conferir. A seguir, uma entrevista exclusiva com o compositor.

É a primeira vez que você toca em Garanhuns?

Será a terceira. A primeira vez foi num festival de composições, o extinto Femuarte, em 2007, se não me falha a memória. A segunda foi no próprio FIG em 2009, no mesmo palco em que me apresentarei este ano e agora, finalmente um retorno.

Você já conhece o festival? Qual sua opinião sobre o FIG?

Sim. Eu acho o FIG um dos maiores e melhores festivais de arte do Brasil, pena que não é tão divulgado fora do nordeste quanto deveria. Acho que falta o estado perceber a grandiosidade desse evento e tirar maior proveito disso. A abrangência de linguagens, qualidade e diversidade dos trabalhos apresentados e a estrutura que é oferecida como suporte pra tudo isso é fantástica, não se encontra em qualquer lugar.

Como será o show? Alguma novidade em relação ao do Santa Isabel?

A base do repertório é a mesma, com músicas do disco e algumas releituras, como “Sabiá” (My Little Bird Sabiá, versão minha com Paulo Mello pra música de Gonzaga e Zé Dantas ). Neste show, vamos tocar uma de Erasto Vasconcelos, que não fazia parte do repertório. O show também vai ter a participação dos meus amigos e parceiros Mavi Pugliesi e Vinícius Sarmento.

Vai aproveitar para assistir shows de outros músicos? Dos que estão na grade, quais te interessam? Milton? Lenine?

Pois é, infelizmente não pude ir a nenhum show esse ano, pois vamos ter que voltar pra Recife depois do show. Talvez eu ainda consiga ver o de Marcia Castro, que toca no mesmo palco, depois de mim. Gosto do trabalho dela. Queria muito ter visto os de Siba, Bixiga 70 (que ficou deslocado na programação, por vezes muito estranha, do palco Guadalajara), Junio Barreto, Benjamim Taubkin, Saracotia (dos que eu lembro agora)e os que vão rolar ainda, Milton… Adoraria ver o de Ney Matogrosso, pena que foi cancelado. Fora os trabalhos dos muitos amigos que estão tocando. É uma pena muito grande eu estar perdendo tanta coisa bacana que rolou e tá rolando esse ano.

Agora que o primeiro álbum está lançado, quais os planos para a carreira?

Botar em prática tudo o que venho programando desde o ano passado, quando ainda tava produzindo o disco.  Resolvi parar de fazer planos e simplesmente ir trabalhando, produzindo. Um santo remédio pra minhas inquietações e ansiedades.

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